Johnnys Love, relações públicas de marcas de luxo: “Amo os novos ricos”; curadoria de viagens por Wilson Gondim e as tendências da Nutrição com Rayanne Leal

João Mateus Rocha, mais conhecido como Johnnys Love, atua como uma ponte entre marcas, clientes e uma elite piauiense cada vez mais interessada em experiências personalizadas. Em Teresina, onde a circulação social também se organiza em torno de festas, viagens e códigos de reconhecimento, Johnnys tornou-se uma figura familiar desse universo. Uma coluna local o chamou de “Relações públicas queridinho das mulheres VIPs” ao registrar sua ida a Dubai, a convite da Louis Vuitton, para o lançamento de uma nova bolsa. 

Ao Boletim Brio, Johnnys rejeita a distinção entre “velhos” e “novos ricos” e diz que cada grupo ostenta o que tem: uns, o sobrenome; outros, as grifes. Ele enxerga uma ideia mais generosa de luxo, que está no tratar bem as pessoas, cultivar repertório e escolher experiências que tenham significado. Maximalista assumido, Johnnys gosta de logomarcas, mistura monogramas e brinca que a mãe o chama de “outdoor da Louis Vuitton”, sua grife preferida e marca que descobriu ainda criança, ao encontrar uma bolsa Speedy 25 no armário de uma tia. Anos mais tarde, juntou dinheiro da mesada para comprar a primeira peça, em Lisboa.

Nesta entrevista, ele revela os códigos sociais do luxo, a importância do repertório e a maneira como as marcas passaram a disputar dinheiro, tempo e a atenção de seus clientes.

Boletim Brio: Quais são os principais desafios de trabalhar com marketing de luxo no Piauí?

Johnnys Love: Eu acho que o principal desafio de trabalhar com marketing de luxo é que é um público exigente, que chega a cada evento ou experiência com uma expectativa muito grande. E você precisa estar preparado para corresponder a essa expectativa, saber lidar com as pessoas, saber conversar e cuidar de cada detalhe. Eu mesmo fico nervoso, fico ansioso, porque quero que tudo dê certo e que aquela experiência seja realmente especial.

E acho importante também desmistificar essa ideia de que o mercado de luxo é simplesmente algo fútil. É uma indústria que envolve muita história, cultura e arte além de gerar empregos e oportunidades. E, no meu trabalho, eu vejo que essas experiências vão muito além! Os eventos também geram networking, novas amizades, novos negócios e novas parcerias. É muito legal ver pessoas que se conheceram durante uma experiência ou evento continuarem se conectando e fazendo novas amizades e parcerias após a experiência ou evento!

Boletim Brio: Qual foi a situação mais engraçada ou inusitada envolvendo a alta sociedade piauiense que você já viveu?

Johnnys Love: Uma situação muito engraçada aconteceu durante uma experiência de compras que eu estava fazendo fora do Piauí. Depois do evento, a loja ficou fechada exclusivamente para as minhas convidadas. Todo mundo já estava muito entrosado, animado, conversando, aquela euforia gostosa pós-evento.

Nesse momento, eu comecei também a fazer algumas vendas online para amigas e clientes do Piauí que não tinham conseguido participar da viagem. E aí aconteceu uma coisa muito divertida: a cada venda online que eu conseguia fechar, as minhas convidadas começavam a gritar e comemorar comigo!

Teve uma hora em que eu pensei: “Gente do céu, a gente está no meio de uma loja, gritando e comemorando cada venda!” Virou uma verdadeira festa. A loja fechada só para a gente, todo mundo brindando com champanhe, comemorando e torcendo pelas vendas. Foi muito espontâneo e muito divertido. Tenho um carinho enorme por essa memória! Foi muito especial.

Boletim Brio: Qual é a sua grife preferida e o que ela representa para você? E qual é a sua opinião sobre o uso de logomarca?

Johnnys Love: Claro que a minha grife preferida é a Louis Vuitton. Para mim, ela representa o sonho daquele menino que, aos cinco anos de idade, fuçando o closet da minha tia Osmarina que é a tia mais perua que eu tenho, sempre gostou muito de se arrumar encontrou uma Speedy 25 e ficou completamente encantado com aquele monograma.

