Boletim 10/03/26

Foi na casa do senador petista e ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, no domingo, 08, que o acordo de paz foi selado com o governador Rafael Fonteles (PT). Olho no olho e sem testemunhas (exceto uma abelhinha da colunista, que voa invisível, como um drone, pelos círculos mais restritos do poder). Os termos estão em sigilo e serão anunciados, oficialmente (só a parte que pode vir à público, claro) na sexta-feira, 13 (dia peculiar, né?). A turma do diretório do PT já foi avisada para organizar o encontro, mas até eles estão atrás de saber detalhes.
“RF deu sinais (de paz), inclusive foi o último que saiu do aniversário reservado do Wellington, sem ser aquele do Mimbó (quilombo na cidade de Amarante, no final de semana, que reuniu gregos e troianos). Domingo, RF foi pra casa dele e tudo, conversa só os dois, porque quando tem deputado vaza ligeiro. Realmente não houve uma resolução na hora, foi aquilo de: ‘somos amigos e vamo se entender’, isso ficou certo pros dois”, pontuou um interlocutor por dentro das conversas mais reservadas dos tomadores de decisão.
Certo, são amigos e não vai ter rompimento… fora isso, ninguém vai ganhar nada, vai ficar todo mundo abraçado e fazendo o L, que mal pergunte? O leitor nasceu ontem, por acaso? “Na sexta eles devem se encontrar e anunciar um entendimento. Isso é fato. Combinaram de se entender em termos de chapa e adiar pra 2030 algumas decisões…”. Ah bom, agora a colunista começou a entender a brincadeira. O nome do jogo é: gestão de tempo. Tic, tac, tic, tac…
Duas últimas colunas sobre o tema, a quem interessar possa, a título de contexto: 1) Por não ter nada a perder, Wellington Dias ensaia rompimento com Rafael Fonteles. Os bastidores da inédita crise que tem assustado a base governista e 2) O que os Rafaboys pensam da turma de Wellington Dias e o que os dinossauros do PT acham dos meninos de Rafael: a versão sem filtro.
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Mil e um motivos para se chatear, mas nenhum motivo para romper de vez
Insatisfeita com tão pouco, a colunista, que é acostumada a sair para caçar mamutes, seguiu na jornada. E achou essa caça, que divide agora com o leitor: “Houve mais de uma conversa entre eles, e se entenderam de caminhar juntos nessa campanha. Foi medido um risco grande rompimento pros dois e pro grupo”, explicou um petista experiente, acrescentando: “Não é rompimento de duas pessoas, seria um grupo. WDias ponderou que não é uma briga que valha a pena implodir o projeto que ele fundou”.
Certamente, para Rafael (que mediu também ganhar com ou sem Wellington Dias) a briga não interessa e, ao fim e ao cabo, poderia prejudicar a votação esperada para a reeleição de Lula no Piauí. Mesmo com eleitorado diminuto (2,6 milhões de votantes), o Piauí faz a diferença pela proporção de votos lulistas (coisa de 80%) num cenário nacional que promete ser mais do que acirrado.

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O que vai ser anunciado: nada com coisa nenhuma (ou a “união)
Nada e ao mesmo tempo tudo. Calma, vamos por partes. Como assim “nada”? Vai ser anunciado que o grupo de situação está em paz e que Wellington indica o suplente do deputado federal Júlio César na chapa ao Senado? Ora, isso Wellington já tinha… Na verdade, o anúncio é de que não haverá rompimento, ponto. E isso será dito de modo disfarçado, com menções à “união”, “consenso”, “time” e sinônimos.
Wellington Dias ganha o elemento que ele mais sabe utilizar: tempo. Foi visto pela classe política, mediu e mostrou força e se compromete, em contrapartida, com a eleição de 2026. Ganha o compromisso, de bastidores, de não se amarrar agora com nenhuma chapa para 2030 (leia-se, o ex-secretário estadual de Educação, Washington Bandeira, automaticamente como futuro candidato a governador). Rafael, por sua vez, ganha paz e a chapa do formato que costurou. Com tantas questões fiscais e de gestão para tocar, não precisará ficar desgastando-se com os tais “fuxicos” que enchem o saco de qualquer um, convenhamos!
“Vejo que WDias vai adiar um tempo e até concordar agora, mas depois está em aberto”, destacou um entendido, que não quis dar mais detalhes e antes de soltar a frase, questionou à colunista: “O que você sabe sobre esse assunto?”. A colunista falou, tentando passar no confuso teste. A fonte respondeu: “Você está bem informada. Então vou te contar mais algumas coisas…”. Jornalista sofre!

