PP espera Ciro chegar para definir substituto de Aldo Gil na SDU Sul: Dogim, B.Sá ou Inaldo
A provável – e cada vez mais possível – saída do deputado estadual Aldo Gil (Progressistas) da Superintendência de Desenvolvimento Urbano (SDU) Sul de Teresina já desencadeia no seio palaciano uma verdadeira corrida (mais ou menos) do ouro rumo não apenas à substituição de Aldo Gil, mas também aos apelos por uma troca mais ampla de cadeiras, como alguns defendem no entorno do prefeito Sílvio Mendes (UB).
Aldo Gil saindo, os mais cotados para o lugar dele, segundo apuração da colunista, são Inaldo Guerra (ex-superintendente da Codevasf no Piauí) ou os deputados B.Sá e Dogim Félix, ambos do PP.
Como sabem até os estudantes de Ensino Médio reprovados no Enem, para toda ação existe uma reação igual e contrária (terceira lei de Newton). Vamos puxar esse fio na coluna de hoje.

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Sem reeleição para Aldo?
Pelo que contam ao menos três fontes próximas ao deputado Aldo Gil e ao Palácio da Cidade, o deputado caminha para não disputar a reeleição em 2026. Os argumentos passam por motivos pessoais: “O Gil Paraibano (ex-prefeito de Picos) só tem ele (Aldo) de filho no Piauí e já tem quase 80 anos. O Aldo também tem o feeling empresarial e, queira ou não, ser oposição no Piauí não é fácil”, relatou ao boletim um parlamentar do grupo oposicionista. No Progressistas, é claro, os apelos são para que Aldo Gil permaneça na chapa – e na SDU Sul.
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O buraco é mais embaixo
Mas, verdade seja dita, as coisas são um pouquinho mais complexas, ultrapassando “motivos pessoais”. Faltaria na SDU Sul, autonomia para nomeações e recursos financeiros para ações. A queixa é generalizada em outras pastas. Em contrapartida, o prefeito Sílvio Mendes tem trazido à tona as dificuldades financeiras enfrentadas na Prefeitura de Teresina, responsabilizando a antiga gestão de Dr.Pessoa. Ou seja, o horizonte é de meses de aperto, seja com Aldo Gil ou não.
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Jeová fica na Semgov e não indica na SDU Sul
Antes que especulem, o boletim formula a pergunta que está na sua cabeça, leitor: o vice-prefeito e atual secretário municipal de Governo, Jeová Alencar, poderia voltar a indicar (ou ir, pessoalmente) para a SDU Sul (espaço que teve total influência na gestão de Dr.Pessoa)?
Resposta de um aliado de primeira hora de Jeová, que tem força política na região: “Chance zero (ênfase). Lá na Sul não está tendo nada, pelo menos na Semgov fica perto do Sílvio… E não haveria indicação porque a pasta é do Progressistas e o Jeová não quer confusão com ninguém”. Ok…

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Tem que esperar o Ciro chegar
Os progressistas aguardam a chegada do líder maior do grupo, o senador Ciro Nogueira, ao Piauí, na próxima semana, para acertar pessoalmente o imbróglio. Primeiro, porque há a questão dos suplentes na Assembleia Legislativa, beneficiados com a permanência de Aldo Gil na SDU Sul.

Segundo, porque “o grupo jamais abriria mão” de indicar o cabeça da pasta e, até agora, não há um nome de consenso para o lugar de Aldo Gil, caso o deputado não queira mesmo ficar. “Se o Ciro estivesse no Piauí, hoje mesmo teria resolvido (a saída de Aldo Gil) pela insatisfação com os espaços lá”, destacou um oposicionista ao boletim, em reserva.
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Deixa o Charles quieto na dele
Aproveitando o ensejo de uma potencial (potencial!) mudança de secretariado, um grupo de políticos, incluindo alguns vereadores, defende que o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles da Silveira, vá para a Semgov, no lugar de Jeová Alencar. A história não é de hoje, aliás. Um aliado de Charles, no entanto, refuta a ideia: “Hoje não vejo. FMS é um mundo, só ele dá conta. A pessoa que vai para Semgov fica totalmente refém do Sílvio (Mendes). Mas é claro que a maioria dos vereadores ia querer”…, pontuou o insider. Será?

