Boletim 24/02/25

Mudanças no secretariado de Rafael: Marcelo Nolleto pode ir para a Ccom e Feliphe Araújo para a Semarh

Dos múltiplos multiversos de uma reforma administrativa, entrou no radar com mais ênfase nas últimas semanas dentro do governo Rafael Fonteles, uma mudança de secretariado que pode ser tudo, menos corriqueira, em duas pastas-chave do primeiro escalão: o secretário estadual de Governo, Marcelo Nolleto, poderia ir para a coordenadoria de Comunicação Social no lugar do jornalista Mussoline Guedes.

Como de costume, o boletim traz as possibilidades em jogo e o que dizem os bastidores, mas ao fim e ao cabo, as peças no xadrez só podem ser mexidas por uma pessoa – e o leitor sabe de quem estamos falando…

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O problema de achar um substituto para a espinhosa Segov

Do ponto de vista de um secretário estadual ouvido pelo boletim para checar a história, sempre em reserva, a possibilidade da troca é crível, mas remota. Motivo: 1) falta substituto confiável para a cadeira de Marcelo Nolleto na secretaria de Governo e 2) Mussoline é bem quisto na gestão: “Eu acho que acontece? Não. Vejo quase inviável. Quem iria pra lá (Segov) no lugar do Marcelo? Não vejo quem tem uma relação tão próxima com o governador porque essa não é uma secretaria qualquer, ela fica na porta do Karnak. Mas, se a mudança acontecer, é uma sinalização forte da aposta do Governo na Comunicação…”. Anotado.

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Ele indica ou vai um político?

No entanto, mesmo que as pessoas sejam importantes, ninguém é insubstituível. Na hipótese de ocorrer a troca, alguém terá que ir para a Secretaria de Governo, não é mesmo, leitor? Para que os apressados não percam tempo promovendo ou fritando candidatos, um aviso de um outro interlocutor bem informado: “Chance de ser um político de mandato na Segov é mínima”. O próprio Marcelo Nolleto poderia indicar o sucessor da pasta? É alguém que já tem que entender da máquina? Essas são questões que a colunista não tem a resposta (por enquanto).

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O espaço de Mussoline

No rastro dessa história, ninguém acha que o experiente Mussoline Guedes, que trabalha com Rafael Fonteles desde que o governador era secretário de Fazenda do governo Wellington Dias, deixará a gestão. Um terceiro player ouvido pelo boletim aposta que Mussoline pode ocupar um outro espaço relevante na administração petista, contribuindo com a expertise e confiança que o mundo político enxerga que Rafael tem nele. Qual? Bom, aí quem souber informe com urgência à colunista, que também está atrás da mesma informação.

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Marcelo deu uma mudada

Nas últimas semanas, é perceptível entre deputados, vereadores e demais personagens envolvidos na política, que o secretário estadual de Governo mudou sua presença pública virtual. O Marcelo Nolleto das redes sociais está muito mais próximo do Marcelo Nolleto offilne, apontam os políticos: aberto, criativo e comunicativo (características que são sentidas no trato pessoal de quem convive com Nolleto, mas eram invisíveis na imagem pública do gestor).

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Meme a mais de mil

Marcelo Nolleto tem ousado nos memes, comunicando não apenas suas agendas e compromissos como secretário, mas quebrado paradigmas. Ele deixou o figurino de um típico secretário de Governo, um burocrata, digamos assim, e passou a agir como um comunicador das ações do Governo, ou seja, um porta-voz. “Às vezes, acho que ele (Nolleto) possa estar numa velocidade ou tom um pouco acima do esperado”, analisou um interlocutor que circula em altas rodas governistas. “Mas nada que não possa ser passível de ajuste”, completou.

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Meu passado na comunicação

Ele e o irmão, o empresário Alexandre Nolleto, têm na história pessoal e profissional, um pé na comunicação. No início da vida adulta, chegaram a ter, juntos, um programa de rádio. Semana passada, Marcelo esteve em Brasília e chegou a postar registro com a ex-jornalista da Globo Giuliana Morrone. Dessa forma, Marcelo na Cccom, não seria uma surpresa e sim um caminho natural?

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Lembrando do caso do Fernando Said

Por fim, mas não menos importante, a ponte entre Comunicação e Governo não é difícil de atravessar. Cabe aqui dar um exemplo, a título de contextualização: o então secretário de Comunicação da gestão de Firmino Filho na prefeitura de Teresina, Fernando Said, migrou oficialmente para a secretaria de Governo, deixando uma indicada, Dulce Luz, na Semcom. A Comunicação é o Quarto Poder, o tripé de qualquer gestão, decisiva para que os projetos positivos sejam vistos pelo povo, a quem as ações são destinadas. Portanto, se uma mudança assim ocorrer, agora ou depois, não é banal. É crucial.

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Quem vai para a Semarh mesmo?

Como o boletim antecipou há duas semanas, o secretário estadual de Meio Ambiente, Daniel Oliveira, vai para pasta de Turismo (que era ocupada pelo atual prefeito de Picos, Pablo Santos, do MDB). 