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O que não vai ser anunciado: mais força dos federais e espaço na gestão
O que não vai ser anunciado é que o Governo deve ter (se o combinado for cumprido), agora ou mais para frente, uma redistribuição de espaço, contemplando a classe política, especialmente os deputados federais, mas não só eles, dentro da gestão estadual. Um adendo: um deputado federal disse à colunista, há duas semanas: “Sabe quantos cargos eu tenho no Governo? Cinco! CINCO!”. Enfim, cada um com seus problemas…
“RF vai ter que contemplar a base melhor, não deixar o governo apenas na mão dele e dos Rafaboys (grupo restrito de aliados mais próximos), fazer com que o grupo político, de mandato, participe mais. Federal, por exemplo, não tem nenhum como secretário. O acordo é que o grupo político participe mais do Governo. Qual vai ser o lugar, como e onde não sei. Mas terá mais força dos federais, que estavam muito insatisfeitos”, completou um petista ao boletim, em reserva.

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Pra mim, não quero nada não. Ajude eles
Aos que especulavam que Wellington Dias buscaria uma compensação imediata, o experiente Índio não topou sair na história como participante de um toma-lá-dá-cá. “WDias não está brigando por uma coisa dele, é contra um formato de trabalho. Ele foi eleito lutando contra uma antiga oligarquia, que tinha poucos comandando. Pede união e participação do grupo pra não ser um governo de Rafaboys”, apontou um petista que conversou com o ministro esses dias em Brasília.
Beleza, mas além de ajudar o próximo, Wellington não leva nada? “Pelo que entendo, o grupo dele (WDias) terá mais força dentro do Governo e o próximo governo não seria de Rafaboys apenas. Mas ele (WD) tem sim interesses políticos e eleitorais para o futuro. O embate foi adiado para o grupo ficar unido em 2026. Não vejo o Wellington baixando a guarda, acho que vai ficar pressionando até 2030”, apostou.

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Deixa eu testar um negócio aqui
Ao que consta, apesar de não terem sido divulgadas por nenhum lado do imbróglio, foram feitas realmente pesquisas com cenário de disputa entre Wellington Dias e Rafael Fonteles. Coisa de segundo turno acirrado, com projeções de A mudando de partido, de B sendo apoiado ou não pelo presidente Lula e etc e tal. A turma do “deixa disso” achou melhor não brincar com fogo…
O general prussiano Clausewitz, pai da estratégia militar, tem um conceito crucial, estudado nas escolas de guerra do mundo todo até hoje: fricção. Friccção é tudo aquilo que torna a realidade diferente do plano: o acaso, a fadiga, a informação incompleta, a resistência passiva dos sistemas, o erro humano, os vazamentos, as crises de comunicação, as divisões internas. Antes de fazer planos, há de se contar com o fator “fricção”, leitor!
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Acaba pelo amor de Deus
Um leitor, astuto e atento, está aliviado com o prognóstico de que a novela acima terá, enfim, um fim (perdão a redundância). Ele disse que não aguentava mais o assunto monotemático e agora poderá voltar, em paz, a coisas mais importantes, como acompanhar o Big Brother Brasil (pois é, leitor) e saber para quem Daniel Vorcaro dava “bom dia”…
“E tem conversa pra todo gosto. Tem gente que diz que o WD quer ser eterno e tem gente que diz que o Rafael quer imperar. WD já foi demais. Rafael é ingrato. Moço, Joel (Rodrigues) já virou vice duas vezes do WD, mataram o Júlio César e o Chico Lucas já ocupou todos os cargos possíveis na chapa!”. Já deu, né? Escolheram qual o próximo fuxico da vez?

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A diferença de guerra absoluta para guerra real (no caso do Piauí)
Por fim, a ameaça de rompimento entre Rafael Fonteles e Wellington Dias é aquilo que Clausewitz (no livro “Da Guerra”, publicado postumamente em 1832) chama de “guerra absoluta”, ou seja, o conflito levado à sua forma pura: violência total, sem fricção, sem limites, onde cada lado mobiliza tudo o que tem até a destruição completa do adversário. Traduzindo: destruição de reputações, ruptura pública, rachas irreversíveis. É a guerra que ignora que, ao fim, ambos os lados ainda precisarão habitar a mesma sigla ou ao menos o mesmo campo político. Na prática, poucos conflitos internos chegam a esse extremo porque os custos são simétricos: quem destrói o adversário frequentemente destrói o partido junto.
Já a guerra real é o conflito como ele de fato acontece, mediado por fricção, por incerteza, por interesses cruzados, por negociações paralelas e por aquilo que Clausewitz chamava de “política por outros meios”. São os movimentos de aproximação e isolamento calculados, que sinalizam força sem declarar guerra aberta. A guerra real é sempre incompleta, sempre negociada, porque o objetivo não é aniquilar o inimigo mas dobrar sua vontade: fazê-lo recuar, cooptar ou se submeter. Ao seu modo, Rafael e Wellington conseguiram acumular posições, constrangendo escolhas, até que o adversário ceda sem que uma batalha decisiva precise ser travada. Até 2030!

