O dia em que Chico Lucas decidiu não disputar mais a vaga de vice de Rafael Fonteles

Boletim 27/06/25

O cônsul e filósofo grego, Marco Túlio Cícero dizia que “indecisão é pior que má decisão”. Se o secretário estadual de Segurança Pública, Chico Lucas, consultou ou não o oráculo, ninguém sabe, mas ele anunciou quase discretamente, na tarde de sexta-feira, 27, em uma entrevista exclusiva à TV Cidade Verde (veja aqui), que não vai concorrer internamente para tentar ser vice-governador de Rafael Fonteles (PT) na chapa de reeleição em 2026. Não é um blefe, não é uma jogada, é uma consequência.

Tecnicamente falando, se há dois jogadores disputando um prêmio e um deles abdica da partida, há um vencedor por W.O. No caso da “gincana” (assim como a tradicional competição estilo Dom Barreto), o caminho agora está livre para o secretário de Educação, Washington Bandeira, viabilizar-se na cadeira de vice, com perspectiva, natural, de buscar ser governador na sucessão futura de Fonteles – caso este seja reeleito, obviamente. Essa é a história resumida. Como de costume, vamos aos detalhes e bastidores.

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A conversa de Chico e Rafael

Os que o conhecem bem acham que Chico Lucas parece levar consigo uma energia selvagem: é um pouco excêntrico, elétrico e talvez imprevisível. Mas se você prestar atenção na historinha mais abaixo (uma cronologia política do personagem), saberá que não é difícil entender o modus operandi de Chico Lucas: quando todos acham que ele vai fazer A, ele faz B.

Como disse textualmente à Cidade Verde, fontes do boletim confirmam que o secretário de Segurança, de fato, conversou com o governador Rafael Fonteles na quinta-feira à noite, na residência do governador, e comunicou que preferia, nesse momento, ficar fora de uma disputa interna para ser vice. Surpresa, claro. Quem, na política, não almeja governar o próprio estado? Mas não é sobre os méritos da função e sim sobre as circunstâncias para chegar nela…

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Me retiro para evitar que a disputa separe os grupos

Aliados de Chico Lucas foram informados da sua posição ao longo da sexta e, ouvidos pela colunista, creditam a decisão a um fato: 1) a leitura de que o suspense caminhava para dividir alas do governo a favor de um ou de outro pré-candidato a vice (havia sinais disso, segundo eles) e 2) a dúvida, inclusive sobre os critérios de escolha, que deixava apoiadores ansiosos e, potencialmente propensos a ataques internos. O objetivo era evitar que essa previsão se concretizasse. 

Em poucas palavras, posso dizer com relativa segurança (apoiada em apuração), que a história principal é essa.

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Bandeira, lealdade e preferência do G12

Chamados de “Rafaboys”, o núcleo duro de Rafael é maior do que parece e tem a alcunha interna de G12, um grupo de 12 pessoas (obviamente) mais próximas à tomada de decisão do governador petista. Essas pessoas, empresários, servidores públicos concursados e alguns integrantes do Governo, demonstram clara preferência por Washington Bandeira na sucessão de Rafael. 2026 é hoje e 2030 é amanhã.

O escopo da opinião pública também é (quase) declaradamente, team Bandeira. Acima de tudo, por ter declinado da carreira de juiz do Trabalho para seguir o projeto político de Fonteles, Washington Bandeira deu uma prova inconteste de lealdade e é raro encontrar alguém no entorno governista que não considere que ele tem feito um trabalho de resultados e entregas significativas na Educação.

Tem bom trato, simpatia e costura, de maneira discreta (mas não invisível) sustentação do mundo político, que o vê com bons olhos.

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Chico, os ChicoBoys a escolha do PT e da ala política 

Por sua vez, o secretário de Segurança tem um grupo (seriam os Chicoboys?) próprio e bem relacionado, que costuma se reunir com frequência na casa do advogado (ex-tesoureiro da OAB-PI na gestão de Chico Lucas) Lucimar Filho (foto abaixo), que também é empresário e diretor do Lide Piauí Jurídico (Grupo de Líderes Empresariais). O espaço tem TV, conversa, música, comida e bebida. Obviamente, política não falta.

Sendo assim, além dos próprios aliados, observadores externos apontam que Chico Lucas tinha a seu favor popularidade (como apontam as pesquisas internas do Governo que fontes do boletim têm acesso, ele é o secretário mais reconhecido da gestão) e uma parte significativa do apoio do PT, de quem é filiado histórico, defendendo as bandeiras de redistribuição de renda e de apoio às minorias. Ala do mundo político também sinalizava para o secretário de Segurança. Só que mesmo sendo importante, nada disso é suficiente para se escolher um vice. 

