Aos 18 anos, ele entrou numa redação pela primeira vez. Iniciaria ali a trajetória de uma vida inteira. Ao longo de quatro décadas, Zózimo Tavares atravessou quase todos os formatos disponíveis para quem vive de contar o mundo: jornal, rádio, televisão, revista, assessoria de imprensa e comunicação oficial. Viu a reportagem ganhar velocidade, a tecnologia encurtar distâncias e o “copiar e colar” ocupar o lugar da caminhada atrás dos fatos.

Formado em Letras, Jornalismo e Ciência Política, ex-presidente da Academia Piauiense de Letras e autor de livros sobre a política do estado, ele fala nesta entrevista ao Boletim Brio sobre jornalismo, literatura, poder e memória. Anuncia o romance de estreia, critica a acomodação das oligarquias e defende que o Piauí aprenda a se reconhecer na própria literatura.
O homem que atravessou redações, governos, campanhas eleitorais e assembleias literárias parece ainda carregar o menino de Água Branca, aquele que estudava, brincava e cresceu nas pequenas cidades do interior, onde a vida não esperava a adolescência para começar.
Boletim Brio: O senhor saiu de Novo Oriente (CE) e passou a infância em Água Branca antes de construir uma trajetória no jornalismo, na literatura e na vida pública. Que lembranças desse período ainda influenciam o homem e o escritor que o senhor se tornou?
Zózimo Tavares: Bem, o Machado de Assis ensina, em “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, que “o menino é o pai do homem”. Se é assim, o que vivemos e aprendemos na infância molda o que somos na vida adulta. Minhas lembranças mais recuadas no tempo estão em Água Branca, onde vivi minha infância e parte da adolescência. Lá tive uma infância feliz, dividida entre os primeiros estudos e as brincadeiras comuns aos meninos que vivem nas pequenas cidades do interior, aos quais são impostas – ou eram – também as primeiras responsabilidades de trabalho. Esse período está sendo retratado em meu romance de estreia, que anuncio aqui em primeira mão. Sairá em breve.
Boletim Brio: Sua formação reúne Letras, Jornalismo e Ciência Política, além da experiência universitária e profissional. Essa combinação tornou o senhor mais atento às ambiguidades do discurso público?
Zózimo Tavares: Por algum motivo, talvez o fato de ter me iniciado prematuramente no jornalismo, aos 18 anos, desde cedo me interessei particularmente por essas três áreas. Me interessei ou fui obrigado a me interessar. Mas muito do que aprendi foi por esforço pessoal, nas leituras e na convivência com profissionais de imprensa e com políticos militantes. A formação superior nessas três áreas só veio depois, quando já havia consolidado meu nome como jornalista. Claro que a formação superior acrescentou muito. Mas sou, fundamentalmente, um prático do jornalismo. A vida toda estive numa redação. Então, no Curso de Comunicação, pude conhecer mais a fundo as teorias desse campo. Com o curso de Letras, pude ser professor da Universidade Federal do Piauí, ministrando a disciplina de Literatura Brasileira. E a Ciência Política deu-me explicação para muitos fenômenos da política e do poder. Esse aprendizado, todo ele situado na área da linguagem, me tem sido de muita utilidade nas reflexões sobre a realidade que nos cerca e na produção de meus livros.
Boletim Brio: Ao longo de tantos anos de profissão, houve algum encontro, reportagem ou personagem marcante que tenha mudado a sua maneira de enxergar o Piauí e as pessoas que vivem nele?
Zózimo Tavares: Tive o privilégio de trabalhar em praticamente todos os suportes do jornalismo – jornal, rádio, televisão, revista, correspondente, assessoria de imprensa, comunicação oficial… Isso me deu uma certa versatilidade. Mas não houve assim um ponto de virada. Talvez isso tenha acontecido no final, quando decidi deixar as redações, em 2020, depois de 40 anos de militância diária na imprensa. Quando me iniciei no jornalismo político, aí por volta de 1986, o mote do discurso da oposição era o combate à oligarquia, que atrasava o Piauí. E o que era a oligarquia do Piauí, naquela época? Hugo Napoleão e Freitas Neto, dois primos. Até bolei um slogan, na campanha de 1998, lançado em praça pública pelo prefeito Firmino Filho, de quem eu era secretário de Comunicação: “Oligarquia nunca mais!”. Pegou. Disputavam o segundo turno da eleição o governador Mão Santa e o senador Hugo Napoleão (PFL). O tempo passou e o que se vê hoje é a família inteira na política, sem o menor pudor – marido, mulher, filhos, etc., no governo e na oposição. Anos depois, quando o prefeito Firmino lançou a mulher na política, escrevi um artigo, atualizando o slogan de 1998: “Oligarquia nunca é demais!”

