Um segundo de distração e tudo mudou para sempre. Um trágico acidente ocorrido na última terça-feira, 05, dentro de uma unidade do CEV Colégio, resultou na morte da pequena Alice Brasil Sousa da Paz, que no dia anterior havia completado 4 anos. A morte de Alice comoveu o estado e trouxe à tona um perigo que é quase imperceptível: o risco de tombamento de móveis pesados sobre crianças. De acordo com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), responsável pelas investigações, o acidente ocorreu quando um móvel caiu sobre a menina em uma sala da escola.
Dados alarmantes da Comissão de Segurança de Produtos de Consumo dos EUA (CPSC) revelam que, em 2017, uma criança morria a cada duas semanas vítima de quedas de TVs, móveis ou eletrodomésticos. No Brasil, infelizmente, não há estatísticas oficiais sobre esse tipo de acidente, o que torna ainda mais urgente a discussão sobre medidas preventivas. O ocorrido em Teresina choca não apenas pela perda irreparável, mas pelas circunstâncias: uma criança que deveria estar segura em sua escola, brincando, teve sua vida interrompida de forma abrupta e evitável.
O CEV Colégio emitiu uma nota lamentando profundamente o ocorrido e estendendo solidariedade à família e amigos da aluna. A instituição também informou que está oferecendo suporte psicológico à comunidade escolar e suspendeu as aulas nesta semana como forma de respeito ao luto coletivo. Qualquer tentativa de politização do tema também é lamentável.
Enquanto familiares e amigos da pequena Alice sofrem com essa perda irreparável, resta uma pergunta dolorosa: o que poderia ter evitado esse acidente trágico, que medidas podem ser tomadas para evitar novos acidentes como este? O descuido e a negligência na fixação de móveis, além da ausência de campanhas de conscientização sobre o perigo do tombamento de móveis sob crianças, tornam esse um problema invisível. Essa perda não é apenas uma fatalidade, é um alerta. Que essa dor sirva para mobilizar pais, escolas e autoridades na busca por ambientes verdadeiramente seguros para nossas crianças.
PAREI PRA VER

O registro do fotógrafo Juscel Reis mostra uma das milhares de gravuras rupestres gravadas nas pedras do Cânions do rio Poti, no poço da Bebidinha, na cidade de Buriti dos Montes. As inscrições nas pedras são mistérios milenares do Piauí, que encantam e fazem dar asas à imaginação, quando tentamos compreender o que estariam tentando comunicar, com estes símbolos, os piauienses que por ali passaram, milhares de anos atrás.




