Pós-Vorcaro, os redesenhos nas campanhas de Ciro, Júlio e Marcelo. E o que diz a nova pesquisa Atlas sobre Rafael e Joel

Boletim 23/05/26

[A lente pela qual abordamos a política por aqui é, essencialmente, a dos próprios políticos, em suas vivências e suposições empíricas, com mesclas de umas teorias acolá. O que tem de bom, vem deles. Os eventuais erros são de total responsabilidade da colunista. Mas abra a cabeça: às vezes, concordamos com argumentos diferentes. Por fim, lembre-se: ninguém está mantendo você como refém e forçando você a ler isso. Se vier, é por sua conta e risco. O convite está feito.]

Petistas do núcleo duro do Governo Rafael Fonteles estavam “tudo empolgado porque saiu mais uma bola fora do Flávio (Bolsonaro)”, disse ao boletim um político que veio especialmente de Teresina para Brasília esta semana para a Marcha dos Prefeitos, aproveitando para passear (passar, perdão) no evento de Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), pré-candidatos ao Senado Federal. Apesar de apoiar Ciro Nogueira (Progressistas) também, o homem preferiu não criar nenhuma tensão desnecessária na base, sabendo que a presença no evento de Ciro seria monitorada. “O importante é votar no final, né?”. A colunista não sabe, mas desconfia que sim… 

______________

Os 4 grandes

Se estamos sendo honestos, precisamos partir da premissa de que o Piauí tem hoje quatro players, ou seja, grupos políticos, ora compartilhando poder, ora disputando-o: PT, MDB, PSD e a federação PP/União Brasil. A atual cadeira em disputa pelo Governo pertence ao maior grupo, o PT. O segundo maior é o MDB. E disputando como terceira força estão o PSD e o PP, respectivamente, com Júlio César e Ciro Nogueira competindo pelo Senado (o leitor pode ficar à vontade para discordar do ranking. A colunista o manterá mesmo assim, perdão por insistir em ter minha própria opinião…).

Rafael Fonteles (PT) surfa bem após a repercussão do caso Master, afinal, Ciro e o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) estão diretamente citados no escândalo de fraude bilionária do banqueiro Daniel Vorcaro. Já Marcelo Castro navega nos ventos do primeiro voto de senador. Daí um jovem político conclui: “Só tem uma disputa, que é a do Ciro com o Júlio César, né? É indiscutível que o Ciro tem o apoio de uma parte considerável dos prefeitos, independente de números. A dúvida é se será tragado pelo Master e se isso vai contaminar o apoio das lideranças mais na frente”. Essa é a incógnita do momento, cuja resposta será escrita pelo desenrolar dos acontecimentos.  

_______________

Marcelo: como chegar ao céu sem precisar fazer a “passagem”

Um articulador de bastidores, com experiência eleitoral, enxerga a eleição para o Senado deste ano como atípica: “Os três (Ciro, Marcelo e Júlio) têm perfil de segundo voto”. E como é esse tal “perfil de segundo voto”? “Bom, te dar um exemplo. O Wellington (Dias) tem perfil de primeiro voto, ex-governador, pra fazer aquele embate. Marcelo hoje virou o primeiro voto, ele é o principal, é o que mais defende o Lula e ele é que é o senador de mandato do lado do governador. Ciro sempre trabalhou segundo voto. Mas agora o Júlio César está fazendo o mesmo”. Aí é onde complica!

_______________

O poder do santinho para Júlio César

Contando a campanha como uma guerra, para muitos, o santinho é a munição, a bala. Para a campanha de Júlio César é um tiro de canhão. “Não adianta, o santinho ainda tem força. Rede social, tudo é importante. Mas o voto é exercido de maneira presencial. Vai ter pessoa distribuindo material de campanha na hora do voto e não pode ter o candidato de outra coligação no santinho. Se o prefeito fizer santinho misturado, é por conta e risco dele…”, disse uma liderança importante. A colunista ficou intrigada, já que na hora do voto não pode ter entrega desse tipo de material. Mas… a política tem seus mistérios!