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Caroço no angu da CPMI (e do Master)
Sobre as mensagens pessoais no Whatsapp entre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, investigado pela PF por um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias, e a modelo Martha Graeff, sua então noiva, um advogado que atua na área de negócios, faz um lembrete ao boletim: “A vida íntima e a privacidade é um direito constitucional. Ninguém mais tem vida íntima? A vida de todo mundo tem que ficar exposta?”, frisou, lembrando o caso do então todo poderoso Antônio Palocci, ministro da Fazenda do Governo Lula I. 1
Para o jurista, o vazamento das conversas pessoais do casal, advindo da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS no Congresso Nacional, pode prejudicar o andamento da investigação tanto das (supostas) presepadas do Banco Master como da (investigada) roubalheira no INSS: “Então a CPMI não é um lugar sério? Tem que achar quem vazou. Vejo que a decisão do ministro (do STF) André Mendonça é espetacular, ratificando que os processos são sigilosos pra quem deve manter o sigilo. Claro, o jornalista não é sujeito de investigação e pode publicar, mas só aquilo que tenha relevância pública”. De fato…

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Tem como tentar ser low profile rapidão?
Tudo bem que o senador Ciro Nogueira (PP) é rico de nascença e tem amigos riquíssimos, mas será que o homem não consegue se aquietar nem durante a campanha de reeleição e fazer o sacrifício de dar um tempo nos jatinhos no rumo da Europa? No caso em questão, flagrado pela revista Piauí, com o empresário piauiense do ramo de bets, Fernandinho OIG, durante o Carnaval na Polinésia Francesa. Fernandin OIG é investigado na CPI das apostas esportivas, que Ciro integrou como suplente.
“Ah, mas todo mundo tem direito de viver! Isso é inveja!”, pode retrucar o leitor. Sim, e a colunista está dizendo o contrário? O problema é o contexto, o cenário e os personagens, que começam a gerar vinculações tóxicas para o senador quando se analisa o conjunto da obra. Já não basta Ciro estar sendo supostamente citado (via vazamentos), em conversas de Daniel Vorcaro, do Master, como um “dos meus grandes amigos da vida” do homem-bomba de Brasília?

Outra coisa, só para não passar batido: o site nacional Metrópoles (leia aqui) também confirmou o que o boletim deu mês passado (leia aqui a coluna): que Ciro e o governador Rafael Fonteles se encontraram na Suíça e bateram um papo reservado. O leitor do boletim, humildemente, soube antes por aqui…
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Se conselho fosse bom
A forma como você é tratado sempre vai refletir aquilo que você aceita. Tenha padrões altos o suficiente para servirem como filtros e repelentes. A maioria das pessoas é educada a ceder, ser flexível e compreensível. Fazem de tudo, inclusive baixar as expectativas, para evitar um conflito. Sabe o que acontece? Você é interrompido, passam dos limites, pegam mais do que dão. Tudo aquilo que é tolerado, se expande. Começam a achar que seu tempo é ilimitado e sua paciência, sem fim. Pare de ensinar aos outros que suas necessidades vêm por último.
Limites criam clareza e clareza impõe respeito. Respeito nunca virá de ser eternamente flexível. Não se importe se os outros ficarão desconfortáveis com suas decisões e posturas. O problema é deles. Diga não com mais frequência, seja extremamente seletivo com seu tempo e sua energia e aproveite o atrito. Tenha clareza sobre o que é aceitável e o que não é. Você não está competindo com o mundo todo. O círculo de vencedores foi, é e sempre será pequeno.
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Cifrada do RJ, o Outsider
Nas terras fervilhantes do Reino do Potty, governava o experiente Sir Mind, que num belo dia anunciou que o tributo das casas e telhados (cobrado dos moradores para sustentar as muralhas) subiria mais do que o esperado. O povo murmurou, revoltado, nas tavernas e mercados. Foi então Ray Jay (RJ), cavaleiro das letras jurídicas e representante da Ordem dos Astros Belicosos (OAB), juntou os escribas e ameaçou com o pergaminho jurídico: “Este tributo precisa de melhor fundamento!”. Ihhh…
Sir Mind, que nunca foi besta, observou o clima do reino e decidiu recuar alguns passos no aumento do tributo. Nas tavernas da lei, e fora delas, muitos começaram a comentar o papel da Ordem dos Astros Belicosos. RJ, animado pelo feito, decidiu começar a cavalgar mais frequentemente pelas ruas da cidade. Vai que… Um observador então retrucou: “Ora, ora, terá planos para o próximo Torneio Quadrienal? Governar um reino exige enfrentar muitos outros dragões, RJ!”.
RJ ouviu o comentário e sorriu. “Recebo com naturalidade vossa preocupação, nobre cavaleiro, mas não é o momento…”. E assim, enquanto as muralhas voltavam ao silêncio e os pergaminhos eram guardados, ficou no ar uma pergunta sussurrada entre cronistas, mercadores e escudeiros: o defensor das leis faz apenas o seu papel, ou surgiu um novo cavaleiro disposto, no tempo certo, a disputar o comando do castelo?
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Foto do dia
A quem interessar possa, os episódios recentes do IPTU, da avenida Rui Barbosa, zona Norte da capital, e do colégio Adventista, fornecem uma lição 0800: a forma da sociedade se relacionar com o poder público mudou completamente desde a última passagem do prefeito Sílvio Mendes pela Prefeitura de Teresina (2005 a 2010). O advento das redes sociais proporcionou o compartilhamento das ações do gestor, mas traz de volta todo o sentimento da população em relação a essas ações. Vai, mas volta!
No caso do IPTU, sobrou para o prefeito atual implantar um aumento altíssimo proposto e sancionado pela gestão anterior. Sílvio demonstrou embarcar na tese de que a população entenderia que não foi ele quem concedeu o reajuste (o que é verdade), que atingiria majoritariamente a classe alta (o que não é verdade, chegando sim na já sacrificada classe média) e que seria uma correção de uma defasagem de 23 anos (o que também é verdade – mas atinge diretamente as gestões anteriores do próprio Sílvio e do seu grupo tucano).

