Sem antecipar-se ao fogo, Piauí assiste à incêndios ameaçarem a Serra da Capivara

Ano após ano, grandes e importantes áreas de vegetação no Piauí e, em todo o país também, sofrem com incêndios. O ciclo se repete. As manchetes parecem até ser as mesmas. As chamas avançam, perdas são contabilizadas e a sociedade se sensibiliza. Pouca coisa muda até acontecer de novo. É por isso que a repetição do fenômeno levanta uma questão: o fogo é inevitável diante da força da natureza e dos efeitos da seca ou ainda é dada pouca importância para as medidas de prevenção que poderiam minimizá-lo?

Nos últimos dias um incêndio de grandes proporções, no Sul do Piauí, tem ameaçado o Corredor Ecológico que liga os parques nacionais da Serra da Capivara e da Serra das Confusões, áreas de valor inestimável para a região e para o mundo. O fogo coloca em risco a vegetação, uma fauna riquíssima e também parte da história gravada naquela região que conta a trajetória dos primeiros homens nas Américas. É inegável o esforço que vem sendo feito para conter as chamas. Bombeiros, brigadistas do ICMBio, Defesa Civil e secretarias de Meio Ambiente do município e do Estado se mobilizaram em uma operação que já reúne mais de 70 profissionais, junto de caminhões-pipa e um um helicóptero enviado pelo Governo do Piauí.

A situação mostra que quando as chamas já estão acesas, o custo humano, ambiental e financeiro é enorme. Em 2021, há quatro anos, um outro incêndio atingiu a mesma região e alcançou proporções tão grandes que pôde ser visto do espaço, através de imagens de satélite. “Enquanto o ciclo desastroso de seca, calor e fogo não é quebrado, seja pela chegada das chuvas ou pela ação de combate das forças humanas, o Brasil perde, a cada dia que passa, mais um pedaço de seus pulmões: as matas brasileiras que tem uma rica biodiversidade”, destacou texto publicado pelo portal Correio Braziliense sobre o caso que tomou repercussão nacional.

De lá para cá, o que mudou? A reflexão que fica é que, se o Brasil e, especialmente, o Piauí querem proteger de verdade patrimônios como a Serra da Capivara, não basta correr atrás do fogo todos os anos. É preciso antecipar-se a ele. É preciso investir em prevenção, vigilância permanente e políticas públicas eficazes.

PAREI PARA VER

A ponte metálica, nomeada de Ponte João Luís Ferreira, que cruza o Rio Parnaíba e liga a capital do Piauí, Teresina, à cidade de Timon, no Maranhão, sendo antes dela a travessia feita por canoa. Também é um dos principais cartões-postais da cidade.

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