A receita para ser eleito desembargador na vaga da advocacia no Piauí (segundo os próprios advogados)

Boletim 26/07/25

A colunista perguntou a um advogado de alta patente do Piauí o que era preciso para ser desembargador. Ele respondeu: “Ter ética”. A colunista retrucou: “Não, não, estou falando para ser nomeado desembargador…”. O jurista então retrucou: “Ah bom, você não explicou. Tem que ter um amigo muito, muito forte”, disse o advogado, que pediu reserva do nome. Outro advogado vai além: “Quem tem melhores amigos (pode ser nomeado). Os demais critérios são insignificantes. Ao menos, para a dureza da fria realidade”. 

Ah, eu sou uma otimista incorrigível: ter bons amigos é tudo (e mais um pouco!).

Lembrando ao leitor: por favor, não matar a mensageira! Grata pela atenção.

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Tenha amigos e monte uma estrutura

Um terceiro disse que sem dinheiro, qualquer um já começa inelegível: “Uma campanha dessas, com voto aberto na classe, não sai por menos de R$ 300 mil. Transporte, hotel, etc e jantar e almoço grátis, presentes estratégicos para pessoas-chave. Só pra começo”. É para poucos, é para poucos…

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Pense no processo de trás pra frente

Vamos pensar que, hipoteticamente, o leitor seja um advogado (a) que pense: ora, o edital para a vaga do Quinto Constitucional está aberto na OAB-PI até segunda-feira, 28, por que não tentar? Bom, primeiro o pretenso candidato tem que pensar o processo de trás para frente: lá na última ponta, ele tem chances? Se tiver, ele passa para a etapa seguinte (as etapas são: voto direto entre os advogados – 12 nomes; voto no Conselho Seccional da OAB-PI – reduz para 6 nomes; voto no TJ-PI – ficam 3 nomes e escolha final do governador).

“Se você olhar para os dois últimos candidatos, foi assim — os dois trabalharam de trás para frente”, respondeu um advogado que senta em salas privilegiadas, citando indiretamente os desembargadores José Wilson e Agrimar Rodrigues, hoje no TJ-PI pela vaga da advocacia. Com eles deu mais que certo.

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Topo uma vaga no TST ou no TRE-PI

Se o nobre jurisconsulto não tiver bala na agulha nem um amigo de fé, irmão camarada, ainda vale a pena se inscrever, veja bem. Sair bem votado ajuda a marcar posição e refrescar o nome para futuras disputas como, por exemplo (estou só chutando), uma vaga no Tribunal Superior do Trabalho (TST) ou de juiz substituto no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI). O juiz substituto é quem julga a propaganda eleitoral, por coincidência, que coisa. Todas as posições são relevantes num jogo jogado a longo prazo.

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Sua sorte pode ser seu pior pesadelo: como não virar um alvo

Mas vamos lá: se você tem uma boa sinalização de que se estiver na tríplice será nomeado, isso não é bem um sinal auspicioso… “O equilíbrio sutil disso é só que o mais forte na última ponta vira alvo na primeira, já que todo mundo quer tirar o franco favorito. Mas, ao mesmo tempo, se o mais forte consegue alinhar o início do ponto, pode diminuir até mesmo o incentivo para os potenciais concorrentes”. É aí que começam as desistências. 

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O jogo do veto

“Veja o caso do X: mais votado, com ótimo trânsito no Tribunal Y. Se passasse na lista sêxtupla seria, com quase toda certeza, nomeado. Resultado: foi cortado no Conselho em 202x, quando disputou. Já o Z (advogado que disputou uma vaga do Quinto no passado) pediu votos contra porque sabia que havia um acordo e foi cortado no TJ com muita força para não ter nenhum risco de chegar na tríplice e tentar cortar o W (candidato de fato nomeado)”, elencou uma Excelência, em reserva, voltando aos cases de sucesso e fracasso do passado recente.

