Boletim 05/05/25

Quem são os 10 prefeitos e 10 deputados estaduais mais fortes nas redes sociais no Piauí

O jornalismo político é seguido principalmente por viciados políticos, que costumam ter opiniões sólidas e inamovíveis, mesmo contra os dados da realidade. Será que há algum tipo de recompensa quando você está tomando uma ação conscientemente impopular (contrariar os apaixonados e divulgar um ranking, baseado em ciência, dos políticos mais ou menos populares virtualmente do Piauí)? Vamos testar?

Um colaborador da coluna, que prefere ficar anônimo (não é o hacker de Araraquara, aliás e nem o Edward Snowden, infelizmente), cederá, semanalmente, o acesso à plataforma que compila toda a base de dados públicos dos políticos piauienses nas redes sociais (Instagram, Tik Tok e Facebook, sem levar em conta os stories). Vamos chamá-lo de Assange Neto.

Essa semana, falemos dos prefeitos e deputados estaduais. A próxima é surpresa.

Ranking do Boletim Brio dos deputados estaduais com mais visualizações no Piauí nos últimos 30 dias

Ranking do Boletim Brio dos prefeitos com mais visualizações no Piauí nos últimos 30 dias

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Por favor, não virem palhaços

A capacidade de atenção do público é limitada. A fadiga do eleitor é real. O objetivo do boletim não é incentivar que os políticos virem palhaços-dançarinos-cantores-acrobatas para ganhar likes. A proposta é apenas medir quem tem base ativa não apenas nos colégios eleitorais, mas também no digital. Quem não apareceu dessa vez não precisa enxergar isso como uma ameaça existencial. Quem sabe nos mês que vem? 

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Georgiano e Jôve lideram

Por aqui, o boletim segue trabalhando para ser justo, informativo e honesto. Os dados cobrem visualizações dentro do período de 30 dias. O deputado estadual Georgiano Neto (PSD), por exemplo, trabalha para ter 200 mil votos ou mais na eleição de deputado federal. Não é de surpreender que engaje nas redes sociais acima da média também.

Já a prefeita Jôve Oliveira, de Piripiri, deu um selinho na boca do cantor Felipe Amorim em cima do palco, o que levou os piripirienses à loucura. 

As percepções sobre a marca de um político podem ser modificadas, mas isso requer esforços cumulativos que se somam ao longo dos anos, não nas escalas de tempo que os apoiadores e agentes políticos sonham (para ontem). Estrutura, carisma e ousadia ainda funcionam em qualquer lugar.

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Vai ser ele

A colunista não aposta nada, mas a turma que arrisca alto acredita que todos os ventos de Brasília levam à indicação pelo presidente Lula, nos próximos dias, do piauiense Carlos Brandão – candidato apoiado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques – para ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A lista passou meses emperrada porque a pressão do outro lado favorecia duas mulheres, Marisa Ferreira e Daniele Maranhão. A resolução desse nó afeta toda uma cadeia de expectativas e projeções no mundo jurídico do Piauí.

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 Quem sabe no TRF1…

Se o leitor perguntar à Inteligência Artificial do Google, ela responderá que “atualmente, não há vagas abertas para desembargador federal no TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região)”. Beleza. Mas, supondo que abra uma vaga, sei lá, alguém tenha a repentina ideia de se aposentar… uma advogada piauiense com DNA forte no jurídico pode ocupar a vaga? 

Nesse caso, a disputada vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ) poderia ser superada com uma compensação à altura? Ou uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa completamente diferente? É uma possibilidade hoje remota, mas na teoria dos jogos, mesmo situações implícitas de baixa probabilidade, afetam o equilíbrio.

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Omo

Na última coluna, o boletim abordou a movimentação para a troca de comando do Flamengo do Piauí e elencou os demais times e seus padrinhos políticos no estado, Piauí, Cap e River (leia aqui). Pois bem, um político bem informado em diversas esferas, fez um adendo enigmático: “Você esqueceu de dizer que um time é importante para lavagem de roupa dos jogadores. Sujam muitas roupas, rs…”. A colunista boia no assunto futebol e prefere temas amenos, como literatura italiana feminina. Alguém entendeu?