Eu nem sabia o que era Louis Vuitton, mas lembro que meus olhos brilharam por aquilo. Quando, anos depois, fui descobrir de fato o que era a marca, já era tarde demais: o bichinho do monograma já tinha me picado. A partir daí, comecei a me interessar cada vez mais pela Louis Vuitton, pesquisar, acompanhar os desfiles e conhecer a história da marca. Com a chegada da internet e mais acesso à informação, fui entendendo aquele universo e, claro, descobri também que era caro.

Por isso, comprar a minha primeira bolsa foi tão simbólico. Foi em 2014, em Lisboa, justamente no dia do meu aniversário. Eu tinha juntado o dinheiro da minha mesada para conseguir comprar e foi um momento muito especial para mim. Hoje, poder trabalhar e realizar eventos para a Louis Vuitton significa muito. É a realização daquele sonho do menino de cinco anos que se encantou por um monograma sem sequer saber o que ele representava.

E sobre o uso de logos: eu amo! Sou maximalista, gosto de logo, gosto de monograma e não tenho problema nenhum em misturar. Tem dia que eu saio monogramado da cabeça aos pés. Minha mãe até brinca: “Lá vai o outdoor da Louis Vuitton.” Mas eu uso porque gosto, não para mostrar nada para ninguém. É algo que tem a ver comigo, com a minha personalidade e com a minha história. Quem me conhece sabe que esse amor pela Louis Vuitton vem desde a infância, antes mesmo de eu saber o que era luxo. Então, hoje eu me sinto muito realizado por poder usar as bolsas, as roupas e os sapatos da marca e, principalmente, por ter transformado uma paixão de criança em parte também da minha trajetória profissional. Sou um Louis Vuitton lovers desde criança.

Boletim Brio: Hoje se fala muito em “novo luxo”. O que esse conceito significa para você? O luxo agora está menos relacionado ao preço e mais ligado a tempo, privacidade, experiências, bem-estar, personalização e liberdade?

Johnnys Love: Para mim, o novo luxo está muito ligado às experiências e ao tempo de qualidade, tanto o tempo que a pessoa tem para si mesma quanto aquele que compartilha com a família. E também está cada vez mais conectado aos gostos pessoais e ao estilo de vida de cada um. Uma coisa que eu tenho observado muito é como o luxo está entrando no universo dos esportes.

A Fórmula 1, o tênis, a ioga… A Celine, por exemplo, já criou uma coleção inteira voltada para a prática de ioga. A Louis Vuitton está presente na Fórmula 1, e a Gucci entrou no universo do tênis, que tem uma estética até mais minimalista, mas conseguiu encontrar a sua linguagem ali e levar seus códigos e monogramas para os acessórios.

Isso mostra como as grandes marcas estão acompanhando essa transformação e entendendo que o luxo hoje faz parte de diferentes momentos da vida das pessoas. E não é só no esporte. As marcas estão cada vez mais presentes em cafés, hotéis, restaurantes, beach clubs e outros espaços de lifestyle. Hoje, muitas vezes, a pessoa viaja não necessariamente para comprar um produto de luxo, mas para viver o universo daquela marca.

Ela quer conhecer aquele café, se hospedar naquele hotel, passar um dia naquele beach club, experimentar aquela gastronomia e criar uma memória.Também vejo um investimento cada vez maior em experiências para os clientes mais assíduos das marcas. São shows exclusivos, hospedagens especiais, experiências de compra completamente diferentes e até viagens e ativações em lugares inesperados ou exóticos, pensadas para realmente surpreender.

Acho que esse é um dos grandes movimentos do novo luxo: as marcas deixaram de ocupar apenas o nosso closet e passaram a ocupar também o nosso tempo e as nossas experiências. Não basta mais simplesmente entregar um produto. Elas querem proporcionar algo que fique na memória. No fim, o luxo continua estando no produto, claro, mas está cada vez mais naquilo que você vive, no tempo que você dedica a si mesmo e nas experiências que ficam na memória.

Boletim Brio: Ainda existe preconceito contra os chamados “novos ricos”? De onde vem essa ideia de que algumas pessoas teriam mais legitimidade para consumir luxo do que outras e o que você pensa sobre isso?

