Charles da Silveira pede exoneração e Francisco Pádua assume FMS
O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), confirmou nessa quarta-feira, 19, à colunista, que Charles da Silveira deixou a presidência da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Colunista: “Prefeito, recebi a informação de que o professor Charles pediu exoneração, procede? (às 10h52). Resposta de Sílvio: “Sim. Assumiu o Francisco Pádua, que já foi presidente das gestões Firmino e minha” (às 11h09, via Whatsapp). Essa é a informação. Abaixo, a análise, como é de praxe desse boletim.

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Pano de Fundo
Integrantes do segundo escalão FMS já haviam dito à fontes da colunista que “poderiam não ficar” na pasta. Consideravam que o clima tinha mudado nas últimas semanas por lá. O equilíbrio de poder do terceiro ano de gestão de Sílvio Mendes começou a favor de Charles, visto pelos pares como “homem de confiança” de Sílvio. Hoje, pende hoje a favor do secretário de Governo, Jeová Alencar (Republicanos), que começou o ano numa posição percebida como recuada e discreta (adjetivos pouco usados para descrever Jeová, aliás).
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Do meu ponto de vista
Um gestor das antigas, que hoje integra posição de poder no Palácio da Cidade, explica sua visão, em off, claro, sobre o contexto da situação: “A expetativa era de que o Jeová não fosse homem de confiança do Sílvio e quando se viu, foi o contrário. Todo mundo ficou surpreso. Ele (Jeová) conquistou o coração do chefe e é homem de confiança, a gente vê assim. O Charles era aquele anteparo, colocaram ele na Saúde, mas o melhor lugar pra ele era o Governo…”. Bom, daí o leitor reflita e tire suas próprias conclusões.
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Deus nos acuda
Na Câmara de Teresina, o clima foi caótico nessa quarta-feira de manhã. Vereadores tentando ligar para Charles da Silveira para demovê-lo da ideia (a colunista também ligou, mas era para apurar informação) e outros já se colocando em guerra frontal contra quem, na cabeça deles, tinha feito Charles sair. Nada disso deu resultado. Aconteceu. Charles foi duro, Sílvio foi rápido. O jogo mudou.
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Não adianta inflar a base
Ainda no assunto Prefeitura, mas entrando na seara do Legislativo, um vereador da base de Sílvio Mendes defendeu aos ouvidos da colunista, uma “base enxuta”. Ele explica: “Melhor ajeitar 16, 17, 18 vereadores, que sejam 100% fiéis, do que ter uma base de 25 nomes… não adianta ajudar esse povo do PT, na hora do pega pra capa eles vão tá com quem?”. Ihhh, alguém chuta a resposta?
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E se o Santana fosse pra Segov? E o Pedro pra Semarh?
Mudando de assunto, tem gente cogitando (e a colunista ouviu diretamente de um secretário estadual) que o ex-deputado Zé Santana (PT) pudesse ir para a secretaria estadual de Governo e Marcelo Nolleto para o lugar de Pedro Rocha, como secretário-chefe do gabinete do governador Rafael Fonteles. Pedro então subiria para a Secretaria estadual de Meio Ambiente (Semarh), ficando no lugar de Daniel Oliveira (que vai para o Turismo).
Pedro é hoje uma espécie de número 2 de Nolleto, um “resolvedor” do maquinário político do Governo. A especulação de ontem era diferente (volte um boletim e leia aqui): Zé Santana na Semarh na cadeira de Daniel. A urgência para resolver o problema de onde vai ficar Santana tem motivo: por uma questão jurídica, a permanência do ex-deputado como diretor na Agespisa é incerta.
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“Nolleto cada vez mais forte“
“Vejo esse arranjo como pouco harmônico perante os deputados federais, enciumaria muito colocar o Santana lá (na Segov)”, ponderou um gestor estadual, em reserva. Outro gestor, que não economizou nas hipérboles, disse que a chance de Santana na Segov era “menos mil”. Prova dos nove: a colunista checou com não uma, mas três fontes que costumam saber do que acontece. Da apuração, fica uma conclusão, dita por um outro secretário e que parece ser o ponto final do telefone sem fio: “O Marcelo (Nolleto) não vai cair, está mais forte do que nunca”.

