EXCLUSIVO: Lula liga para Wellington Dias e cacifa ministro com anúncio inédito do Brasil fora do Mapa da Fome

Brasil fora do Mapa da Fome (mais uma vez)

A Coluna Termômetro apurou com fontes do Governo Lula que nesta segunda-feira, 28, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) deve anunciar que o Brasil deixou o Mapa da Fome mais uma vez.

Ainda de acordo com as fontes da coluna, o presidente Lula ficou “empolgado” ao saber da informação e ligou ainda na noite de domingo ao ministro piauiense Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, para confirmar o resultado que legitima por um órgão internacional o trabalho dos últimos dois anos e meio no combate à fome no país.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Bola cheia

Wellington Dias marca pontos junto ao presidente Lula com a conquista desta segunda-feira, pois é o país fora do Mapa da Fome pela segunda vez em um momento delicado internacionalmente com as tarifas impostas pelos Estados Unidos à nação.

Em tempo: o Brasil saiu do Mapa da Fome ainda em 2014, no quarto ano do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff, que à época já vivia uma crise de popularidade que a levaria ao impeachment. Com o governo Jair Bolsonaro, o Brasil voltou a figurar no Mapa da Fome, em 2021.

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Direto da Etiópia

O anúncio oficial será feito em evento da ONU na Etiópia, onde já se encontra o ministro Wellinton Dias. Conforme apuração da Termômetro, o presidente Lula deverá fazer uma chamada de vídeo ao ministro, parabenizando pelos resultados e alinhando os discursos para anunciaram juntos a conquista ao país.

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As (tentativas de) quedas de WDias

Wellington Dias sofreu algumas tentativas de derrubada de seu cargo no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) ao longo desses dois anos e meio do Governo Lula. O ministro chegou até mesmo a enfrentar fogo amigo, de dentro do próprio Partido do Trabalhadores (especialmente de São Paulo, na clássica rivalidade Sul e Nordeste), mas seguiu no cargo e teve apoio determinante da primeira-dama Janja da Silva.

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Boas novas

A saída do Brasil do Mapa da Fome coroa uma onda de boas novas recentes para o ministro Wellington Dias. As fontes da coluna afirmam que o presidente Lula sonhava em obter esse resultado, uma vez que não tinha conseguido alcançar em seus dois primeiros governos. Com isso, Wellington Dias mostra eficiência ao presidente, uma vez que de acordo com a própria ONU o Brasil somente deixaria o Mapa da Fome em 2030. Estimativas mais otimistas do próprio governo previam que o país alcançaria essa meta em 2026: Welligton à frente do MDS, ajudou a gestão petista a superar as duas.

Além disso, outros resultados podem ser comemorados pelo Governo Federal e pelo ministro piauiense. De acordo com o Tribunal do Contas da União, o programa Bolsa Família, gerido pelo MDS, foi o único a atingir 100% das metas de gestão no Governo. Além disso, na última semana, Wellington anunciou que mais de 1 milhão de famílias se desligaram Bolsa Família por conseguirem empregos estáveis ou melhorarem a condição financeira como empreendedores.

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Projeção pra 2026 (ficar no ministério de Lula?)

Conclusão da coluna com as informações recentes apuradas pela coluna Termômetro: os resultados obtidos por Wellington Dias à frente do MDS o fortalecem não apenas politicamente junto ao presidente Lula, mas como gestor, tendo sido convidado a contribuir com as experiências de eficiência do seu ministério junto a outros órgãos federais aqui em Brasília, como o INSS e o BPC, por exemplo.

Assim, mesmo faltando mais de um ano para as eleições de 2026, o papel de Wellington, que já governou o Piauí por quatro mandatos, fica em aberto em relação a como será sua atuação nas eleições do ano que vem, se ficará mais no campo nacional, ao lado de Lula, ou se aproximará mais (ainda) da esfera estadual.

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Sobe

A cinco dias de começarem a valer as taxas de 50% para os produtos de exportação do Brasil que entrarem nos Estados Unidos, o Supremo Tribunal Federal (STF) mostrou que não deve moldar a sua atuação sobre a pressão vinda do presidente americano que mandou suspender os vistos de oito dos onze magistrados da Corte.  

Foto: Fellipe Sampaio/STF

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Desce

O deputado Eduardo Bolsonaro segue a sua saga de tentar conseguir sanções a quem quer que seja, que lhe pareça um mínimo empecilho contra a sua tentativa de conseguir uma anistia prévia para o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Depois de afirmar que “estaria vingado” caso ocorresse um cenário de terra arrasada e não conseguisse fazer passar a anistia, o parlamentar comemorou a suspensão dos vistos de oito ministros do STF e decidiu estabelecer dois novos alvos para a perda de vistos, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os próprios aliados da direita têm criticado a postura de Eduardo. A conferir os desdobramentos.

Foto: Reprodução

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Tendência do dia

A última semana de julho deve esquentar as tensões em relação à entrada em vigor das tarifas de 50% dos produtos brasileiros, anunciadas para a próxima sexta-feira, 01º de agosto. Além disso, de acordo com o analista de internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, o governo Donald Trump pode anunciar mais sanções aos ministros do Supremo Tribunal Federal, como a utilização da Lei Magnitsky, com punições que incluem o congelamento de bens nos Estados Unidos e sanções secundárias.

Hoje marca ainda o primeiro dia da agenda dos oito senadores brasileiros que foram até os Estados Unidos para tentar negociar a tarifa de 50%. Nelsinho Trad (PSD-MS), Tereza Cristina (PP-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Marcos Pontes (PL-SP), Rogério Carvalho (PT-SE), Carlos Viana (Podemos-MG), Fernando Farias (MDB-AL) e Esperidião Amim (PP-SC) ficam em Washington até a próxima quarta-feira, 30, e devem buscar diálogo com membros do governo Trump.

Senadores brasileiros em Washington | Foto: Nelson Trad Filho

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Fala Marcante

“Presidente, vice liga para vice, presidente para presidente. Mandar o vice ligar para o presidente dos EUA, na prática, é falta de respeito e diplomacia. Ligue para o presidente o senhor diretamente. O povo não quer saber de vaidade, mas de solução”. Senador Ciro Nogueira, em sua conta no X

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Agenda reservada

Ninguém pode negar que o senador Marcelo Castro (MDB) está buscando junto com os líderes partidários no Congresso Nacional uma negociação para derrubar o veto do presidente Lula em relação ao aumento no número de deputados federais.

O veto tem provocado ranger de dentes, cabelos em pé (até mesmo daqueles que são consumidores de Minoxidil!) e tornou o cenário das discussões para 2026 no Piauí em uma distopia pré-apocalíptica, uma vez que na prática o Estado perderá duas vagas na Câmara Federal.

A política não é uma ciência exata (e voto então, pior ainda). Essa redução na Câmara está fazendo com que alguns candidatos que sonhavam com uma vaga, agora tenham pesadelos com a possibilidade de desistir da disputa. Mas não sem antes inflacionarem o seu capital político para poder valorizar e oferecer aos que vão arriscar a disputa. O mercado está aberto e opera em alta!

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Juarez Oliveira

Jornalista com mais de 16 anos de atuação em Comunicação, com passagem por redações, órgãos públicos e portais de notícia do Nordeste e nacionais. Ao longo da carreira, exerceu funções de repórter, editor, assessor e chefe de comunicação. Reside em Brasília e está em fase de conclusão do curso de Engenharia Mecânica. Nas horas vagas, é ultramaratonista.
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