Johnnys Love: Amo o novo rico! Amo o novo rico! AMO, AMO, AMO! Quem tem esse preconceito, que fique com ele e longe de mim. Eu, inclusive, me identifico super. Passei a ter acesso às grandes marcas com mais frequência há relativamente pouco tempo e não vejo problema nenhum nisso. Muito pelo contrário. AMOOOOO!!!!

Boletim Brio: Quais principais diferenças dos “velhos ricos” e dos “novos ricos” do Piauí?

Johnnys Love: Eu acho que a principal diferença está no tempo de acesso ao luxo. O chamado “velho rico” convive com esse universo há muito mais tempo e, ao longo da vida, já comprou muita coisa. Então, hoje, talvez faça compras mais pontuais, porque já construiu seu acervo, já conhece as marcas e sabe exatamente aquilo que quer.

O “novo rico”, por estar tendo acesso a esse universo agora, muitas vezes vive aquela fase da descoberta. Quer conhecer, experimentar e acaba comprando em maior quantidade. E eu não vejo problema nenhum nisso. Faz parte da experiência e da novidade de poder consumir aquilo que talvez tenha desejado durante muito tempo. No fim das contas, acho que cada um ostenta o que quer: uns ostentam sobrenome, outros ostentam marcas e grifes. E está tudo certo.

Boletim Brio: Quais são hoje os principais códigos da riqueza silenciosa? Para onde o mercado de luxo caminha?

Johnnys Love: Eu acho que os códigos da riqueza silenciosa estão naquela pessoa que é confortável, mas elegante. E não estou falando só de roupa. Está na postura, na maneira de se comunicar, na sutileza, na educação e, principalmente, na forma como ela trata as pessoas. Não importa se está falando com alguém rico ou não: ela trata todo mundo da mesma maneira.

Johnnys e Silvia Braz, influenciadora referência no mercado de luxo nacional

Também vejo muito essa riqueza silenciosa ligada ao repertório. São pessoas que se interessam por arte, história, cultura, arquitetura, design e gastronomia e que estão dispostas a pagar caro para viver experiências relacionadas a esses universos. Acho que o mercado de luxo está caminhando cada vez mais para esse universo de experiências muito específicas, que talvez não interessem a todo mundo e às quais poucas pessoas têm acesso.

Para mim, a riqueza silenciosa está muito nisso: não necessariamente em mostrar o quanto você pode pagar, mas no repertório que você construiu para saber o que quer viver.

Wellness: terapia alimentar é opção para emagrecimento saudável e sem “canetinhas”

As formas de buscar o emagrecimento estão se ampliando no Piauí. Se há demanda, há mercado. De um lado, as chamadas canetas emagrecedoras, como o Mounjaro, passaram a ocupar espaço no debate público e na rotina de muitas pessoas. De outro, cresce a busca por saúde, qualidade de vida e bem-estar, movimento associado ao chamado mundo wellness. Nesse cenário, novas abordagens começam a ganhar força, entre elas a terapia alimentar, que propõe olhar para o comportamento e para as emoções envolvidos na relação com a comida.

“Costumo comparar a terapia alimentar como uma carruagem, que vai transportar uma pessoa de um lugar para o outro (baseada em alcance de metas). O foco do tratamento não está no peso perdido e sim no comportamento e pensamentos que precisam ser trabalhados, identificando principalmente os desafios que trouxeram esse ganho de peso e tirando o foco somente da prescrição”, explicou a nutricionista e terapeuta alimentar, Rayanne Leal, ao Boletim Brio.

O foco do tratamento não está no peso perdido e sim no comportamento e pensamentos que precisam ser trabalhados, identificando principalmente os desafios que trouxeram esse ganho de peso e tirando o foco somente da prescrição. Muitas pessoas sabem o que deveriam comer, conhecem as orientações mais comuns e, ainda assim, não conseguem manter as mudanças por muito tempo.

“Exemplo: ‘Eu sei que preciso comer melhor. Sei o que fazer. Mas quando chega determinado momento, eu simplesmente não consigo.’Aqui, aumentar a quantidade de informação nutricional provavelmente não resolve o problema. Nesses casos a alimentação muda conforme o estado emocional, frases como: ‘Quando estou ansiosa, procuro doce.’, ‘Quando estou triste, não tenho vontade de comer.’, ‘Quando estou estressada, belisco o dia inteiro.’ Esses são alguns exemplos que podem indicar que vale investigar contexto, emoções, rotina e privação, e não simplesmente focar somente na dieta”, explica Rayanne.