“Imagina um vereador do interior, aí chega o santinho do X e do Y (candidatos a deputado federal e estadual do PT). Mesmo ele puto com o Governo, porque acha que não foi valorizado, vai vir o numerozinho do Júlio César. Tu acha que ele (vereador) vai pedir: ‘vota nesse, nesse, nesse, nesse e pula esse aqui?’”. Só pra contrariar, a cronista disse que achava que “talvez sim”, para a chateação do nobre interlocutor:

“Rapaz, existem coisas que você não pode fugir e o material de campanha é uma coisa que não dá pra ir contra. Ciro terá que fazer energia grande. Povo faz isso (rompe com a estrutura e o sistema) quando se revolta, como fizeram na eleição do Dr. Pessoa em Teresina. O Ciro é uma figura sistêmica, ir contra o sistema, para ele, é difícil”. Então tá…

__________________

Vai ser palanque ou carinho? 

Uma liderança que entende das profundezas de uma campanha eleitoral resume assim: “São 5 mil lideranças e tem umas 100 que te consomem todo dia pedindo coisa, ameaçando não votar em ti, é um inferno”. Bom, já que é tão ruim assim, por que eles insistem tanto em entrar? É uma incógnita! 

O fato é que, chatas ou não, as lideranças intermediam o voto entre o ofertante (candidato) e o comprador (eleitor). “Qual ordem vai prevalecer? A do palanque do presidente e governador (chapa Marcelo Castro e Júlio César) o ou carinho na classe política (Ciro Nogueira). Nessa eleição, vamos saber se os deputados serão obedientes ao Rafael”, pondera. Bicho ruim é político chateado…

__________________

O audacioso

De alguma forma, a verdade é que a coalizão PT e MDB é forte e duradoura – mesmo com muitos problemas, dentre eles, o fato do vice-governador Themístocles Sampaio, “cabeça” emedebista, não ter sido escolhido para permanecer como vice. “Mas não existe aliança deles (PT e MDB) com o PSD”, frisa um gestor de expressividade, em reserva. Motivo: “Georgiano (Neto, deputado estadual, pré-candidato a federal e filho de Júlio César, hoje o principal articulador do clã dos Lima)”. 

Bom, se há tantas queixas, por que Georgiano não recua na principal que lhe é atribuída: avanço nas bases dos colegas e ex-colegas? “Ele é audacioso mesmo, mas não sei se faz isso racionalmente ou não, só que faz”, responde o observador de tretas.

_________________

O mundo em camadas 

Veja o mundo como camadas, leitor. Ciro Nogueira tem hoje a base, ou seja, muitos prefeitos e vereadores. Poucos deputados do lado dele. Por sua vez, esses mesmos deputados não indicam que farão força a favor de Júlio César porque o deputado federal representa Georgiano Neto, a quem a massa de parlamentares tem críticas por disputa de espaço eleitoral. Aliados de Georgiano calculam que ele seja o mais votado, em uma eleição inédita em força.

Essa é uma configuração amorfa, que deixa em dúvida a capacidade de transferência de votos das lideranças. O caso Master terá algum efeito no eleitorado piauiense, pelo menos nas cidades grandes, com públicos ligados aos noticiários e às redes sociais. Ciro tem o apoio dos prefeitos de Parnaíba e Teresina, grandes cidades. Será suficiente? No final, o grande eleitor será novamente o presidente Lula, que pegará na mão de Rafael e puxará Júlio César com ele?  “O desenrolar da campanha ficou muito difícil. Esperar também como Sílvio (Mendes) vai se portar na campanha”, pontua um interlocutor do Palácio da Cidade.

De todo modo, um experiente político pontua, questionado pelo boletim: “Hoje? Inferno astral (para Ciro). E a vaga de suplente do Júlio César subiu muito de cotação”.

_____________

Brecha para Ciro manter força

“Georgiano/Júlio teriam, em tese, o apoio dos dois maiores grupos (PT e MDB), agora cabe ao Ciro fazer com que esses dois grandes blocos, que se sentem machucados com Georgiano, trabalhem contra”, acredita um analista que enxerga nessa brecha uma potencial fonte de força para Ciro.

O senador do PP, presidente da federação e líder do Centrão, nega envolvimento com qualquer irregularidade nas relações comerciais com Daniel Vorcaro, mas não deixa de, nesse momento, precisar não apenas se defender, mas mostrar força. Atacar e se proteger. “O Ciro pode potencializar a discórdia dos deputados da base com o Georgiano, ali entrando no pedido de segundo voto, especialmente o MDB que saiu mais traumatizado do rompimento com o PSD”, indica um solucionador de problemas profissional.