A família inteira na política é uma coisa que se naturalizou não apenas no Piauí, mas em vários estados brasileiros. Isso, a meu ver, é muito nocivo para a política, praticamente impede o surgimento de lideranças que não tenham “sangue azul”.
Boletim Brio: O senhor viveu a transição do jornal impresso para a televisão, o rádio, os portais e as redes sociais. O que a tecnologia ampliou no jornalismo e o que ela destruiu?
Zózimo Tavares: O jornalismo é feito hoje com muitas possibilidades. A tecnologia digital deixou tudo mais fácil. Tudo está ao alcance da mão, a dois cliques. Mas tanta facilidade matou o que o jornalismo tem de mais sagrado: a reportagem. A reportagem é a alma do jornalismo. Poucos jornalistas se dão ao trabalho de bater perna atrás de notícia, de ir ao local dos acontecimentos, checar os fatos. Preferem copiar e colar o que já saiu na internet, muitas vezes replicando fake news.
Boletim Brio: O que o jornalismo local ainda precisa fazer e ainda não conseguiu?
Zózimo Tavares: A estas alturas, não me sinto em condição de passar receita de jornalismo para ninguém.

Boletim Brio: Ao escrever sobre políticos que continuam influentes ou são lembrados por seus grupos, o senhor já precisou enfrentar pressão, tentativa de interferência ou expectativa de que a biografia produzisse uma imagem mais favorável do personagem?
Zózimo Tavares: Escrevi meus livros com absoluta liberdade, sem preocupação de enfeitar boneco ou tirar os méritos de ninguém. Apenas um provocou uma reação tresloucada. Foi o “Aprendiz de Feiticeiro”, uma coletânea de artigos políticos sobre os dois primeiros governos do hoje ministro Wellington Dias. Este livro foi publicado no começo de 2013. Os companheiros do PT, mal-acostumados ao elogio fácil e nem sempre barato, caíram de pau em cima dele e de mim. Muitos nem chegaram a ler o livro. Mas não leram e não gostaram. Sobrevivemos, o livro e eu. Por uma questão de justiça, devo declarar que o senador Wellington Dias, pessoalmente, não fez qualquer censura ou pressão. A reação enfurecida partiu de lideranças do PT e dos puxa-sacos do seu entorno. Não sei qual será a reação desses mesmos petistas quando sair o outro livro sobre o mesmo personagem, que intitulei “O encantador de serpente”.

Boletim Brio: Ao assumir a presidência da APL, o senhor apontou como bandeira o ensino da literatura piauiense nas escolas públicas, em referência ao artigo 226 da Constituição Estadual. O que impediu, até hoje, que essa previsão se tornasse uma política efetiva e permanente?
Zózimo Tavares: Falta decisão política para que a lei seja cumprida, quanto ao ensino de Literatura Piauiense. A Academia Piauiense de Letras, em nossa gestão, fez campanha para lembrar esse dispositivo constitucional. O Conselho Estadual de Educação aprovou nossa iniciativa. Demos alguns passos, mas ainda temos dificuldade em implementar a lei. Não é fácil, mas não é impossível. O IFPI provou que não é. Embora seja uma instituição de ensino tecnológico, tem valorizado a Literatura Piauiense. A Academia precisa continuar cobrando isso com mais ousadia. A lei está do nosso lado. O Piauí precisa se conhecer melhor.