Para o Meio Ambiente, a colunista ouviu do entorno governista, um nome, também protegido de escrutínio e especulação até o momento: Feliphe Araújo, Diretor-presidente da Agência de Fomento e Desenvolvimento do Estado do Piauí (Piauí Fomento). Fato inconteste é que  Feliphe é um nome técnico, do bolso: bacharel em Ciências Contábeis, foi auditor fiscal da Secretaria de Fazenda do Piauí e ex-auditor da Receita Federal do Brasil.

Rafael Fonteles e Feliphe Araújo

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Margarete é a escolhida

No primeiro plano da imagem está a ex-deputada federal, ex-vice-governadora e advogada Margarete Coelho, seguida do ex-prefeito Joel Rodrigues e do senador Ciro Nogueira, do Progressistas. Na mira dos três, durante o pré-carnaval da cidade de José de Freitas, no domingo, está a eleição de 2026 e, sim, o nome de Margarete é o preferido para enfrentar Rafael Fonteles (PT) – caso alguém tenha alguma dúvida. 

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Nada a perder e tudo a ganhar

O currículo e a expressividade com o eleitorado feminino justificam a escolha. Em caso de vitória de Fonteles, Margarete Coelho não tem nada a perder, pois ganhará de qualquer modo pela exposição da imagem numa campanha majoritária. Bônus: se o presidente da República eleito for de direita, Margarete ainda pode ter um espaço robusto nacionalmente.

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Não esqueça do Mainha e do PL

Como os sinais deixam claro, a deputada Gracinha Mão Santa (PP) caminha para focar na campanha de reeleição e Joel Rodrigues ficará mesmo como primeiro suplente de Ciro Nogueira. O ex-deputado José Maia Filho, o Mainha, ainda pode disputar o Governo? Fontes da oposição ouvidas pelo boletim não descartam e enxergam que o PL é uma opção. Mas, dessa forma, teria que ser uma escolha: Mainha ou Margarete, quem pontuar melhor nas pesquisas. Afinal, a oposição não pode se dar ao luxo de dividir o eleitorado.

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A pergunta que meio mundo de gente quer saber

Sobre Margarete, a única dúvida que paira é sobre o grupo político, afinal, a irmã, a ex-prefeita de São Raimundo Nonato, Carmelita Castro, e o cunhado, deputado Hélio Isaías (PT), são da base de Rafael Fonteles. Seguem junto ou se dividem? Meio mundo de gente quer saber…

Deputado Hélio Isaías e ex-prefeita Carmelita Castro

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Se conselho fosse bom

Paciência é um superpoder, que nunca deve ser confundido com passividade. A passividade é uma fraqueza, a paciência é uma estratégia de calcular o momento perfeito de agir. As pessoas com pressa em fazer barulho e criar efeitos, frequentemente demonstram isso nos resultados medíocres que apresentam. O ser humano comum sempre irá buscar o caminho de menor resistência. Às vezes, a ação mais decisiva é não agir. Enquanto os outros exageram e se esgotam, você observa os tropeços e se prepara dar o passo certo. Não esqueça do que disse o escritor russo Liev Tolstói: “O tempo e a paciência são os guerreiros mais fortes”. 

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Cifrada dos Mufinos

Uma turma de mufinos tem ficado chateada (em silêncio, claro) com as cortadas que têm recebido de um sábio rei. É que se a colunista não tem paciência para amador, esse monarca tem menos ainda. O vice-rei, por exemplo, estava dia desses numa roda de cavaleiros da Távola Redonda, super empolgando conversando, quando levou essa estocada: “Fulano, você está falando demais, cala a boca rapidinho aí”. Outro cavaleiro das antigas também resolveu dar pitaco acima do limite em outras áreas adjacentes e foi cortado com essa: “Rapaz cuide de fazer só o seu trabalho…”. Já um cavaleiro de patente menor, minimiza: “Ele faz isso com todo mundo, é o jeito dele mesmo, a gente já conhece e nem liga!”. Manda quem pode, obedece quem…

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Foto do dia

O boletim até queria mudar o disco, mas fazer o que, se a banda não mudou o ritmo… O ex-presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles Silveira, volta ou não volta? Sim, volta… mas calma, leitor! Volta do litoral. Charles já está em Teresina, ouvindo muitos apelos (alguns para o retorno à FMS, outros, em contrário, fazer o quê?) e ainda não bateu o martelo sobre a volta ao secretariado de Sílvio Mendes (União Brasil). A turma da prefeitura, com quem a colunista foi sondar para saber o prognóstico, disse que amanhã é um dia decisivo para saber se vai dar rock ou samba. Ainda bem que está perto!

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A frase para pensar

Os homens que o povo americano mais intensamente admira são os mentirosos mais petulantes; os homens que ele mais veementemente abomina são aqueles que tentam lhe dizer a verdade”, H. L. Mencken (1880-1956), jornalista e crítico social norte-americano.

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A música da semana

Um hino contra as tentativas de controle ou um grito de liberdade contra quem deseja julgar seu modo de viver: cada um, interprete como quiser, não vamos mastigar nada, leitor.  O fato é que “Não enche”, de Caetano Veloso (aqui ouvida na voz do cantor Silva) é cáustica, divertida e rebelde – como tem que ser.

Cuidado, oxente!

Está no meu querer poder fazer você desabar

Do salto. Nem tente

Manter as coisas como estão porque não dá,

não vai dar.

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
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