____________

Melhor não comparar 

Nessa disputa para lá de intensa, um vereador de pequeno colégio eleitoral consegue levar, tranquilamente, 50 mil estalecas para casa (parcela única pela adesão, que fique claro). Dessa forma, um experiente político, que entende do ramo de disputas municipais, aconselhou outro peso pesado: “Não adianta entrar na disputa de ‘papel’ com o X (candidato ao Senado), é perda de tempo. Não tem como. Tem que fazer aquelas coisas que o PT sabe fazer, ficar falando de ‘time do Lula’”, defendeu. Falar é fácil…

____________

Teoria do Seletorado

Existe uma teoria na Ciência Política, chamada Teoria do Seletorado, que basicamente (fazendo um resumo bem raso) diz que os líderes sobrevivem combinando dois movimentos: produzindo bens públicos suficientes para sustentar o teto eleitoral (leia-se: obras e benesses para o povo) e bens privados concentrados o bastante para garantir lealdade da coalizão (ou seja: emendas e outras “ajudas” aos demais políticos do grupo). Entendido? Partimos daqui tendo como pano de fundo a última pesquisa Atlas Intel no Piauí. Pegue seu café expresso, o meu sem açúcar, o de sempre.

____________

A quem já tem, mais será dado

Rafael Fonteles tem uma coalizão bastante estabilizada de prefeitos, deputados, operadores municipais e quadros petistas que já decidiram apostar no incumbente (titular do cargo) e propagam essa decisão através das redes locais. Para um líder, a aprovação é, simultaneamente, causa e consequência da coesão da coalizão. Como se sabe, a base municipal é o nível onde a competição acontece de fato, e onde o incumbente estadual precisa intervir constantemente, via emendas, obras, repasses, para manter a lealdade dos operadores. 

____________

O que diz a Atlas sobre o Piauí, pós-Vorcaro

O caso Vorcaro funciona como um choque sobre a “credibilidade do fluxo de recompensas” prometido pela oposição para atrair quadros da base. Traduzindo os dados da última pesquisa Atlas Intel (abaixo), foi registrada entre abril e maio, uma queda simultânea e direcionada de Ciro Nogueira (-5,8 pontos), Joel Rodrigues (-5,1 pontos) e Flávio Bolsonaro (-6 pontos), configurando-se um evento só com três expressões. Tecla SAP:  principal candidato e financiador comum que sustentaria a operação política está sob investigação, leitor, e isso atinge a estrutura não nos eleitores, mas nos operadores que podem decidir aderir ou não à coalizão adversária. Por enquanto, é isso.

______________

Calculando o custo e o retorno

A queda da oposição na pesquisa Atlas não é, primariamente, de eleitores migrando (a maior parte do eleitorado não está mobilizada nesse momento) e sim a expressão pública de operadores recalculando. Prefeitos que estavam em cima do muro veem o custo de aderir a Rafael Fonteles cair (a vitória ficou mais provável) e o retorno esperado de apostar no desafiante, Joel Rodrigues, diminuir.

“O Rafael tem os três grupos com ele em alguns municípios: prefeito, oposição e os desafiantes. É uma estrutura gigantesca. Joel está correndo, mas precisa de volume de campanha. Agora o Joel pode ir catando a miudeza e criando espaço. Tenho uma prefeita que vota no Rafael, mas não faz muita força e os vereadores querem votar no Joel”, destaca um deputado governista.

______________

Joel, o palanque de Flávio e Tiago Junqueira

Para ficar claro, não existe só estrutura. Há o voto de opinião, que tocamos acima, e o evangélico, que existe num registro identitário, simbólico e de pertencimento. A oposição tem oxigênio também pela existência de um sub-eleitorado refratário à máquina governista sob qualquer hipótese. Mas a grande questão sobre Joel Rodrigues é que ele está com um palanque nacional contaminado enquanto Flávio Bolsonaro se enrola em seguidas versões conflitantes de seu envolvimento com Daniel Vorcaro. Esse vórtice o puxa para baixo e não para cima.

Na Atlas, o 79,1% de transferência integral do voto do bolsonarismo a Joel são, simultaneamente, uma força e uma armadilha. Força, porque existe um eleitorado consolidado e leal nesse campo da direita. Armadilha, já que esse eleitorado é não só insuficiente em tamanho absoluto no Piauí como também pode afastar o eleitor médio, que não se enxerga nos extremos. A questão agora é a capacidade da oposição de reconstruir, em janela curta, uma estrutura de campanha que não dependa apenas do capital político disponível de Ciro Nogueira. 