Boletim Brio: Academias de letras são frequentemente acusadas de falar mais para si mesmas do que para a sociedade. O que a Academia Piauiense de Letras pode oferecer concretamente a um estudante da periferia, do interior ou de uma escola pública com poucos livros?
Zózimo Tavares: A crítica tem algum fundamento. A APL viveu por mais de um século isolada fisicamente em Teresina. Por isso, em nosso mandato (2020 – 2024), levamos a Academia para o interior, com o Projeto APL Itinerante. Buscamos estabelecer um contato mais estreito com os polos de cultura dos municípios. Daí nasceu também o Encontro Estadual das Academias Regionais de Letras, já realizado em duas edições. Deixamos pronto o projeto do Clube do Livro da APL, que não pudemos implementar, justamente com a finalidade de fazer a literatura piauiense circular entre os estudantes e as famílias. O mundo mudou. Nossa APL precisa se atualizar com essa nova realidade.

Boletim Brio: Se um jovem piauiense lhe dissesse hoje que deseja ser jornalista, o senhor recomendaria que ele entrasse numa profissão em crise de modelo econômico, pressionada pela velocidade das redes e cercada pela desconfiança pública? O que ainda torna o jornalismo uma escolha necessária?
Zózimo Tavares: Não apenas o jornalismo, mas todas as profissões, estão cercadas hoje de muitos desafios. Veja o caso da medicina… Mas sempre haverá espaço para bons profissionais. Que cada um se esforce para ser um deles. A sociedade sempre vai precisar de bons profissionais, em todas as áreas. Como disse ali atrás, o jornalismo tem pela frente muitos problemas, mas também muitas e amplas possibilidades.
Thaís Araripe leva potencial energético do Piauí a Brasília
A diretora-geral da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Estado do Piauí (Agrespi) Thaís Araripe, participou do Encontro Nacional de Mulheres na Energia, em Brasília, com apoio da Comissão Federal de Energia da OAB e das Comissões Seccionais. O evento reuniu discussões sobre o setor energético ao lado da Secretária de Transição Energética do Ministério de Minas e Energia, Mariana de Assis, e trouxe à tona o momento regulatório vivido pelo Piauí, com a recente delegação, pela ANEEL, da competência de fiscalização dos serviços de energia elétrica à Agrespi.

“Temos o maior parque eólico da América Latina, índices de incidência solar que nos conferem elevado potencial para a geração de energia fotovoltaica e uma produção energética amplamente superavitária: produzimos cerca de seis vezes mais energia do que consumimos. Quando combinamos essa vocação natural com segurança regulatória e incentivos econômicos adequados, criamos ferramentas decisivas para atrair investimentos, agregar valor à nossa produção e impulsionar a industrialização do Piauí”, frisou Araripe ao Boletim Brio.

Uma vida organizada para descobrir o mundo: dicas de viagens e boas histórias por Laine Eugênio
Em algum lugar entre North Vancouver e Xangai, a relações públicas e diretora de marketing do grupo 180 Graus, Laine Eugênio descobriu que o desconhecido não era necessariamente um perigo. Podia ser uma língua que não se entendia, uma comida que não se reconhecia, um país que parecia estar sempre alguns passos à frente. Aos 15 anos, ela fez o primeiro intercâmbio; aos 20, foi estudar mandarim na China. As duas viagens lhe deram, além de fotografias e amizades duradouras, uma noção prática de independência e de que quase tudo pode ser aprendido quando não há outra alternativa.