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Para ler, ver e ouvir

Admito, não estava dando nada para esse filme, “Os Pecadores” (nos cinemas), estrelado por Michael B. Jordan e dirigido por Ryan Coogler. O cartaz parecia uma coisa meio Rambo, sabe? Claro que quebrei minha cara e venho aqui admitir, humildemente, meu erro. É importante mudar de ideia à medida que as evidências mudam.

É um grande filme. Jordan vive irmãos gêmeos que voltam à cidade natal para montar um novo negócio e resolver um passado conflituoso. No meio disso, tem vampiros (numa pegada de terror e Velho Oeste), música (blues da melhor qualidade) e uma reverência cheia de ritmo e precisão à ancestralidade negra. Não soa vazio, confuso ou banal. É arte. A sétima arte.

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Se conselho fosse bom

Resista ao vício de ficar se justificando. Quem se explica demais, na verdade está dizendo: “Não tenho confiança suficiente no que estou fazendo, por isso peço sua aprovação.” Os medíocres nunca fazem nada porque temem a desaprovação social. Os veja como um espelho ao contrário e nunca coloque sua autoestima na mão dos outros. Fuja dos desesperados por atenção, ou seja, pessoas com traumas subjacentes que os fazem querer provar a si mesmos para outros que não se importam. Não precise de nada, siga em frente com ou sem apoio. A recompensa máxima sempre vai ser essa: rir por último.

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Cifrada do Reino da Bola Dourada

Num tempo em que os estandartes coloridos tremulavam não para exércitos, mas para torcidas, erguia-se o Reino da Bola Dourada, onde o trono mais cobiçado não era o do rei, mas o da Grande Federação. E três casas poderosas lutavam por seu controle: a Casa Rubro-Negra (que vinha a ser a mais antiga, possuindo assim preferência no caso de uma intervenção), tinha o articulado genro do Rei Capa Preta; já a Casa Marrom, tentava resistir, mas precisava trocar urgentemente o atual Rei (que já estava no poder há muito tempo, por um substituto, talvez o Vice-Rei), enquanto a Casa dos Galináceos buscava um negócio decisivo para também entrar nessa. 

A turma que cogitava um tapetão por cima, recebeu um aviso das altas esferas: se tiver intervenção, a partida vai parar para todo mundo. As três Casas precisavam esperar um solstício de Verão para tentarem fazer seus comandantes. No fundo, o que todos queriam era escalar para enfim chegar no Grande Reino Confederado, onde um Supremo Capa Preta estava estabelecido e outro, em ascensão, almejava quebrar a hegemonia do colega. Apito e cartão vermelho?

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Foto do dia

Quem é o pai, ou a mãe (ou cuidador, que seja), dos 407 títulos de terras urbanas concedidos aos parnaibanos? A disputa pública entre a deputada Gracinha Mão Santa (PP) e o prefeito Francisco Emanuel (ex-Novo Francisco) é, no fundo (ou talvez no raso), uma contenda sobre quem é o legítimo líder dos parnaibanos? 

Claro, se você vive nas cercanias de Nárnia, pode se questionar por que todos não trabalham em harmonia pelo bem comum e etc. Não em Parnaíba, quem tem uma dinâmica própria, digamos assim, com um acentuado viés personalista entre seus políticos eleitos. 

Por fim, mas não menos importante, a regularização fundiária resolve a vida das pessoas. Não é pouca coisa – diferente da disputa de fevereiro sobre quem tinha feito o Carnaval da cidade, o prefeito (que mal apareceu nas fotos) ou Gracinha. Aqui é outra história.

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A frase para pensar

“Não há nada pior do que o ressentimento dos medíocres”, Jorge Luis Borges (1899-1986), escritor argentino.

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
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3 comentários

  • Paulo César

    Essa cifrada de hoje não tem o carai que decifre foi de lascar

  • Esdras Gomes

    Se estiverem levando em consideração os dados dos últimos 30 dias, posso citar pelo menos dois prefeitos que deveriam está no top 10, inclusive com prints dos últimos 30 dias. A iniciativa da coluna é interessante, mas os dados precisamos analisados com mais profundidade, pra não se tomarem fake News.

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