Boletim 02/06/26
Os políticos são assim: quando acham que um assunto está resolvido, vão atrás de criar um novo problema, num horizonte futuro. Eles nunca vão viver em paz, por escolha própria. “A classe política está precificando que a eleição estadual já está mais ou menos resolvida, então agora é hora de falar do pleito de 2028 em Teresina!”, destacou (para total surpresa da humilde cronista) um gestor estadual, ao ser questionado sobre os motivos para já ser possível apontar pelo menos uma dezena de virtuais pré-candidatos a prefeito da capital nessa precoce altura do campeonato.
Para alguns, está cedo demais. Para outros, o cavalo selado está passando agora, nesse minuto. É montar ou depois ter que ficar na plateia batendo palma…
Será que o leitor também está ficando paranoico assim como o boletim? Ou notou uma série de eventos seguidos na última semana mostrando para todo mundo que a turma vai atrás mesmo e o quanto antes? O deputado estadual Dr. Vinícius, do PT, capitaneou uma reunião com cerca de 5 mil pessoas na zona Leste de Teresina. Enquanto Jeová Alencar (Republicanos), cotado como vice do pré-candidato ao Governo, Joel Rodrigues (PP), arrastou outra multidão em zona Sudeste de Teresina. O leitor acredita em coincidência ou prefere ver pelo em ovo?


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O futuro de 2028 a Deus pertence (mas depende de 2026)
Ponto número 1: a eleição de 2026 é que vai definir os prefeituráveis de Teresina em 2028. Flávio Bolsonaro (PL) ganha a presidência da República? Aí soma para Sílvio Mendes (União Brasil), atual prefeito. Lula (PT) leva a melhor? Fica mais fácil para o governador Rafael Fonteles (PT) indicar um nome seu no belicoso PT. Mas não para por aí.
Não é a colunista quem diz, e sim os próprios políticos, nas rodas de bastidores, e fazendo apostas altas (em estalecas) sobre: 1) quem vai ser o deputado estadual e o federal mais votado na capital e 2) se Sílvio Mendes (União Brasil) vai disputar a eleição ou abre para vice, Jeová Alencar (Republicanos) (ou um terceiro nome, sabe-se lá). Cada caminho abre um ramo próprio de especulações e consequências. Abordaremos o tema prospectivo na edição de hoje.

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Uma receita com quatro ingredientes
Um deputado sincerão, que já ganhou seguidas eleições, e foi aliado e adversário de vários prefeitos da capital, afirma que são quatro os fatores para vencer uma majoritária: “Primeiro, tem que ter disposição para andar. Depois, estrutura. Mas muita gente tem muito dinheiro e não sabe como buscar. Terceiro, tem que ter estratégia e, por último, grupo”. Ah, bom!
Para esse político, os deputados que querem comandar Teresina confundem a capital com o interior. “Olha, em Teresina a campanha é convencimento e ter grupos confiáveis, porque o que tem de picareta por aí… Teresina não é fácil. No interior é dar estrutura que o voto cai na urna”. Anotaram?
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Prefeituráveis na cadeira
Sílvio Mendes, União Brasil (atual prefeito) e Jeová Alencar, Republicanos (vice-prefeito e cotado como candidato a vice-governador de Joel Rodrigues, do PP) – Para os tucanos das antigas, não tem o que questionar: é Sílvio Mendes na cabeça de novo. É fácil compreender que qualquer prefeito na cadeira, se bem avaliado, tem a prerrogativa da reeleição. Assim como é difícil dobrar a máquina e o sentimento de boa vontade do eleitor com quem está tentando pôr a casa em ordem. Um prefeito partindo de mais ou menos 38% de aprovação tem chances reais de reeleição (essa porcentagem vem de dados da Ciência Política a respeito das taxas de vitória majoritárias em outros pleitos).
Mas, se Sílvio, que por vezes titubeia com o rame-rame da política tradicional, preferir deixar o espaço vazio, tem quem queira no próprio Palácio da Cidade: “O Jeová se diferencia deles lá (na prefeitura). Porque vontade que ele tem e para ser candidato tem que ter vontade”, completou um defensor de Jeová na base rafaelista (sim, tem!). Tudo depende se Sílvio vai ceder a preferência e se Jeová unirá gregos e troianos a seu favor, já que na ala tucana ele pode ter conquistado a confiança de Mendes, mas ainda é recebido com um certo pé atrás pelos dinossauros das antigas.