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Não é só por um fator

“Ser escolhido no Quinto é igual a fatalidade de uma queda de avião, um motivo que puxa outra motivo e puxa outro motivo. Tem que saber apagar o passado: o passado não existe. Sorrir pra frente e tentar se resolver com os (as) xiitas (radicais) de cada lado”, acredita um advogado que hoje apoia e pede voto para um franco favorito que antes não era lá seu muy amigo. Brilho eterno de uma mente sem lembranças?

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A qualidade que rompe todas as barreiras

“É necessário uma ligação muito forte (apadrinhamento) por cima, ministro ou desembargador forte. Essa qualidade é capaz de romper qualquer barreira no Conselho da OAB e ajuda no plenário do TJ/PI. O contexto atual está um pouco diferente, não há, no cenário nenhum postulante com essas características, mas, tem algo novo, a força do Poder Executivo, que escolhe o nome, em fazer parte do processo de maneira mais clara”, pontuou um douto por Excelência ao boletim – na visão dele, claro.

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Balança que muda

“Isso, ao meu ver, ajuda a romper os obstáculos do conselho da OAB, além de garantir estrutura para a campanha aberta perante a classe. Qualquer eleição que a estrutura do Estado se faça presente é uma força muito considerável”, enfatizou o interlocutor. Dá para resumir? “Então, em resumo, tem que ter um grande padrinho no Executivo ou no Judiciário e um perfil discreto como profissional”. Anotado!

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Alguma chance de ter uma mulher? Não muitas

E por quê cargas d’águas nenhuma mulher consegue espaço e nenhuma é cotada seriamente para ser desembargadora votada pela classe, exceto para constar numa suposta paridade na lista da votação aberta? “Se uma mulher estivesse nessa posição (de ser nomeada), provavelmente chegaria forte na OAB e no TJ”. Para ser forte tem que já chegar forte? Aí complica bastante…

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A teoria e a prática: o divórcio

Embora a Constituição estabeleça critérios técnicos para o cargo de desembargador (notável saber jurídico, reputação ilibada, mais de dez anos de atividade jurídica), o processo de escolha é eminentemente político. No final, quem escolhe é o governador, esta é a realidade constitucional. Ele tem total discricionariedade na escolha dentro da lista tríplice. Sendo assim, a indicação deve fazer sentido politicamente para o governador, sempre. 

Mas, é importante não esquecer: os desembargadores participam da elaboração da lista tríplice, tanto porque conhecem intimamente o trabalho e a competência dos candidatos como porque suas opiniões têm peso significativo no processo. Quem não demonstrar capacidade técnica e de bom relacionamento com os futuro pares, está fora. 

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Pequeno Poder, Médio Poder e Grande Poder

Um advogado que entende muito bem de poderes, disse o seguinte em metáforas lúdicas (caso o leitor seja bom em decifrar enigmas. A colunista é péssima):

“Se o Pequeno Poder desejar é só elimina os candidatos preferidos pelos outros poderes e enviar uma lista pura. Se o Médio Poder desejar vai ter que se aliar ou ameaçar o Pequeno Poder, para tanto vai usar como interlocutor advogados para advogarem seus interesses ‘advogando para advocacia’ só que não  ‘advogando para meus chefes do Médio Poder’. Se o Grande Poder desejar aí o jogo muda. Esse é o poder que mais decide, mas é o que pode ser mais traído”.

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O poder de fazer nevar em Teresina

Contudo, a soma das forças políticas são facilmente manobradas pelo Maior Poder. Sendo assim, com um arsenal ilimitados de favores e poder gravitacional de aproximação por interesses dos demais poderes envolvidos, esse é preponderante. “O gênio da lâmpada pode ser incisivo. Se desejar, pode fazer nevar em Teresina e arrefecer os corações mais rancorosos.  Com o Grande Poder reside o poder de satisfação material mediato e imediato”. 

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Como fazer mágica

O que faz então esse tal Grande Poder? “Ele pode atender os desejos do ego do Menor Poder, com futuro apoio político ou indicações para o Tribunal X, cargos, contratos, já me falaram até de um (a) advogado (a) do Bolsonaro para o Tribunal X indicada pelo Lula… bem ainda, ele tem o poder de atender as necessidades mais básicas de um colégio eleitoral fragilizado pela precarização do exercício da profissão”.