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Setor de reclamações lotado
As críticas, choro e gritaria foram generalizados. Direita e esquerda, todo mundo aparentemente (estou dizendo “aparentemente” apenas por uma abundância de cautela), odiou a última coluna com projeção de votos, especialmente os que consideraram que alguns nomes foram inflados enquanto outros foram subestimados pelo levantamento (que, vale repetir a quem sofre de perda de memória recente, não brotou da cabecinha da colunista e sim da apuração com o próprio povo dos respectivos partidos dos pré-candidatos).
Clique aqui para ler a projeção de deputado estadual e aqui para ler a de deputado federal.
Sendo assim, o que vamos fazer:
a) Não publicar mais nenhuma lista para não deixar ninguém triste e não magoar os sensíveis.
b) Publicar uma nova lista colocando a projeção de votos de todo mundo acima de 100 mil, cada.
c) Como dizem no interior, “seguir o baile porque o gaiteiro já está pago”.
O leitor vota em qual?
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Para mais ou para menos
Principalmente porque a abordamos em um nível deliberadamente alto de abstração as projeções de votos nessa altura do campeonato, algumas queixas precisam ser trazidas para o leitor decidir por si a procedência ou não.
Uma média qualificada de leitores avaliou que foi colocado um pouco a mais do que efetivamente demonstram ter (em termos de liderança, etc), as votações de Victor Linhares, B.Sá Filho, Tiago Vasconcelos e Enzo Samuel. Já os defensores dos mesmos retrucam que tudo não passa de “inveja e mesquinhez” dos adversários. Bom…
Sobre os argumentos dos votos supostamente projetados para menos, serão melhor elaborados abaixo, com as respectivas defesas encaminhadas ao boletim.
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Dupla familiar de candidatos
Caso não vá para a SDU Sul, trabalha-se na federação Progressistas/União Brasil para que saia pelo menos uma dobradinha familiar no rumo de Oeiras: B.Sá Filho para estadual e o pai, B.Sá, para federal. Seria uma forma de esquentar o nome de B.Sá pai para a sucessão do ex-aliado, o atual prefeito Zé Raimundo, com quem o grupo rompeu. A projeção é de que o patriarca dispute novamente a prefeitura em 2028.
Para isso, ele teria que obter pelo menos 10 mil votos na região de Oeiras para deputado federal enquanto o filho poderia chegar a 7 mil votos. Ah, o prefeito Zé Raimundo vota em Severo Eulálio (MDB) para deputado estadual e Georgiano Neto (MDB) para federal.

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Faltou o pastor Ricardo
No campo oposicionista, um político do andar superior, informou à desmemoriada colunista que a lista de projeção do Progressistas/União Brasil não contou com o pastor Ricardo Braz. “Ele é presidente da Juventude Assembleiana do Piauí. Estima-se algo em torno de 20 mil a 25 mil votos”. O voto evangélico tem se mostrado cada vez mais engajado politicamente e capaz de reverte-se em sucesso nas urnas para seus representantes. Não pode ser minimizado.

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Calibrando o Gil Carlos no agro
Um aliado do deputado Gil Carlos (PT) mandou a seguinte mensagem ao boletim: “Em 2022, o Gil Carlos iniciou a campanha em junho daquele ano com um prefeito e três vereadores de menos de 300 votos, cada. Diziam que não ficaria nem na suplência. A vitória dele foi surpresa daquela eleição, assim como foi em 2012. Existe um burburinho forte entre os deputados do crescimento dele”. De fato, como o registro ilustra, o homem caminha na trilha forte do agro ali pela região de Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Antônio Almeida e Sebastião Barros.

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Bárbara: e tome estrutura
É fato que a deputada estadual Bárbara do Firmino deve perder capital político em Teresina no voto da direita e de opinião, que a levaram à Assembleia Legislativa no pleito de 2022. Mas sabendo fazer, para tudo há uma compensação, não é mesmo? Observadores no rumo da política real, apontam o avanço de Bárbara na campanha de estrutura, especialmente no interior do estado, com uma boa centena de vereadores e suplentes já alinhados. O núcleo duro da deputada faz as contas e não projeta menos de 35 mil votos, podendo alcançar até 42 mil. Foco total.

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Cristina para federal?
A coluna acompanhará a movimentação, especialmente se a irmã de Bárbara, Cristina do Firmino, disputar a eleição pela oposição, não para uma vaga de estadual e sim de deputada federal. Motivo para cogitarem a troca: a necessidade de fortalecer a construção da chapa do Progressistas na Câmara dos Deputados, que tem dois favoritos (Júlio Arcoverde e Átila Filho), mas quase sem cauda. Cristina tem nome esquentado em Teresina, especialmente no campo da direita. O assunto é delicado, mas tem importância nível mil para o grupo do senador Ciro Nogueira.

