“Péssimo recado pro mundo político”, desabafam aliados sobre reforma de Rafael
Prólogo
Como é o Carnaval em Brasília? A colunista não sabe informar pois da janela do meu pequeno apartamento (depois de baixar o volume da Netflix) só era possível enxergar algumas árvores frondosas, pássaros tranquilos e cachorrinhos satisfeitos, passeando. Mas sim, foi ótimo o Carnaval. O ano já pode começar ou vocês preferem emendar com a Semana Santa?
Bem que eu avisei
A reforma administrativa do governador Rafael Fonteles (PT), antecipada semanas antes contra tudo e contra todos por esse humilde boletim (autopromoção é um negócio chato, mas considero ser estritamente necessário pegar esse crédito aqui), desceu quadrado em parte do mundo político. Abre aspas para um deputado governista, super sincero, logo abaixo.

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Nossa turma foi ignorada de novo!
“Péssimo recado pro mundo político. Poderia ter agregado mais gente politicamente. Na Fundação Antares (para onde irá o atual secretário de Comunicação, Mussoline Guedes), poderia ter contemplado um aliado. E no Governo (para onde irá o defensor público Ivanovick Feitosa) tinha que ser um secretário político, como foi o (deputado) Wilson Brandão (gestão Wilson Martins)”, pontuou o parlamentar, em reserva.
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Os três problemas: políticos, empresários e servidores
Para esse político, há três problemas no governo Fonteles: “Problema político, com empresários e servidores públicos”. A colunista até entende onde o calo aperta para os empresários (gostariam de entrar mais no Governo, com mais players, etc) e servidores públicos (reajuste, óbvio), mas parte política é um problema em que sentido? Todas as matérias do Governo são aprovadas sem susto na Assembleia Legislativa, e Rafael tem popularidade inegavelmente alta, seja nas pesquisas do Governo, seja nas da oposição…
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As tais “besteiras que magoam”
A resposta: “Falta um carinho, são umas besteiras que magoam”, resumiu o aliado. A queixa não é isolada. Se, de fato, os recursos prometidos são entregues em boa medida no prazo (e isso também procede), a reclamação é mais sobre relacionamento e proximidade. “Não destravam algumas coisas, a gente fala e não anda. Eles (governistas de primeiro escalão) são muito fechados”.

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A oposição, mais corajosa do que nunca
Outro aliado do Governo afirma que não se deve “subestimar a oposição”, que ensaia o nome da ex-deputada federal Margarete Coelho para disputar o Governo em um contexto nacional onde a esquerda se preocupa (com razão) com a reeleição do presidente Lula (PT): “A Margarete (Coelho, do PP) foi vice do Wellington (Dias, do PT) e entra em um voto também da esquerda. A oposição dele nunca esteve tão corajosa”.

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O vice tem que ter “cheiro de povo”?
Sendo assim, quem seria o vice ideal para Rafael Fonteles em 2026, com o apoio da classe política? “Rapaz, o vice tem que ser alguém com cheiro de povo. Se for um Rafaboy corre o risco de ficar uma chapa arrogante. Ou será que acha que já tá ganha a eleição?”. Atenção leitor, esse é um aliado…
P.S: Caso o leitor ache a política injusta, lembre-se: a cada um, cabe se preocupar com os seus interesses, porque ninguém o fará em seu lugar – menos ainda nossos adversários. Glória aos vencedores e desgraça aos vencidos. É assim desde Roma.
(A História mostra que o sucesso na política é construído sob legitimidade, convencimento e identidade. A pessoa que move as outras pessoas, vence. Antes, você tinha que ter o direito à primogenitura (ser o primeiro filho homem do rei). Agora, é necessário dominar a comunicação de um para muitos. Não é difícil de entender.)
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Rodrigo na Secult
O boletim apurou que é esperada para os próximos dias a nomeação do ex-coordenador de campanha do deputado estadual Fábio Novo, Rodrigo Amorim, como secretário estadual de Cultura do governo Rafael Fonteles. Rodrigo ganhou o respeito da classe política durante a empreitada municipal de Fábio rumo ao Palácio da Cidade e era o nome cotado para a secretaria de Governo de Teresina, caso Novo tivesse vencido.

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Sai Ingrid, entra Rodrigo, com selo Fábio Novo
Rodrigo Amorim, é claro, é uma indicação de Novo e assume o lugar da gestora interina, Ingrid Pereira da Silva. Ingrid entrou no lugar de Carlos Anchieta, que segue atuando como produtor cultural no estado, após o entrevero da operação da Polícia Federal no meio da campanha na capital. Fábio Novo caminha, e bem, para ser novamente presidente estadual do PT, num momento crucial para o partido, nacional e localmente.