Emagreci com Mounjaro, mas como manter o peso perdido?

No consultório, Rayanne relata receber principalmente pessoas que já tentaram diferentes estratégias para emagrecer e continuam enfrentando dificuldades. “As maiores queixas são: eu como por ansiedade, por estresse, por cansaço, tédio…”, conta. Os relatos vão desde a compulsão alimentar até a dificuldade de controlar o consumo de doces. “Tem queixas que vão desde ‘tenho compulsão alimentar’, que é considerada uma doença psíquica, a queixas como ‘tenho descontrole com os doces’”, afirma.

A popularização das chamadas canetas emagrecedoras também trouxe dúvidas sobre os resultados e a manutenção do peso após o fim do tratamento. Rayanne explica que a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, foi desenvolvida para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e tem potencial também no manejo da obesidade.

“O Mounjaro em si não causa efeito rebote. Essa é uma confusão causada por quem acha que é só tomar um remédio ou fazer uma dieta por dois meses que vai emagrecer e manter o peso perdido”, afirma. Segundo a nutricionista, muitas pessoas depositam na medicação a expectativa de resolver sozinha um problema que também envolve hábitos e estilo de vida. “Geralmente essas pessoas não mudam o estilo de vida e acreditam que a medicação resolve todo o problema”, avalia.

A retomada do peso, explica Rayanne, pode estar relacionada ao próprio processo de emagrecimento. “Estudos mostram que o processo de perda de peso pode dificultar a manutenção do peso perdido por conta da redução do gasto energético e aumento do apetite derivado do próprio emagrecimento em si, e isso é fisiológico, não tem relação com a medicação”, diz. Por isso, a mudança no estilo de vida continua sendo a base do cuidado. “A mudança de estilo de vida continua sendo a primeira linha no tratamento de base. Mesmo assim, a manutenção da perda de peso é difícil. Por isso, o tratamento com a medicação é utilizado como segunda base”, explica.

“A paciente passou três dias de cama”

O crescimento do mercado clandestino de medicamentos para emagrecimento é outro motivo de preocupação. Rayanne relata ter atendido pessoas que utilizaram esses produtos de forma incorreta, sem acompanhamento e sem uma necessidade clínica clara, em busca de resultados rápidos.

“Tem muitos casos que são alarmantes. Pessoas que nem precisam da medicação utilizando de maneira incorreta e sem acompanhamento pensando somente em resultados de curto prazo. Já atendi casos onde a paciente não tinha tanta gordura para perder, usou sem acompanhamento e sofreu com muitos efeitos colaterais ficando até mais de três dias de cama. Os riscos do uso de medicação sem procedência são de infecções pela falta de higiene na produção. Preparo caseiro ou clandestino tem risco de maior contaminação por fungos e bactérias. Riscos por dosagem incorreta sem o controle de qualidade laboratorial ou produto que não tem o princípio ativo verdadeiro”, esclareceu a nutricionista.

“Minha principal dica seria: pare de tentar controlar a alimentação minuciosamente e comece a entender a sua relação com ela. Uma alimentação sustentável não é aquela que você consegue seguir perfeitamente é aquela que consegue fazer sentido dentro da sua vida real. E, principalmente, eu diria: não transforme a alimentação em mais uma fonte de sofrimento”, finalizou Rayanne Leal.

Curadoria de viagens por Wilson Gondim

“Foi um choque com a nossa própria história, aquela que muitas vezes preferimos não encarar.” Nem toda viagem começa em um país distante. Às vezes, ela acontece dentro do próprio Brasil e nos leva a territórios da memória que exigem atenção, sensibilidade e disposição para compreender o passado. Viajar é também confrontar histórias difíceis, reconhecer marcas culturais e sociais que permanecem no presente e descobrir que novos olhares podem nascer justamente quando nos dispomos a escutar e a aprender.

É essa dimensão das viagens (cultural, histórica e humana) que o Boletim Brio quer explorar. A coluna se interessa pelos destinos, mas também pelo que eles provocam: as perguntas que despertam, as convicções que transformam e as conversas que ampliam nosso entendimento sobre o mundo e sobre nós mesmos. Conhecer outras paisagens e outras experiências nos ajuda a enxergar além dos hábitos cotidianos e a perceber a diversidade de histórias que formam uma sociedade. O convidado da vez é o advogado e conselheiro da OAB Piauí, Wilson Gondim.