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O mais esperto sempre vai vencer

Mas, pera lá. O Grande Poder também não é aquele que mais pode ser facilmente enganado pela astúcia dos outros dois que, em um conchavo estratégico, podem retirar o candidato do Maior Poder na primeira fase? “Nesse jogo, se o candidato de qualquer dos lados, tiver efetivo trabalho pela Advocacia, ótimo! Se não, tanto faz…”, concluiu um pragmático defensor da lei, sempre em off.

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O veto cai ou fica?

Previsão para votação do veto do presidente Lula que reduz as vagas de deputados federais no Piauí (de 10 para 8) e de deputados estaduais (de 20 para 24): “Está 50/50 de chance de derrubar o veto no Senado”, disse um interlocutor que frequenta altas rodas em Brasília. Bom, estaca zero então? 

“Só derruba o veto se não tiver pressão popular. Se daqui pra lá essa pauta for o centro das atenções, aí o Congresso não tem como derrubar”, resumiu um político ao boletim. Ou seja, tem que olhar pro céu e ver qual é o desenho da nuvem do dia. Se tiver sorte…

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Eu nunca pedi pra apagar multa (não sabia que era possível)

A respeito da investigação da polícia envolvendo o apagamento ilegal de multas de trânsito em Teresina, desencadeada na última semana, um vereador desabafou, aliviado, à colunista: 

“Eu, graças a Deus, não conseguia nada na prefeitura. Quem é que tinha força lá? Eu que não era. É confusão. Isso de apagar multa eu ouvi que acontecia há 30 anos quando era no papel. No sistema eu não sabia não…”, exime-se o parlamentar que, no entanto, elencou a lista de nomes que ele supõe estarem dentro do esquema. Foi bem nessa hora que a ligação cortou e a colunista não conseguiu ouvir nada além do chiado…

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Mãos limpas

O ex-superintendente da Strans, coronel Edvaldo Marques, foi o autor das denúncias após ter sido ser abordado por uma pessoa agradecendo pela exclusão de uma multa. A partir disso foi que, surpreso, ele abriu uma auditoria interna que confirmou as irregularidades e encaminhou o relatório para a polícia. Sobre Edvaldo: “É certo demais, por isso saiu da política…”, resumiu um vereador mega sincero que conhece Marques das antigas.

Para quem não lembra, Edvaldo Marques foi presidente da Câmara de Teresina que quando sobrou uma graninha a mais dos repasses obrigatórios, devolveu o dinheiro ao Erário na gestão do então prefeito Firmino Filho. Realmente, é para poucos.

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Façam a parte de vocês antes de virem pedir voto pra gente

O vice-presidente estadual do PT, Maurício Solano, escreveu a seguinte mensagem com o título “Temos líderes, não chefes” em um grupo de Whatsapp: “E somos fiéis aos nossos, Lula, Rafael e W. Dias, e iremos cobrar e exigir das nossas lideranças isso, para juntos alcançarmos a vitória em 2026. Mas para que isso aconteça, os pré-candidatos ao Senado façam minimamente suas partes, abrindo diálogo com nossos estaduais e federais, porque sem o envolvimento destes, ficará muito difícil alcançarmos esse objetivo”. Ihh, gente…

Alguém entendeu? Um petista fez o favor de explicar, em off: “Pressão no Júlio César e no Marcelo Castro (pré-candidatos ao Senado na base governista) para chamarem os estaduais e federais para…”. O que significa “três pontinhos” nesse caso, o leitor sabe? Deve ser “diálogo”, né?

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Finge que me paga que eu finjo que trabalho

“Quem vai para uma campanha do Senado tem que gastar pelo menos R$ 200 milhões. Se eles não querem ceder nenhuma base e, pelo contrário, vão atrás das nossas bases, que eles digam pelo menos o que vamos ter. É só ir pro sacrifício pra garantir a eleição deles e dos filhos deles (Georgiano Neto e Castro Neto, candidatos a deputado federal pelo PSD, filhos de Júlio César e Marcelo Castro, respectivamente)?”, comentou um petista com anel de tucum, ao boletim.