Não se engane: se o governador for forte (e Rafael é), quem escolhe o vice é ele. Rafael estava no meio do caminho, olhando para as duas bifurcações da encruzilhada (Chico ou Bandeira, Bandeira ou Chico?) para definir qual DNA teria o futuro do seu projeto político. Foi aí que Chico, ao que tudo indica, saiu do caminho.

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Em 2020, todos saíram menores

Para entender o futuro, daremos uma olhadela no passado. Túnel do tempo. Quando escolheu o então secretário municipal de Educação, Kléber Montezuma, para concorrer contra Dr.Pessoa, o prefeito de Teresina, Firmino Filho, o fez depois de uma longa disputa interna de secretários entre 2019 e 2020. Os vereadores Evandro Hidd, Samuel Silveira, o secretário de Governo, Fernando Said e o presidente da Fundação Municipal de Saúde, Charles Silveira, “tentavam se viabilizar” ao mesmo tempo, enquanto Dr.Pessoa nadava de braçada.

Tudo isso gerou pequenas fissuras que nunca foram totalmente sanadas. Anos depois, alguns dos derrotados relembram o ocorrido em reserva e avaliam terem ficado mais enfraquecidos do que o contrário. É isso que ninguém quer repetir.

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O maior pragmático de todos os tempos é…

Ninguém é quatro vezes governador, deputado estadual e federal, duas vezes senador e ministro por acaso. Esse tipo de mandato recorrente e progressivo não cai do céu. Em 2021, Wellington Dias escolheu o jovem secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, não porque frequentasse a casa dele e vice-versa, nem por serem amigos próximos, nem nenhum outro motivo que não fosse esse: Rafael resolveu a crise fiscal do governo WDias III e era o nome para o grupo ganhar de Sílvio Mendes (UB) e Ciro Nogueira (PP). 

É claro que Rafael não era “alguém do Wellington” como foi a ex-governadora Regina Sousa. Assim como Wilson Martins (então líder do PSB) foi escolhido vice e sucessor  porque se viabilizou incontestavelmente no mundo político. Era isso ou deixar para a oposição. Wellington sempre foi, sem parecer, um pragmático racional. É um dom (indígena? Ninguém sabe).

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O personagem Chico Lucas e como ele entrou no Dom Barreto…

Como num filme, para captar as nuances da história, é necessário compreender o personagem, de onde ele vem e como ele age nas encruzilhadas. O personagem da breve história de hoje é Chico Lucas.

Imagine-se um filho de pequenos comerciantes do interior do Piauí. Você parece entender as coisas de uma maneira diferente, lembra datas, telefones, números aleatórios, chega a conclusões ligando os pontos, de A a D, mas não sabe explicar o processo e as pessoas ao seu redor, por também não entenderem, o consideram (na falta de palavra melhor) “diferente”. 

Um dia, você pega um ônibus e desce no Centro de Teresina, de onde caminha para bater na porta do Instituto Dom Barreto. Pede para falar com o diretor, professor Marcílio Flávio Rangel. Ele atende, curioso com o insistente rapazinho. O pré-adolescente é direto: “Me disseram que aqui é a melhor escola do Piauí e eu queria uma bolsa para estudar”. Marcílio, intrigado, mede o menino de cima a baixo e o leva para um teste. Aprovado, a bolsa é dele.

A história é real. Esse menino é Chico Lucas, o atual secretário estadual de Segurança Pública, que estudou no Dom Barreto, onde conheceu, bolsista, o governador Rafael Fonteles, o secretário de Governo, Marcelo Nolleto, e o de Educação, Washington Bandeira (os três de uma turma anterior a dele) e boa parte do núcleo duro do hoje governo Fonteles.

Medicina aos 16, Direito, vida de policial rodoviário

Aos 16 anos, Chico Lucas passou no vestibular para Medicina na Universidade Federal do Piauí, mas não cursou, preferiu Direito. Foi pai muito jovem e, para cuidar da filha (hoje uma moça de 20 e poucos anos, estudante de Arquitetura), estudou para concurso público. Passou para policial rodoviário federal, vivendo no interior, no auge da juventude, a vida de PRF. 

Procurador do Estado e presidente da OAB-PI

Ser PRF é bom, mas pode cansar. Chico Lucas tentou o concurso para procurador do Estado, passou. Foi presidente da associação da classe, e comprou brigas advogando para sindicatos e entidades. Casou com uma professora e teve mais duas filhas enquanto liderava uma chapa para tentar quebrar a hegemonia de um grupo jurídico tradicional na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí.