Boletim Brio: Se pudesse voltar a apenas um lugar, qual seria?

Wilson Gondim: Voltaria à Disney, e explico por quê. Estive lá pela primeira vez em 2015, aos 35 anos. Quando criança, meus pais não tinham condições de custear uma viagem assim, e confesso que me senti exatamente como o menino que eu fui: alguém que apenas demorou um pouco mais para chegar. Minha esposa estava comigo, e foi ali que sonhamos em um dia levar nossos filhos. Em 2025, esse sonho se realizou. Voltamos com a nossa filha, e vê-la vestida de Cinderela, encantada com as princesas, foi uma das maiores emoções da minha vida. Aquele lugar me ensinou que alguns sonhos não têm prazo de validade. Eles apenas esperam o momento certo.

Boletim Brio: Um país cuja organização institucional o fez refletir sobre o Brasil.

Wilson Gondim: A Inglaterra. Em Londres, visitei a Suprema Corte e perguntei a um funcionário se seria possível ver algum dos juízes. Ele sorriu e apontou: um deles tinha acabado de passar por mim, sozinho, sem comitiva e sem qualquer aparato. Aquilo me marcou profundamente. Lá, o magistrado é um servidor público discreto, e não uma celebridade. Como advogado, voltei refletindo sobre o nosso sistema de justiça, sobre a exposição excessiva de seus integrantes e sobre como a sobriedade também é uma forma de fortalecer a confiança nas instituições.

Boletim Brio: O choque cultural mais forte.

Wilson Gondim: Curiosamente, não foi no exterior. Foi nas cidades históricas de Minas Gerais. Nunca vou esquecer as palavras do guia ao descrever o cotidiano da escravidão, nem os instrumentos de tortura que vi de perto: seres humanos tratados de forma pior do que animais. Saí emocionalmente abalado. Foi um choque com a nossa própria história, aquela que muitas vezes preferimos não encarar. Essa viagem me fez refletir sobre o quanto sou afortunado pela vida que Deus me permitiu ter, e sobre a dívida histórica que o Brasil ainda carrega.

Boletim Brio: Uma cidade que é uma verdadeira aula de História.

Wilson Gondim: Florença. Em um único lugar, a Basílica de Santa Croce, estão os túmulos de Michelangelo, Galileu Galilei e Maquiavel. No de Maquiavel há a inscrição “Tanto nomini nullum par elogium”, que significa “para tão grande nome, nenhum elogio é suficiente”. Caminhar por Florença é atravessar o Renascimento a céu aberto: arte, ciência e pensamento político lado a lado. E, como bônus, uma gastronomia extraordinária e muito atenciosa com quem tem restrição alimentar, algo que encantou a mim e à minha esposa.

Boletim Brio: Top 5 lugares no mundo

Wilson Gondim:

1. Florença (Itália): o Renascimento vivo, onde arte, ciência e política se encontram.

2. Paris (França): onde passei minha lua de mel, em 2010. No Louvre, ver a Mona Lisa e o Código de Hamurabi, com a Lei de Talião (“olho por olho, dente por dente”), foi enxergar diante de mim o que eu só conhecia pelos livros.

3. Londres (Inglaterra): uma aula sobre instituições sólidas e sobriedade no exercício do poder.

4. Serra da Capivara (Piauí): como bom piauiense bairrista, não poderia deixar de fora. Os sítios arqueológicos de São Raimundo Nonato impressionaram a mim, à minha esposa e à nossa filha. É um patrimônio da humanidade no nosso quintal.

5. Disney (Orlando, EUA): o lugar onde realizei um sonho de infância e, dez anos depois, vi minha filha realizar o dela.

Shelda Magalhães

É coordenadora-geral da Agência Brio Comunicação. Foi coordenadora de Comunicação da OAB-PI (2022-2024). Foi âncora da TV Antena 10/ Record TV e da TV Band Piauí. Foi repórter da TV Antena 10. Atuou como repórter do Portal OitoMeia. É jornalista pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É certificada em Marketing Digital, Branding Pessoal e de Marca.
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