“Quem é que vai pro sol quente e pra chuva pra eleger duas pessoas que não chamam pra dizer o que vai ter? É aquela história: finge que me paga e eu finjo que trabalho!”, completou. O caso é sério…

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Pra quê tudo isso?

Sem querer causar qualquer tipo de discórdia, a coluna pegou a mensagem de Maurício Solano e encaminhou para um figurão de alta patente do PSD para saber o que ele achava e coisa e tal. Resposta: “E é assim que se resolve, colocando em grupo de Whatsapp? Povo tá assoberbado. Corrida é de resistência e não de velocidade!”. Que reine então a paz! (Ou não).

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Se conselho fosse bom

A teoria dos jogos ensina: nunca entre em um jogo que você não estudou e nunca jogue para ser querido. Jogue para tornar as regras dos outros irrelevantes para você. É simples: sua vida se torna aquilo pelo qual você troca sua atenção. Tudo é fácil. Não há ansiedade quanto ao futuro, nem arrependimento sobre o passado. Só existe energia no presente. Pare de se apegar aquilo que claramente não é para você. Quanto mais você tenta forçar as coisas, mais elas desmoronam. Quanto mais você se deixa levar pelo fluxo natural, mais encontra o caminho certo. Vence quem está sempre em prontidão para o combate com tranquilidade mental (o fluxo vence a força). 

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Cifrada da Ilha de Elba

Isolado na Ilha de Elba, o ex-rei Individuum vive um exílio sem muitas posses e com algumas mágoas. Procurado por um ex-cavaleiro – um dos poucos que permaneceu fiel na tristeza (pois na alegria não faltavam amigos) – Individuum foi questionado sobre os polêmicos últimos acontecimentos envolvendo carruagens e tapetes mágicos: “Rapaz, quem errou que pague!”, respondeu, lavando as mãos. 

O ex-monarca relata uma vida pacata, assistindo os programas de sempre na caixa de magia e vivendo da aposentadoria. Além de tudo, ainda alega ter sofrido um empréstimo involuntário (!) da poupança pela turma que alegou ser preciso pagar restos de dívidas da última campanha real. Prometeram devolver tudo em breve. Rapaz, nem o aposento estão perdoando?

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Foto do dia

Com o deputado federal Júlio Arcoverde (PP) com o pedido de afastamento pronto para que o ex-senador Elmano Férrer assuma na Câmara dos Deputados no segundo semestre, a questão é saber se Elmano poderá: 1) ser candidato novamente ao Senado em eventual vaga de vice-presidente para o senador Ciro Nogueira numa chapa de direita à Presidência da República em 2026 ou 2) voltar a ser candidato a deputado federal para fortalecer a chapa do Progressistas.

A resposta importa. O deputado federal Átila Lira, do PP, por exemplo, tem bons amigos na base governista… fica na oposição? “PP”, respondeu Átila ao boletim, acrescentando em seguida: “Mas tenho convites (para sair)”. Destino especulado é sempre o PSD. O que a turma do PSD diz disso? “Se ele conversou com alguém nosso esses dias, eu ainda não sei. Mas já soube de muita gente querendo que ele venha pra cá se diminuir (a quantidade de vagas do Piauí na Câmara)”, afirmou um figurão do PSD, em off.

Por fim, quem não vai para o PSD mesmo é o líder do Republicanos no Piauí, Jadyel Alencar: “Você já sabe da minha posição, já fui categórico com todos, meu partido é o Republicanos e não tenho nenhum motivo para sair”, disse Jadyel ao ser questionado pela colunista. Apostas na mesa: “all in” (apostar todas as fichas) ou nada?

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A frase para pensar

“Se você não conseguir o que quer é um sinal de que ou não queria a sério ou tentou negociar o preço”, Rudyard Kipling (1865-1936), autor e poeta britânico.

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
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