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Os petistas:
Vinícius Dias, PT (candidato a deputado estadual); Dr. Vinícius Nascimento (pré-candidato à reeleição de deputado estadual); Fábio Novo, PT (presidente estadual do PT e pré-candidato à reeleição de deputado estadual):

“O candidato no PT, se quiser, será o Chico Lucas (atual secretário nacional de Segurança Pública, que afirma nos bastidores que não disputará eleição em Teresina). Depois vem o Dr.Vinicius. Fábio Novo tá dependendo da eleição de deputado pra galgar novas posições. Se ficar com menos de 60 mil votos não será considerado. Franzé (Silva) não está no álbum de figurinhas da Copa”, resumiu um petista de anel de tucum em conversa reservada com o boletim.
“O Dr. Vinícius demonstra querer ser candidato a prefeito e não vai medir esforços pra ser o mais votado na capital”, ponderou outro olheiro da Alepi. Como a turma do PT não alisa nem pra eles mesmos, outro filiado de estrela vermelha considerou o discurso mais enfático de Vinícius no evento da semana passada como “precipitado ainda”, mas positivamente “ousado”.
E avisa que tem outro Vinícius novato para, a depender também da votação, incomodar os planos dos raízes: “Se Vinícius Dias tiver votação grande em Teresina se coloca no páreo”, completa um filiado com cadeira na tomada de decisões, em off, sobre o filho do senador e ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias. E Fábio Novo, vale destacar, foi o petista com maior votação em Teresina na história da sigla. E não dá mostras de que vai deixar passar a vez… Briga grande e boa!
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Surpresa!
Raimundo Júnior (presidente da OAB-PI) e Delegado Charles Pessoa (candidato a deputado federal pelo PV/Federação com PT):

A Ordem dos Advogados do Brasil é um órgão importante na defesa dos direitos dos advogados e da sociedade, de visibilidade, capaz de cacifar e projetar nomes, vide o atual governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que presidiu a OAB do DF e a nacional antes de entrar na política partidária. Pois bem. O atual presidente da OAB-PI, Raimundo Júnior praticamente neutralizou a oposição dentro da política de Ordem (por enquanto, admita-se) e faz uma gestão arrojada, dinâmica, além de gostar de rede social. O homem começou a peitar a Prefeitura com a história do aumento do IPTU de Teresina e daí pro pessoal do Mundinho da Política projetar “Raimundo 2028” foi um pulo. Será?
Já Charles Pessoa é um sucesso nas redes sociais e quem negar isso está mentindo. O delegado filiou-se ao PV, na federação com o PT, e é uma incógnita nas urnas: pode ser um estouro, pode não ser. Nas pesquisas internas que muitos deputados fazem para checar os próprios nomes, o desempenho de Charles salta aos olhos na capital, o que já acendeu o alerta vermelho nos interessados na vaga de “mais votado em Teresina”. Quem sabe…
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Os emedebistas
Marcos Aurélio Sampaio, MDB (deputado federal buscando o terceiro mandato seguido) e Severo Eulálio, MDB (presidente da Assembleia Legislativa do Piauí): Ambos com linhagem e estirpe política, já que Marcos é filho do vice-governador Themístocles Sampaio, enquanto Severo é filho do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Kléber Eulálio, ambos ex-presidentes da Alepi em gestões memoráveis pelos pares, os deputados.
“Como presidente da Alepi, o Severo se projeta, tem um cargo de destaque. Ele e o Marcos são jovens, mais reservados. O Severo tem que ser o mais votado do MDB, e caminha pra isso, e o Marcos precisa de uns 25 a 30 mil votos em Teresina para se cacifar. O negócio é sair forte pra ser referência”, ponderou um parlamentar simpático às duas virtuais candidaturas.

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Os vereadores
Eduardo Dragalana, PT (vereador de Teresina, o mais votado em 2024) e Enzo Samuel, PT (presidente da Câmara de Teresina e pré-candidato a deputado estadual): Um político de mandato disse o seguinte sobre a campanha de Dragalana à Assembleia Legislativa: “Pessoal dele está se achando a bala que matou o Kennedy!”. Bom, a colunista não tem elementos para avaliar, mas que o homem tem bala na agulha e cogita ter uns 20 a 30 mil votos em Teresina, cogita. Para quem também passou metade do ano passado e boa parte desse lutando para ter um partido para disputar a eleição, ser candidato já é uma vitória. Visto pelos colegas como “carismático e descontraído”, Draga pode se projetar para outros voos se liderar a votação de deputado estadual na capital.