A resposta é quase certamente que, se houver uma nova onda do caso Vorcaro antes de agosto, com mais nomes arrastados, o teto de consequências possíveis ainda não foi atingido. De todo modo, o único beneficiário da história na oposição foi o empresário do agro, Tiago Junqueira, que subiu de 6,4% para 8,2% no Senado pelo PL, possivelmente capturando o eleitor bolsonarista que estava com Ciro Nogueira. Um ponto importante para acompanhar. 

_______________

Vieses e limitações metodológicas a considerar

Pesquisa não é previsão, frise-se. Há uma distinção entre intenção declarada e voto entregue. O Piauí tem o voto rural, idoso e de baixa informação, que requer transporte, lembrete, cabo eleitoral e presença municipal, o que circula melhor dentro de uma coalizão (favorecendo Rafael Fonteles, de novo). 

A colunista considera que o instituto é assertivo e os dados são próximos da percepção desse pequeno universo frequentado pelo boletim: o Mundinho Político e adjacências. O boletim reconhece que a AtlasIntel teve bom desempenho em eleições nacionais recentes pelo critério de proximidade ao resultado, mas em pesquisas estaduais com candidatos menos conhecidos a variância tende a ser maior. Pontua-se ainda que metodologia digital da Atlas é feita por recrutamento via navegação na internet. A própria empresa afirma usar “pós-estratificação para incluir pessoas com acesso limitado à tecnologia”. 

É fato que no Piauí, um estado com índices de conectividade abaixo da média nacional e forte presença rural, esse é um ponto crítico, o que pode sub-representar eleitores mais idosos, rurais e de baixa escolaridade na coleta bruta, ainda que a ponderação tente corrigir. Esse eleitor, porém, tem mais perfil lulista. Fazendo essas ressalvas a título de transparência.

_______________

Fala que eu te escuto

Um coordenador de campanha está que não aguenta mais e pergunta (retoricamente): não vai acabar nunca esse suplício de pedir voto? 

“Emprego tá no top 5 do que mais pedem. Carteira de habilitação, também. Querem pagar carnês de quatro anos atrasados, fatura, é desse jeito. Outro pede pra ajeitar um carro que está esculhambado. Pedem até a bunda da gente. Vamos cozinhando o galo até agosto. A única coisa que saiu esse mês foi festa das Mães, mas agora começaram as quadrilhas (juninas). Hoje mesmo uma senhora procurou a gente está insatisfeita com o Y (deputado do PT) e a gente tem que aceitar, né? A pessoa trabalha num projeto coletivo!” Eita!

_______________

Para ler, ver e ouvir

Três autores contemporâneos que merecem ser lidos, dois franceses e um italiano: Michel Houellebecq (comece por “Submissão”), Sandro Veronesi (leia “O colibri”) e Emmanuel Carrère. Deles, donos de uma literatura visceral que mistura ficção (ou autoficção), filosofia e existencialismo, fiquemos com Carrère, de quem estou lendo “O Adversário” (reeditado agora pela Alfaguarra). 

O livro parte de uma história real e conhecida: em janeiro de 1993, Jean-Claude Romand matou a esposa, os filhos, os pais e o cachorro depois de sustentar, por quase duas décadas, a fantasia de ser médico da Organização Mundial da Saúde. Durante anos, saía de casa pela manhã como quem parte para uma vida respeitável e passava os dias em estacionamentos, bibliotecas, hotéis baratos e restaurantes de beira de estrada. Ao fim da tarde, retornava trazendo papéis timbrados que ninguém jamais conferiu. O que interessa, contudo, não é o crime, mas o longo intervalo em que a mentira funcionou.

Mas esse não é um livro de “true crime”, leitor, e não espere que Carrère se coloque diante do caso como um repórter diante de um cadáver, nem como um moralista diante de um monstro. Ele se inscreve no texto. Narra a própria recusa inicial em escrever. Troca cartas com o assassino. Hesita. Recua. Aproxima-se. A obra, que versa sobre identidade, impostura e vazio, é uma investigação sobre o que pode se esconder sob uma vida aparentemente comum, sobre identidade, impostura e vazio. Sobre o abismo entre a vida que se leva e a vida que se encena. É breve, seco e devastador. 