Pergunta inocente (favor não matar a mensageira, por obséquio): o ideal não seria chamar o teresinense para discutir as formas de cobrança desse aumento, buscando alternativas que minimizassem o elevado impacto no bolso do povo, com aumentos que, em alguns casos superavam a 1000 %? Pelo sim, pelo não, a sociedade foi pega de surpresa e não aceitou, deixando claro: foi o prefeito anterior que deu o aumento, mas o atual poderia, sim. ter negociado um escalonamento.
No final, Sílvio voltou atrás (situação quase inédita em se tratando de Mendes, conhecido pelos aliados como “turrão” – palavras deles). Lembrando ao leitor que esse é um ano eleitoral em que aliados de primeira hora de 2024 vão querer cobrar reciprocidade. Sobre a escola Adventista… vão demolir? Se não, quais as soluções negociadas? A escola “adota” e faz melhorias no estacionamento da Ponte Estaiada? Paga multa? Faz doações às escolas municipais?
Como já disse o nobre Siddhartha Gautama (o Buda), é preciso evitar os extremos e encontrar o Caminho do Meio (a arte de viver com equilíbrio entre desejo e renúncia para alcançar a libertação do sofrimento). Ah se fosse fácil, Buda…
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A frase para pensar
“Eis que vos dei o poder de pisar serpentes… e nada poderá causar-vos dano”, Lucas, X:19.
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Música da semana
Se existe uma tal coluna dessa chatinha da Sávia Barreto é porque antes disso, um homem baixinho, belicoso e com um humor peculiar, criou uma menina em meio às letras de uma gráfica que rodava cartilhas e peças de campanha. Levava-a à banca de jornal do bairro São Cristóvão, religiosamente (ele, que não é religioso) aos domingos, para comprar todos os jornais e revistas, cults e trashs, permitindo-a conhecer de tudo e, dessa geleia geral, formar suas próprias convicções.
Na época do vestibular, a menina disse ao homem que iria cursar Artes. Ele respondeu: ‘Tudo bem’. Ela disse que faria Física. Ele, impassível, falou: ‘Ótimo’. Destilou cursos prováveis e improváveis: Direito, Moda, etc. Ele falou então: “Você tem que fazer o que você quiser”. E ela fez. E continua fazendo, pois aprendeu com o mestre que o bambu enverga, mas não quebra.
Em homenagem a esse homem, um dos seus artistas favoritos, o grande sambista Martinho da Vila, em “Filosofia de Vida”:
“Meu destino eu moldei
Qualquer um pode moldar
Deixo o mundo me rumar
Dor passada não me dói
Para onde eu quero ir
E nem curto nostalgia
Eu só quero o que preciso
Pra viver meu dia a dia”
- Para quem estava em Nárnia, o “caso do caseiro”, de 2006, envolveu a quebra ilegal do sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, caseiro que afirmou ter visto Palocci em uma mansão de lobby em Brasília. Após o depoimento, dados bancários de Francenildo foram vazados para a imprensa para desacreditá-lo, resultando na queda de Palocci. Francenildo recebeu sim dinheiro da conta, mas legitimamente do pai, que não o tinha assumido antes. ↩︎