Bom, se alguém perguntar, Enzo Samuel nega. E não falta quem pergunte. Mas ele é a incorporação daquele bordão: “Calma, tudo dará certo no final” (frase repetida com frequência pelo vereador na vida real). Para quem sofre de perda de memória recente, Enzo era cotado para disputar a prefeitura de Teresina em 2024 e abriu para Fábio Novo. Estava no PDT, agora está no PT, reelegeu-se presidente da Câmara, num consenso bem costurado com Sílvio Mendes, e agora busca um novo salto rumo à Assembleia Legislativa. Jovem, com origem na periferia de Teresina, tem jeito de candidato. E como todo bom candidato, nega ser candidato… ossos do ofício!
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A cidade que elege por imagens de competência e não por identificação1
Não custa lembrar: “hegemonia do PSDB” foi um ciclo longo. Dr. Pessoa venceu o segundo turno de 2020 com mais de 62% dos votos válidos, encerrando uma hegemonia de quase três décadas do PSDB em Teresina, sequência aberta por Wall Ferraz em 1992, Firmino Filho em 1996 e 2000, Sílvio Mendes em 2004 e 2008, e a volta de Firmino em 2012. Façamos uma análise de imagens.
O “feudo tucano” em Teresina se sustentou sob uma imagem de credibilidade: o eixo da seriedade, da competência e da eficácia administrativa, por oposição à imagem de identificação, que mobiliza causa, pertencimento e potência. O que se observa é o seguinte: a assinatura biográfica recorrente da elite vencedora em Teresina não é uma só área, mas um tipo: o “gestor setorial-técnico”, que comparece ora pela saúde, ora pela educação.

Exemplos: Sílvio Mendes encarna o vetor da saúde, médico, vindo da Secretaria e da Fundação Municipal de Saúde. Firmino Filho, economista, ancorou sua imagem pública na gestão e na pauta educacional, ao ponto de receber o prêmio Prefeito Criança, da Unicef e da Fundação Abrinq, embora também tenha passado pela presidência da Fundação Municipal de Saúde de Teresina.
Teresina, polo médico e educacional da região, funciona como cidade-serviço, e o cargo de prefeito da capital é enunciado, nessa formação discursiva, como função técnica, administrar, e não como tribuna de projeto político (o que explique, talvez, as derrotas sucessivas do PT na capital). Quem absorve essa imagem projeta competência. Teresina pede menos palanque? Ou esse tempo já passou?
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Foi-se o PSDB, mas o homem voltou
O dado mais instrutivo para 2026/2028 é que o PSDB morreu e o homem sobreviveu. O capital pessoal de Sílvio Mendes migrou praticamente intacto para o União Brasil, o que confirma que o eleitor teresinense é personalista, não partidário.
Sílvio veio com a imagem da restauração: a experiência, a memória de uma gestão tida como funcional, o saudosismo administrativo pós-Pessoa. Talvez, a sucessão de 2028 será disputada menos por siglas do que por herdeiros de imagens: quem consegue se projetar como continuidade de competência e quem precisa construí-la de um novo ponto de vista.

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A vida é dura
É o seguinte. A vida política tem seus pepinos, leitor, não pense que a rapadura é mole não (apesar de ser doce, isso devemos admitir!). Um político municipal lamenta estar sendo, na visão dele, “mal atendido” numa esfera acolá. “O X (líder que intermedia) resolveu de alguns, mas eu, por exemplo, não consigo trocar um comissionado. Tem gente que tem cinco, seis curso superior (funcionário) em ‘home office’ e eu não tenho nenhum!”. Que chato, né?
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Um matemático faz as contas Câmara dos Deputados
O leitor sabe que as projeções eleitorais devem ser confiáveis, não perfeitas. Perfeição é algo impossível quando lidamos com humanos. Ainda assim, vamos tentar nos aproximar da realidade que se desenha na disputa pelas dez vagas de deputado federal no Piauí. Um operador político conhecido por ser deveras experiente com números faz as contas:
“É uma briga por duas sobras. Vagas direto, num cálculo conservador, o PT faz três federais, o PSD faz 1, MDB faz 1 e PP 1, somando 6. Sobram quatro, sendo que uma delas é muito fácil que seja do Republicanos. A segunda sobra é muito provavelmente do PT e tem duas sobras para três partidos disputarem”, ponderou o matemático. Calma que tem mais!