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Traduzindo a estratégia com o Joel
Tecla SAP sobre a divulgação de que o ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, será o candidato número 2 na chapa do Progressistas/União Brasil ao Senado, fazendo dobradinha com o senador Ciro Nogueira: “O senador Ciro está apostando todas que o candidato a presidente será de direita, assim ele (Ciro) será o vice. Se for, já prepara o Joel para ser o candidato a senador no lugar dele”.
Então caso Ciro permaneça candidato ao Senado, Joel volta ao privilegiado lugar de primeiro suplente de Nogueira? Dobradinha para valer (e dividir os votos), nem pensar?

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Se conselho fosse bom
Quem busca a paz evitando processos desconfortáveis, vai terminar a vida se perguntando por que outros menos inteligentes conseguiram sucesso e você não. Não faz sentido desejar algo se você não está disposto a fazer o que é necessário para obtê-lo. Se esse for o caso, se liberte do desejo e admita que isso não é para você. Querer o resultado e não suar no processo é garantia de decepção.
O melhor de tudo é o processo. Consiga tudo o que você quer e descubra que a dopamina desaparece em duas semanas. Todo o valor está na jornada. Trabalhe duro, se concentre naquilo em que você é naturalmente bom e fique no jogo tempo suficiente para se deparar com alguns momentos de sorte. Essa fórmula nunca falha.
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Cifrada do HD Real
Sem medo, muito pelo contrário, um ex-rei que sempre tomou café quente, está ansioso para ser convocado na Távola Redonda para prestar esclarecimentos. Com a ameaça dos cavaleiros pairando no ar, o ex-rei chamou sua fiel escudeira, Luminescência, e perguntou se ela tinha tudo anotado. Luminescência respondeu que toda a movimentação dos aliados de outrora estava salva num secreto HD real. “Se me constragerem eu solto tudo”, avisou o ex-rei que, para completar, alega ainda ter assinado papéis em branco a pedido de um ex-aliado… Isso ainda vai dar um BO!
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Foto do dia
A colunista estava cuidadosamente evitando escrever a respeito da eleição do novo papa, principalmente porque não sabe quase nada sobre os meandros da Igreja Católica. Mas arrisca alguma coisa (pouca) sobre política, então vamos lá. Pegou todo mundo de surpresa a escolha, no conclave, do norte-americano Robert Prevost, ou melhor, Leão 14. Com a carreira firmada na América Latina (Peru), Leão 14 tem um pé no reformismo do antecessor Francisco no conteúdo, mas parece ser mais tradicional na forma. O Brasil, país ainda majoritariamente católico, não deixa de ser influenciado social e culturalmente pelo que o sumo pontífice faz e, principalmente, fala.

Se, por um lado, a Igreja Católica escolheu um norte-americano (entrando assim, com mais força, no caldo cultural do país de Donald Trump que tem 20% de católicos. No Brasil, são 51%, a título de comparação), por outro, optou por um conterrâneo com falas pretéritas que se distanciam da visão de mundo trumpista.
Para quem duvida da intersecção entre religião e política, não precisamos ir longe. Basta lembrar o papel do Papa João Paulo II na queda do comunismo na Polônia. Sua visita à Polônia em 1979 e seu apoio ao movimento Solidariedade, liderado por Lech Wałęsa, inspiraram a resistência pacífica contra o governo socialista. No final, sua influência moral e diplomática teve seu papel para a queda do Muro de Berlim (1989) e o colapso da União Soviética.
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A frase para pensar
“Um político divide seres humanos em duas partes: rebanho e inimigos”, Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo.
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Música da semana
Os niilistas (pessoas que acham que a vida é sem sentido, e a colunista as entende…) perderam essa semana. Vamos com “It Isn’t Perfect But It Might Be”, de Olivia Dean: uma lufada de frescor e otimismo de que o caminho pode ser bagunçado, as coisas não são perfeitas e tudo bem… o trabalho é seguir em frente, rumo a desbravar o desconhecido. Aos que encontram conforto na imperfeição, um brinde!
“There’s a lot of ground to cover (Há muito terreno a percorrer)
One foot and then the other (Um pé e depois o outro)
On my way, my way (No meu caminho, no meu caminho)
To something new (Para algo novo)”