Na entrevista a seguir à coluna, Laine fala sobre a descoberta da Ásia, a liberdade de viajar pela Europa sozinha, os lugares que ainda não entraram em sua lista e a diferença entre conhecer um país e apenas passar por ele. Sua personalidade, explica, é feita de dualidades. O mesmo poderia ser dito de seus itinerários: planejados nos detalhes, abertos ao imprevisível.
Boletim Brio: Quem é Laine Eugênio por Laine Eugênio?
Laine Eugênio: Pergunta difícil (risos). Eu acho que uma das coisas que mais me definem são as dualidades da minha personalidade. Sou inquieta, mas extremamente planejadora. Gosto de ter tudo organizado, mas não gosto de monotonia. Faço planos, crio roteiros, penso nos detalhes, mas também adoro mudar tudo quando aparece uma ideia melhor (risos).
Gosto de conforto, mas preciso de novidade. Sou muito dedicada ao trabalho, mas também faço questão de viver e aproveitar tudo o que existe fora dele. Acho que sou essa mistura de controle e espontaneidade, intensidade e leveza. No fim, gosto de saber para onde estou indo, mas não necessariamente de seguir sempre o mesmo caminho. E acho que a vida fica muito mais interessante quando a gente coleciona histórias, não só destinos.
Boletim Brio: Qual destino mais transformou sua maneira de enxergar o mundo e o que exatamente essa viagem mudou em você?
Laine Eugênio: Acho que foram dois momentos muito marcantes para mim, mais pelas experiências que as viagens me proporcionaram do que pelos destinos em si.
O primeiro foi aos 15 anos, quando fiz meu primeiro intercâmbio para North Vancouver, no Canadá, para cursar parte do High School. Foi também minha primeira viagem sozinha e, naquela idade, aquilo abriu um mundo de possibilidades para mim. Foi meu primeiro contato com a experiência de morar fora, conviver com outra cultura, conhecer pessoas de vários lugares e conquistar uma independência que eu ainda não conhecia. Foi tão especial que mantenho amizades daquela época até hoje.
O segundo foi aos 20 anos, quando fui para Xangai estudar mandarim. Essa talvez tenha sido a experiência mais desafiadora. Às vezes, até hoje me pergunto de onde tirei coragem para ir (risos). A barreira da língua era enorme, a alimentação, o fuso, os costumes, tudo exigia adaptação. E estamos falando de uma China muito diferente da que encontramos hoje.

O mais interessante foi ter voltado à China dez anos depois e perceber essa evolução. Foi quase como conhecer dois momentos muito diferentes do mesmo país. A diferença foi gigante, de uma forma incrível. No fim, acho que essas duas experiências me ensinaram principalmente a não ter medo do desconhecido. Viajar e poder viver realidades tão diferentes ampliou muito a minha visão de mundo, me trouxe independência e me mostrou que sou capaz de me adaptar a lugares e situações muito diferentes das que estou acostumada.
Boletim Brio: Quais destinos surpreendem positivamente porque entregam muito mais do que as pessoas imaginam, especialmente em cultura, gastronomia e hospitalidade?
Laine Eugênio: Com certeza, a Ásia de uma forma geral foram os destinos que mais me surpreenderam positivamente. Estou apaixonada pela Ásia, inclusive minha próxima viagem internacional vai ser para o Japão.

Quando fui para a China pela primeira vez, há cerca de dez anos, fui com bastante medo porque era uma experiência muito fora do que eu conhecia. Hoje é muito mais comum ver pessoas viajando para lá, mas naquela época não era tanto. E justamente por isso a surpresa foi enorme.
Morei em Xangai, uma cidade extremamente cosmopolita, quase como uma Nova York da China e eu amo Nova York, então me identifiquei muito com essa energia. Claro que tive dificuldades, principalmente com a alimentação, mas ao mesmo tempo descobri ótimos restaurantes e uma riqueza cultural enorme. Você realmente se sente mergulhada em uma realidade completamente diferente.
E, dentro da Ásia, eu também destacaria a Tailândia. É um destino que eu amei porque reúne praticamente tudo o que eu gosto em uma viagem. Você encontra hotéis incríveis, bons restaurantes, vida noturna, compras, natureza e também lugares para simplesmente descansar. É muito versátil. Dá para fazer viagens completamente diferentes dentro do mesmo destino, dependendo do que você está buscando.

Boletim Brio: Que dicas práticas fazem mais diferença em uma viagem: escolha da hospedagem, transporte, época do ano, planejamento financeiro ou organização do roteiro?
Laine Eugênio: Antes de viajar, gosto de estudar bastante o destino, buscar referências e, principalmente, conversar com pessoas que já estiveram lá. Eu amo fazer planejamento de viagem. Para mim, a gente começa a viajar antes mesmo da viagem acontecer, na verdade, a partir do momento em que compra a passagem (risos). Escolher o hotel, pesquisar o destino, decidir a melhor época, montar o roteiro, ver restaurantes… tudo isso já faz parte da experiência e já começa a criar aquela expectativa/ansiedade boa.
E, falando de organização, eu uso um aplicativo chamado Wanderlog para praticamente todas as minhas viagens. É uma ótima dica. Super útil! Dá para concentrar o roteiro todo em um só lugar: vouchers, reservas de hotéis e restaurantes, passeios, deslocamentos, horários e outras informações da viagem. Para mim, facilita muito, porque consigo deixar tudo organizado e acompanhar o planejamento inteiro por lá.
Mas a maior dica que eu dou é: escolha bem a sua companhia de viagem. Principalmente em viagens mais longas, é muito importante estar com alguém que tenha uma vibe parecida com a sua, que goste de fazer programas semelhantes e tenha um ritmo compatível, porque isso influencia muito a experiência.