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Perguntas de graça
- Só uma dúvida: Se o deputado federal Jadyel Alencar (Republicanos) for para o PSD, junto com o deputado estadual Georgiano Neto (MDB), e os federais Castro Neto e Marcos Aurélio Sampaio (ambos do PSD), essa não é uma chapa pesadíssima, e praticamente sem cauda… como vai eleger quatro?
- Outra pergunta rapidinho: o ex-deputado Fábio Abreu (Podemos), o deputado Franzé Silva (PT) e o ex-governador Wilson Martins (PT), topariam se dividir entre PT e PSD? Se eles se consideram “um por um” em termos de voto e ninguém quer ser escada… Os três unidos, definem o jogo?

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Alguém sabe a resposta?
“O Fábio Abreu não tem pra onde correr se não tiver chapinha (terceira chapa) porque no PT não cabe mais pela quantidade de homens, então tem que ir pro PSD. A turma está contando com Wilson Martins no PT. Só quem tem voto no Piauí na base do Governo são 12 pessoas, incluindo Franzé, Fábio Abreu, Zé Santana e Wilson Martins. Tem que ouvir eles. Vão ficar juntos?”, enfatizou um parlamentar que costuma entender de voto, ao boletim. E agora, leitor? Para fazer estratégia é bom combinar com os russos antes?
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Cifrada do Ele ou Eu
Em um reino muito, muito distante, dois cavaleiros travavam uma luta pela preferência do sábio rei. O mais velho e leal, sempre olhou com desconfiança o novo e audacioso aliado, em quem depositava uma significativa nuvem de questões obscuras. A coisa se desenrolava lentamente, até que um dos cavaleiros adentrou na busca de informação dos terceirizados de uma área do castelo sob a chefia do velho cavaleiro. Para completar, ata de manutenção predial do Sul do castelo, também estava sendo questionada. Em um rompante, o cavaleiro sênior disse mais ou menos: “Ou ele ou eu”. Foi ele. Todos no reino estão em choque com o desfecho.
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Se conselho fosse bom
Se você não é o líder, não deve se preocupar com a defesa: cuide do ataque. Só o líder defende. Isso é uma regra básica da guerra. E quem é o líder? O líder é quem as pessoas percebem (atenção aqui) que lidera. Não se chega ao topo por meio da “força de vontade” e do pensamento positivo. Tentar “com vontade” não é o segredo do sucesso. Nunca se engane. É sempre mais seguro cobrir demais uma área do que de menos. Nada contra quem “vive e deixa viver”, mas não há espaço para isso numa guerra. Por fim, nunca subestime os perdedores. A II Guerra Mundial foi iniciada pela Alemanha, a perdedora da I Guerra.
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Foto do dia
A respeito do boletim de ontem (clique aqui e volte um dia) com os bastidores da reunião do governador Rafael Fonteles (PT) com a cúpula do MDB e PSD, um cirista (defensor do senador Ciro Nogueira, do Progressistas), respondeu a colunista. O homem ficou meio chateado: “Tem gente do Governo, que jura de pés juntos pela família que não vota em candidato X do Governo ao Senado… Tem uma guerra civil aí irreversível e pronto e acabou. E o Governo tem que preocupar com a eleição deles. Pro Senado, com toda humildade do mundo, acho um caminho altamente sem volta (a favor de Ciro) e nenhum, nem Marcelo (Castro), nem Júlio (César) batem o acordo dos recursos que vamos trazer para as lideranças, tudo na legalidade, obviamente”. Registro feito.
Só para contextualizar, o textão veio por conta dos cálculos da base aliada de que podem eleger Marcelo e Júlio ao Senado, provocando até mesmo a desistência de Ciro Nogueira na disputa de senador na cadeira da oposição.

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A frase para pensar
“A vida é difícil. Para estar em paz consigo mesmo, deve-se dizer a verdade. Para estar em paz com seu próximo, é necessário mentir”, Adolfo Bioy Casares (1914-1999), escritor argentino.




1 comentário
Lúcia de Fátima Barreto de Carvalho
O bom texto é este que lê você.