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Mantenha a cauda ou morra
“O quociente eleitoral deve dar mais ou menos uns 200 mil votos, fazendo a conta de padeiro, apurando 2 milhões de votos válidos. Na passada, foi 186 mil votos”, ponderou. Então a chapa tem que alcançar 200 mil votos para eleger um federal, correto? Correto. E quem levará a melhor? O homem dos cálculos deu um pulo longe e optou por não cravar, uma pena… Mas fez uma aposta (figurativa).
“É difícil saber. Cabe ao PSD, MDB e PP manter a cauda porque teoricamente os três partidos que estão disputando tem um segundo nome bom. Quem é o terceiro nome das chapas e qual a capilaridade de votos do Fábio Abreu? Não sei. No MDB, Venâncio Cardoso? Porque o segundo candidato já está no limite máximo. E o quarto nome quem é? No PP, B.Sá, Samantha (Cavalca)”, argumentou. Salve sua cauda quem puder!
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Para ler, ver e ouvir
Fazer autopropaganda é um troço um pouco chato, mas eventualmente urge ser necessário. Se o leitor permitir, a dica de hoje é o podcast “Fiel da Balança”, produzido pela humilde cronista junto com o doutor em Ciência Política pela Unicamp, Vítor Sandes (também professor da Universidade Federal do Piauí), como analista convidado, e a jornalista do Boletim Brio e mestranda em Comunicação pela Ufpi, Paula Sampaio.
Apenas pelo prazer de fazer o que gostamos (masoquistas), durante o período eleitoral esse trio vai trazer semanalmente (sempre às sextas) análises sobre a política piauiense e nacional com uma pitada de bastidor e outra de reflexão sobre os macromovimentos das placas tectônicas no andar de cima. Os dois ou três gatos pingados que ouviram acharam que pode dar liga, mas cabe ao leitor (talvez futuro ouvinte) tirar suas próprias conclusões.

Clique aqui para ouvir o primeiro episódio no Spotify, Apple Podcast ou Youtube.
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Se conselho fosse bom
Como resolver 90% dos problemas nas relações sociais: não se importe. Não se sinta visado, cuide dos seus próprios problemas, não atribua grandes significados aos envolvidos, não fique pedindo para ser compreendido… O movimento mais forte é o que não dá ao outros nada contra o que reagir. As suas conversas interiores devem ser sempre assim: “Fiz o que amo e me dediquei. Se der certo ou não, estou em paz”. Sua paz deve ser mantida independente do resultado.
Isso gera uma aura de tranquilidade absolutamente magnética. Cuide apenas para não externar excesso de confiança perto de pessoas inseguras: essa é uma das experiências mais infernais que você irá passar na vida. Todo tipo de energia negativa, inveja e estratégias sutis de te prejudicar serão acionadas. Se importe apenas em nunca se autotrair, esse é o maior pecado. E não se incomode em ser a ovelha negra. Geralmente, elas também são as estrelas de ouro do rebanho.
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Cifrada do Rolo Compressor
No Reino do Salão Verde, a turma não está para brincadeira não. Como numa dança em que as 10 cadeiras se mantem fixas a cada rodada, mas o número de participantes só aumenta, alguém vai ficar sem sentar, é claro. O alvo da vez tem sido o cavaleiro Júpiter, arrojado e sem papas na língua, que costuma ir pra cima com duzentos. Tanto foi que conseguiu uma cercania divina, com estrutura própria, para chamar de sua.
O problema (sempre tem um problema!) é que a turma resolveu minar a cercania de Júpiter. O cavaleiro X do time dele recebeu a seguinte proposta: “Desiste e te dou 4 milhões de estalecas e na próxima gestão você será o senhorio das águas, poços e represas. As boas e velhas banalidades feudais, num órgão que começa com a letra C”. E, agora?
“Sem o X na chapa, o Júpiter está morto”, aposta um. “Ora, 4 milhões de estalecas ele também tem como arrumar. O Júpiter precisa manter o grupo que tem e se elege. Se não…”, retruca outro. Essa é uma vida para profissionais, jogo de gente grande!
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Foto do dia
“Banco Master não interfere em Anísio de Abreu. Bagunça um pouco a imagem se isso vai se revelar ou não em voto, ainda não dá para saber”, destacou um observador político, frequentador de salas geladas, sobre em que pé anda a pré-campanha ao Senado de Ciro Nogueira (PP). Visivelmente mais esbelto (“Monjauro, claro!”, diz a quem pergunta), Ciro Nogueira estava preocupado. Mas passou. Recebeu as pesquisas que encomendou e, pela primeira vez desde que disputou o Senado, tem liderado. É o que aliados do senador comentam pelos corredores em que a colunista tem ouvidos amigos.

A estratégia de Ciro sempre foi de vencer na chegada, e não na largada. Ele toma fôlego nos 15 dias finais. Santinho casado, feito na base governista, com a chapa Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) não é problema, afinal, também se faz santinho do lado de lá… Ciristas, por sua vez, enxergam que “Marcelo está eleito” e esperam que uma adesão “especial” chegue até as convenções. As cartas estão na mesa. A proposta está em pé.
Uma curiosidade: quem será o suplente de Ciro Nogueira? Ele não conta a quem arrisca perguntar. “Suplente, só nas convenções!”. Mas é um nome comentado ou vem surpresa? “Ninguém está falando…”. Quem será, o leitor tem um palpite?
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A frase para pensar
“Cavalos que vão para a guerra nunca dançam em casamentos”, provérbio africano.
- Uma breve análise de discursos, formação base da colunista no longínquo tempo do mestrado. ↩︎