____________

Se conselho fosse bom

Não há nenhuma necessidade de discutir com ninguém. Deixe que as pessoas pensem o que elas quiserem. Se você acha necessário convencer os outros de que eles estão errados e você está certo, você já perdeu. Qualquer um que lhe provoque, busca uma reação, mesmo que inconsciente, e essa reação é a recompensa deles. Seja por insegurança, necessidade de controle ou baixa autoestima, as pessoas abaixo de você sempre vão querer que você reaja. Reagir significa: “o que você fez, mexeu comigo, você teve acesso suficiente ao meu emocional para me atingir”. 

Responder é diferente de reagir: a resposta é intencional, imprevisível e definitiva. Quem mantém a calma, detém todo o poder. E, como você sabe, é impossível fingir calma. Você nunca terá controle total da sua própria vida se não puder se afastar das situações em que não deseja estar. Isso se aplica a relações, trabalho, grupos sociais e espaços que frequenta. Aceite a mudança. Não tente reter nada. Não existe vida extraordinária segura. Tudo que você teme perder, já foi embora, tudo que você lamenta ter perdido, já virou semente de algo melhor: entre os budistas, isso se chama impermanência. É a dança da vida. Pratique a autoconfiança com humildade: o verdadeiro gigante se olha no espelho e não vê nada.

____________

Cifrada dos Dois Reinos

Era uma vez dois fortes reis. O popular Harry Potter e o respeitado Aragorn. Reinavam em terras vizinhas, Reino Tech e Reino das Capas Pretas. E ainda que nunca mais tivessem cruzado espadas, sabiam, como sabem os reis, que o céu de um reino sempre toca o do outro. Harry Potter governava pelo encantamento, multidões se reuniam ao som de sua voz. Aragorn, por sua vez, governava pelo peso de uma palavra que, uma vez proferida, não voltava atrás.

Agora, emissários de ambos os lados questionavam se o lançamento do protegido de Aragorn no próximo Torneio Quadrienal numa coalizão adversária seria um ponto de inflexão. Sobre antigas dívidas que insistiam em não envelhecer. Nada que justificasse uma declaração de guerra. A verdade é que entre o Reino Tech e o Reino das Capas Pretas havia mais pontes do que fronteiras e que nenhum dos dois tinha interesse em descobrir o que aconteceria se essas pontes fossem queimadas. 

____________

 Foto do dia

O piauiense Kássio Nunes Marques é o comandante do processo eleitoral nacional, agora sentado na cadeira de presidente do Tribunal Superior Eleitoral. A posse, na semana passada, foi prestigiada e animada na capital federal. “Tem um aspecto que é nato dele, que decidiu que não vai mudar, que ele gosta de cantar, se divertir, é simples”, pontua um advogado que conhece Kássio do Piauí e ficou admirado da comemoração ter tantos artistas presentes.

Outro jurista sincerão lamenta não ter visto a festa da posse in loco: “Não fui porque não recebi nem mesmo o convite geral. Kássio mudou de telefone poucas pessoas tem”, reclamou-se. “Ser ministro do Supremo é uma coisa extraordinária”, completou. Deve ser…

Falando em gestão, a expectativa geral no Direito é que Nunes Marques “não vai interferir no processo eleitoral como o Alexandre de Moraes” (palavras de um advogado ouvido pela coluna, que fique bem claro, leitor). O boletim, como sempre, acompanhará o tema e deixará as conclusões com o leitor.

____________

A frase para pensar

“Eu gosto de paz, mas funciono bem na guerra”, ex-jogador Romário, no documentário “Romário, o Cara”, disponível no streaming HBO Max. 

____________

Música da semana

Sim, a colunista viu o novo filme do Michael Jackson: “Michael”, dirigido por Antoine Fuqua, é estrelado pelo próprio sobrinho de Michael, Jaafar Jackson. Nada mais a declarar, fiquemos com o que diz o som: “I Want You Back”, The Jackson 5.

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
Cadastre-se na nossa lista de transmissão
Receba nossos boletins no seu WhatsApp
  • ← Voltar

    Cadastro efetuado

    Você receberá nossos boletins no seu WhatsApp.

Deixe um comentário