Teve, na época, a ajuda de Rafael, seu amigo distante do Dom Barreto. A gratidão perdura. Fez uma campanha tida como histórica, eleito presidente da OAB-PI em 2015, aos 31 anos, contra Sigifroi Moreno, que tinha apoio de Marcus Vinicius Furtado Coêlho, então presidente do Conselho Federal da entidade, e de cinco ex-presidentes da seccional.

Secretário de Wellington Dias e de Rafael

Não tentou se reeleger e nem fez o sucessor na OAB-PI, Lucas Villa. Voltou a advogar, foi diretor-geral do Instituto de Terras do Piauí (Interpi) na última gestão do governador Wellington Dias (PT), de onde saiu para ser secretário estadual de Segurança Pública.

Na campanha de Rafael, montou um núcleo estratégico que unia muita computação e pesquisas, muitas pesquisas. Tem um pé na tecnologia e na burocracia, outro pé no jeito antigo de fazer as coisas. É futurista e anacrônico.

Um pé lá e um pé cá

Quem entende dos meandros do Governo Rafael Fonteles sabe que Chico tem indicados, amigos e laços em pastas diversas, da Administração (Samuel Nascimento) à Inteligência Artificial (André Macêdo), passando pela Regularização Fundiária (área pouco falada, mas essencial, afinal, tudo no Piauí, no fundo, é uma briga por terras) e o diálogo com o Judiciário. Mesmo assim, prefere se manter fora do radar. 

Foi assim, então, desse lugar, que um dia decidiu avisar que queria ficar livre para trabalhar sem a pressão de se viabilizar vice. Têm animais políticos que até tentam, mas só voam mesmo sem coleira…

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Maktub com Churchill

Após muitos revezes, derrotas, já idoso e tido como político em fim de carreira, Winston Churchill se tornou o primeiro-ministro inglês que levou os aliados à vitória na II Guerra Mundial. Ele escreveu isso em seu diário assim que foi nomeado pelo rei George VI: “Eu me senti levado pelo destino, como se toda a minha vida até aqui não passasse de uma preparação para esta hora e este desafio… Embora impaciente para que a manhã chegasse, dormi profundamente e não precisei de sonhos animadores. Fatos são melhores que sonhos”. 

Moral da história: o que é para ser, vai ser. E o que não é, não será. Como dizem os árabes: maktub (estava escrito/tinha que acontecer).

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Senta que lá vem história

O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair afirma que os líderes políticos atravessam três fases: no início, escutam, reconhecem que não sabem e tentam entender como trabalhar na nova função. Depois, convencidos de que já têm experiência suficiente, acham que já sabem de tudo. É a fase mais arriscada, diz Blair: “Você não quer mais ouvir os outros, você é o chefe. Quem é que pode saber mais do que você?”.

E, por fim, poucos são os que chegam na última fase, a da maturidade. É nesse momento que eles percebem que a própria experiência não ultrapassa a soma total do conhecimento político. É quando voltam a escutar os outros. 1

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Par de jarro

O senador Ciro Nogueira chegou à Parnaíba para participar da solenidade do tradicional São João da Parnaíba numa camisa xadrez, com tons azul e branco. Parece que a ideia era se parecer o melhor possível com aquelas roupas capiras, tradicionais em festas de São João. Em uma coincidência que só o destino explica, aparece o prefeito Francisco Emanuel simplesmente com a camisa igual. Saíram para o evento como “par de jarro” mesmo. Além da blusa, o alinhamento está no voto, que é o que realmente importa, né leitor?

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O voto é secreto

Falando em Senado, governistas apostam na fidelidade da base e no voto conjunto da chapa majoritária (Governo e Senado) para 2030. A oposição trabalha pelo contrário: a infidelidade de prefeitos e deputados ao Palácio de Karnak. Com o Governo de Rafael Fonteles atuando com mais intensidade a favor da chapa Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), agora é hora de observar a reação de Ciro Nogueira. O senador deu uma pista na última sexta, em evento da Associação Piauiense de Municípios (APPM), onde sentou,coincidentemente ou não, ao lado de Marcelo Castro. Apoiadores de Ciro seguem enfatizando a dobradinha informal.

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I’m back

O mundo não gira… ele capota? E quem é que também capota? Ora, as bolas! E onde as bolas rodam? Em partidas futebol. E as partidas de futebol são jogadas por quem? Times. E os times precisam do quê, nos bastidores? De uma boa assessoria jurídica! Bingo, leitor. Você entendeu tudo. 