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O que esperar de Nolleto na Comunicação
Amigos e políticos avaliam que o ainda secretário de Governo, Marcelo Nolleto, talvez seja uma das pessoas que mais conhece, pessoalmente falando, o governador Rafael Fonteles. Dessa forma, pode-se esperar na gestão de Marcelo na nova secretaria estadual de Comunicação, pelo menos dois pontos: 1) uma comunicação digital menos analógica e mais eficiente (a mídia tradicional sempre terá seu espaço, ninguém está dizendo que não) e 2) a tradução mais próxima das ideias de Rafael em informação publicável. É isso.
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Zé Neto fica, e Sarah Menezes também
Aos apressados, informe rápido: não deve ser agora a saída do vereador Zé Neto (PSD) da Câmara de Teresina. A especulação é de que o PSD indicasse uma secretaria robusta na gestão do prefeito Sílvio Mendes (União Brasil), selando assim a parceria eleitoral para 2026, com Sílvio apoiando Ciro Nogueira (PP), claro, e Júlio César (PSD) ao Senado. Mas, na pretensa pasta almejada, segue firme a ex-judoca Sarah Menezes. E Zé Neto, cuja suplente é Teresinha Medeiros, está bem adaptado, ao que consta, com os ares do Legislativo…
“Como a Sarah e o Expedito Falcão (secretário executivo) não são políticos, sempre existirá a chance de alguma cota política tomar o lugar deles. Mas a Semel é pequena para o tamanho do clã do PSD e também seria ruim pra opinião pública”, avaliou um gestor da PMT ao boletim.

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Para ler, ver e ouvir
Com oito indicações ao Oscar e nenhuma vitória, “Um Completo Desconhecido”, ainda assim merece ser visto. A cinebiografia sobre a vida de Bob Dylan (vivido por Timothée Chalamet e dirigida por James Mangold, em exibição nos cinemas) captura um período da década de 1960 em que Dylan atuou como voz da contracultura, não apenas acompanhando as mudanças sociais e políticas, mas as antecipando e inspirando.
As letras de música de Dylan possuem o status de literatura, tanto que ele ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 2016 (ah, ele não foi receber o prêmio, claro). Abusado, doce, sensível e marrento, o Dylan de Timothée é um espelho para enxergarmos que a autenticidade e a genialidade têm um preço. Há de se pagar, se quiser usufruir de seus resultados. Mas esses frutos, são especiais, são geniais.

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Se conselho fosse bom
Basta caminhar por uma calçada movimentada em qualquer cidade que você vai enxergar um dado da realidade: 99% das pessoas não aprenderam a andar. Elas têm consciência espacial zero; não são seres sencientes. São essas as pessoas com quem você compete. Não é tão difícil assim conseguir o que você deseja, só é preciso entender que a vida não é um teste que premia o mais inteligente e sim o mais corajoso.
Faça um autoinvestimento diário nos seus pontos fortes e não tema o erro. Depois de dez anos, você vai ter algum material. Coragem sem estratégia, é burrice. Estratégia sem coragem, gera ansiedade. Coragem e estratégia o tornam imparável. Você não precisa de todas as respostas agora. Comece.
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Cifrada do Gabinete Tomado
Era uma vez, num reino cercado por montanhas majestosas, dois homens cujos destinos estavam entrelaçados como raízes de árvores antigas. O primeiro era o Rei Alaric, um líder que veio para romper com uma forte hegemonia do passado e a quem muita esperança dos pares foi depositada. Mas, o sucessor, Rei Edward, decidiu tomar uma medida drástica: cortou as regalias do Rei Alaric, retirando-lhe o gabinete, que consistia em servos e repasses extras. “O reino não pode mais sustentar os luxos de um homem que já não governa e deixou tudo esculhambado! Agora, é hora de restituir o que foi tirado.” A tensão entre os dois lados crescia. A turma do deixa disso vem tentando contornar, pois temem que a situação escale e comprometa todo o reino. Conseguirão?
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Foto do dia
Feliphe Araújo, que deixou a presidência da Badespi (Agência de Fomento) para o comando da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) é só um quadro técnico (e não que isso seja pouco…) ou vai além no tabuleiro político de 2026? Feliphe atuou como professor de cursos preparatórios para concursos públicos e é auditor fiscal da Secretaria de Fazenda, onde conheceu Rafael e cujos laços se estenderam até agora.
Na montagem de chapas, presidentes de partidos já se perguntam se Araújo não poderia entrar no jogo? Claro, claro, o objetivo dele será “liderar políticas ambientais e garantir a gestão sustentável dos recursos naturais do Piauí”. Mas, o futuro é sempre uma jogada aberta a quem sabe se mover com discrição e “time” adequados.

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A frase para pensar
“Escreva o que sabe. Isso deve dar a você bastante tempo livre”, Howard Nemerov (1920-1991), poeta americano.
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Música da semana
Qual foi a música do Carnaval para vocês? Depende. Depende muito. Não importa que o ano seja 2025, a colunista ainda vive musicalmente na década de 90 (pois é). Nada contra os novos hits do momento, alguns são até bem divertidos, mas nada supera a legítima batida de axé baiano. Por hoje, encerramos com “Namoro a dois”, da Timbalada. Quem não quer sossego?