Boletim Brio: Existe algum destino que você recomenda para quem quer viajar sozinho e se abrir a novas experiências?
Laine Eugênio: Eu não tenho muito o costume de viajar sozinha. As experiências que tive sozinha foram nos intercâmbios que fiz para estudar, mas, para turistar mesmo, nunca fiz uma viagem completamente sozinha.
Mas eu indicaria a Europa, principalmente pela facilidade de deslocamento e pela sensação de liberdade. De trem, você consegue passar por várias cidades, conhecer lugares e culturas completamente diferentes em poucos dias. Acho que essa facilidade de mudar de cidade, adaptar o roteiro e decidir tudo no próprio ritmo combina muito com a experiência de viajar sozinha.
Boletim Brio: Que lugar cultural você considera superestimado e qual espaço menos famoso você considera muito mais interessante?
Laine Eugênio: Eu não diria que existe um lugar que considero superestimado, porque acho que cada destino pode proporcionar uma experiência diferente para cada pessoa. Mas existem experiências que já vivi em viagens e que hoje eu não repetiria. Uma delas é o turismo com animais. Já nadei com golfinhos, subi em camelos, interagi com elefantes, cobras e felinos, assisti a shows com baleias, etc, etc.
Com o tempo, passei a olhar para esse tipo de turismo de outra forma e hoje não faria mais. Quando a gente viaja, principalmente para destinos com culturas muito diferentes da nossa, é fácil entrar na experiência sem refletir tanto sobre o que existe por trás. Hoje prefiro experiências que me aproximem da cultura real do local, da gastronomia, das pessoas e do modo de viver de cada lugar, sem “pega-turistas”. São justamente essas vivências mais autênticas que ficam na minha memória.

Boletim Brio: Qual local você não voltaria e não recomenda?
Laine Eugênio: Para ser bem sincera, eu não tenho um lugar para o qual não voltaria (risos). Todos os países e cidades que já conheci têm alguma coisa que me faria voltar. O que eu não gosto é de voltar para repetir exatamente os mesmos pontos turísticos e aqueles roteiros mais batidos. Se eu volto a um destino, prefiro conhecer uma outra versão dele, descobrir bairros diferentes, cidades menores nos arredores, restaurantes novos e lugares que ficaram fora da primeira viagem.
Agora, existem destinos que não estão na minha bucket list. Não sou muito do turismo “diferentão” só pelo desafio de ir a um lugar pouco convencional. Destinos como Afeganistão ou Coreia do Norte, por exemplo, não despertam meu interesse. Egito e Índia são lugares que acho culturalmente incríveis, mas já ouvi muitos relatos, especialmente de mulheres, sobre a necessidade de ter mais atenção e planejamento com segurança. Então são viagens que, se um dia fizesse, faria com bastante cuidado, mas hoje não estão entre as minhas prioridades. O mundo tem tantos lugares incríveis que quero ir antes, sabe?!

Boletim Brio: Seu top 3 lugares favoritos no mundo.
Laine Eugênio:
- Nova York
- Florença
- Xangai
Moda que transcende o vestir
A empresária Deborah Tajra lançou em Teresina a coleção TIMELESS ’27, da Live, franquia de roupas fitness. A ideia por trás do lançamento foi convidar quem vive a marca a desacelerar, respirar e habitar o presente, enquanto veste peças que carregam um conceito de atemporalidade.

A coleção e reforça o posicionamento da marca em Teresina como referência no mercado de moda wellness. “Foi assim que recebemos TIMELESS ’27: uma experiência criada para desacelerar o lado de fora e abrir espaço para um novo ritmo por dentro. Entre movimento, pausa e presença, celebramos a chegada de uma coleção que nos lembra que nem tudo precisa ser medido pelo tempo”, afirmou Deborah Tajra ao Boletim Brio.