Uma abelhinha curiosa informou ao boletim que ele, João Duarte, o Pessoinha (ex-presidente da Eturb em Teresina e filho do ex-prefeito da capital, Dr.Pessoa), caminha para voltar aos holofotes como diretor jurídico da nova gestão do Flamengo do Piauí (a partir de agora, sendo chamado de “Time do Terceiro Poder”. Alguém entendeu?). 

Time este, que tem tudo a ver com a Federação de Futebol Piauiense e etc e tal. Não escrevo mais por falta de espaço, sabe como é, leitor, a tinta está acabando…

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Se conselho fosse bom

Pessoas problemáticas consideram qualquer comentário ou dúvida genuína uma agressão. Pessoas seguras, entendem que cada agressão não passa de um desafio divertido. O mundo tem oito bilhões de pessoas e quase ninguém se importa ou sabe que você existe. Os poucos que sabem estão ocupados lidando com seus próprios problemas. Fique tranquilo, corra alguns riscos, gaste sua energia construindo a vida que você quer viver. 

Seu desconforto vem se se levar muito a sério; sua depressão vem de não levar a vida a sério o suficiente e sua felicidade virá quando você levar a vida a sério sem se levar muito a sério. A calma profunda decorre da seguinte fórmula: amor-próprio, autocontrole, limites definidos e autodisciplina.

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Cifrada do Olho Aberto

Na Terra das Meias Verdades, um rei gente boa está por aqui com a confusão dos cavaleiros que caçam um bicho exótico e insaciável chamado “like”. Ele decidiu que, daqui para frente, quem pisar fora da linha, vai sofrer as consequências. O rei aguarda o primeiro que afrontará seu recado e assim, dará uma lição que deixará todos boquiabertos. Ligou o famoso botão do “f”… 

Como confusão pouca é bobagem, dois cavaleiros (não aqueles, outros…), se estranharam justamente porque um deles resolveu, naquele modelo, asfaltar as ruas da cidadela do reino que o colega vive. Aí é demais! “Rapaz, você fez isso pra me desmoralizar!”, disse o Cavaleiro Destemido. “Meu irmão, eu fiz porque gosto de resolver as coisas rápido e o povo estava pedindo, foi mal”, retrucou o Cavaleiro Desenrolado, que levou as próprias carroças para asfaltar o local. Nesse reino, convém dormir de olho aberto?

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Foto do dia

Pegando todo mundo de surpresa, a votação pela derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) teve 383 votos contra e 98 a favor do plano econômico do governo Lula no Congresso Nacional essa semana. Recado do Centrão: o PT não tem se quer 100 votos. Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”, ensinava: “Não permaneça numa posição que não oferece vantagens”. Além de acionar o Supremo Tribunal Federal, o Governo pode retaliar contingenciando as emendas parlamentares. Como toda ação tem uma reação, a medida pode ser lida como uma declaração de guerra ao Legislativo, que já provou ter votos para inviabilizar a governabilidade de Lula. 

Um governo é forte quando consegue controlar a agenda. Lula III não consegue. A capacidade de distribuição de cargos e recursos como instrumentos de coordenação do Executivo sobre o Legislativo é coisa do passado. Com o orçamento secreto fortalecendo o poder dos parlamentares, eles detêm uma capacidade inédita de barganha e autonomia. Lula enfrenta a erosão de sua legitimidade em parte do eleitorado e uma oposição fortemente mobilizada no campo digital e institucional. A crise atual não é apenas parlamentar, mas comunicacional, simbólica e cultural.

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A frase para pensar

“Entrar em uma batalha sem um plano é o ápice da arrogância. Esse tipo de general devia ser condenado à morte, pois arrisca a vida de seus soldados”, SunTzu (544 a.C. – 496 a.C), general e estrategista chinês.

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Música da semana

Em francês, “quelqu’un m’a dit” significa “alguém me disse”. Na voz sussurrada de Carla Bruni (ex-modelo e ex-primeira-dama da França, casada com Nicolas Sarcozy), a música é de uma simplicidade elegante, quase minimalista, que fala sobre o tempo, escorregadio, e a esperança frágil sobre aquilo que é eterno. Para quem acredita que o tempo é um ciclo de ecos e não uma linha reta.

  1. Trecho extraído do livro “A hora dos predadores” (126 páginas, da editora Vestígio), de Giuliano Da Empoli (excelente e recomendada leitura). ↩︎

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
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