Muito além dos postos: luxo, influência e bastidores da maior ação contra o crime organizado no Piauí

Boletim 05/11/25

A rede de postos HD, tida como maior do Piauí (com filiais no Maranhão e Tocantins) foi oficialmente vendida ao Grupo Pima em 2023 em uma operação milionária que iniciou, naquele ano, a abertura de um inquérito da Polícia Civil do Piauí, desconfiando que operação fosse de fachada e o comando seguisse com os sócios originais.

Os postos HD eram/são de Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Souza (daí vem o nome, HD), que vivem em Teresina com um alto estilo de vida que chama a atenção e é possível de ser visto, quase passo a passo, nas redes sociais das esposas, que são jovens (e gêmeas, curiosidade) empresárias e influenciadoras digitais. 

Haran e Danillo, que eram sócios originais dos postos HD

São viagens recorrentes ao exterior e bens de luxo (vários aviões, roupas de grife e relógios milionários) que os seguidores (e a polícia) passaram a acompanhar. Os primeiros, com curiosidade e alguma inveja, os segundos, com olhar clínico para possíveis indícios sobre a origem dos recursos. No começo de tudo, a polícia buscava comprovar supostos crimes tributários e de relações de consumo, ou seja, sonegação de imposto e adulteração de combustíveis. 

Após dois anos de uma investigação de inteligência financeira complexa chefiada pelo delegado Anchieta Nery (diretor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí) sob o comando do secretário Chico Lucas, surgiu um terceiro braço que liga esse grupo empresarial à negócios em comum (que irão se provar legais ou não no decorrer do curso legal da investigação) com políticos piauienses assim como supostos operadores de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) no Piauí. 

Anchieta Nery, diretor de Inteligência de secretaria de Segurança do Piauí

______________________

A anatomia de uma megaoperação. Ou: como se investiga o invisível

Não, esse caso não é sobre faccionados em vielas do Piauí, presos pelo delegado Charles Pessoa ou Matheus Zanatta, gravados em vídeos com milhões de views nas redes sociais. É sobre invisíveis fundos paulistas e operadores sem rosto, presos em investigações federais, atuando em setores formais da economia piauiense através de mais de 70 CNPJ’s diretos e indiretos, sem lastro econômico compatível com o tamanho dos negócios.

Para um estado pobre como o Piauí, foi atípico que as movimentações chegassem a R$ 5 bilhões, sendo R$ 300 milhões apenas com empresas sediadas no Piauí.

Postos interditados sob comando da pasta chefiada pelo secretário estadual de Segurança Chico Lucas

Foi por isso que na terça-feira, 04, à tarde, a Polícia Civil deflagrou o que setores da segurança acreditam ser a maior operação contra o crime organizado no Piauí em valores, com não apenas busca e apreensão, mas também bloqueio de recursos financeiros, interdição dos postos de combustíveis e pedido de prisão dos acusados (até o momento, os pedidos não foram aceitos pelo Judiciário).

Todas as informações acima e abaixo foram obtidas pelo boletim com fontes próximas à investigação policial e judicial. Leia com atenção. Se tiver alguma dúvida, releia. Todas as respostas estão aqui de alguma forma.

Lei da Inércia (1ª Lei de Newton): “Um corpo em repouso tende a permanecer em repouso; um corpo em movimento tende a permanecer em movimento, a menos que uma força externa atue sobre ele”. Traduzindo: Nada muda até que alguém crie atrito suficiente para mudar. 

___________________

Carbono Oculto: a versão piauiense de uma história paulista

O nome da operação no Piauí é Carbono Oculto 86, em referência à megaoperação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano em São Paulo, que mira o esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis, com 350 alvos e R$ 7,6 bilhões sonegados. Lá, houve uma força-tarefa do MP-SP, MPF e Polícias Federal, Civil e Militar. Aqui, a ação teve participação direta do Ministério Público Estadual. 

Carbono Oculto de São Paulo

Dados obtidos pelo boletim apontam elementos que a polícia enxerga como provas de que o modus operandi da Carbono Oculto paulista, seria o mesmo no Piauí: denúncias de assédio e ameaça aos donos de postos que não queriam vender as filiais, e inserção do PCC no mercado do Nordeste com recursos ilícitos para alavancar a operação através da venda de combustíveis. 

Acima disso, os investigadores acharam sobreposição de sócios e vínculos financeiros com estruturas paulistas da Carbono Oculto original. Leia-se: braço financeiro do PCC.

___________________

O que supostamente liga ao PCC

Num momento em que há uma série crise de segurança pública no Brasil, operação policial controversa no Rio de Janeiro com 121 mortos, e avanço incontestável das facções no Nordeste, a investigação do Piauí correlaciona links diretos e indiretos entre a Carbono Oculto 86 e a Carbono Oculto original, de São Paulo, sendo eles, de acordo com apuração do boletim: os mesmos vetores financeiros (fundos, gestoras, fintechs), modus operandi (postos/adulteração/fraude/blindagem via fundos), mesmos atores (com estruturas de fachada) e a ligação ao PCC confirmada, nesse caso, na fase nacional.

Carbono Oculto 86: apreensão de documentos no Piauí

___________________

Suposta laranja vivia de Bolsa Família 

Não quero mergulhar muito em números, porque essa não é a minha praia. Mas um dos investigados, Denis Vilani, figura como dono dos postos da bandeira Pima. A polícia piauiense localizou duas remessas que totalizam 600 mil reais para empresas consideradas laranjas do PCC na operação Carbono Oculto paulista.

O dinheiro chegou para duas mulheres do interior de Sergipe que vivem de repasses de benefícios sociais do Governo como Bolsa Família e têm mais de 60 empresas registradas no nome de uma delas (sabemos que as duas coisas são incompatíveis pois os beneficiários do Bolsa Familia precisam comprovar ter renda de 218 reais mensais). 

A equipe de investigação listou no pedido judicial de cautelares, diversos pontos de congruência com a facção, sendo um deles, este que a coluna revela com exclusividade.

___________________

Como tudo começou

A empresa Pima Energia começou as atividades no final de 2023, ou seja, seis dias antes da assinatura dos contratos de compra e venda dos Postos HD, que mudaram de nome e bandeira desde então. O movimento levantou a suspeita policial de que a Pima foi criada especificamente para formalizar a transação comercial. 

O empresário Moisés Eduardo, que era conhecido no Piauí por ser funcionário de Haran e Danillo, passou a ser o único sócio do negócio com sede em São Paulo, mesmo residindo em Teresina. A incompatibilidade da condição social no papel e na prática fez a polícia começar a investigar.

___________________

Victor Linhares não saiu da PMT por causa da Operação

Citado na operação e alvo de buscas (aparecendo em transações financeiras de R$ 230 mil com os sócios originais e as esposas dos sócios, que são os alvos da investigação de lavagem de dinheiro no período coincidente com as alterações societárias na rede HD), o ex-secretário municipal de Relações Institucionais da Prefeitura de Teresina, Victor Linhares, não deixou o cargo, há dois dias, por conta da operação, frise-se, ao contrário do que alguns especulam equivocadamente. 

Ele abriu espaço para que o deputado federal Júlio Arcoverde, do PP, entrasse na gestão do prefeito Sílvio Mendes. Assim, o primeiro suplente, Elmano Férrer, assume o mandato em Brasília. Apesar da coincidência do “time”, um acordo político normal, nada de novo sob o Sol.

___________________

Amizades importantes

Mas Victor, que é ex-vereador de Teresina filiado ao Progressistas, já tinha deixado claro a diversos interlocutores (basta ler nessa coluna do boletim de agosto) que pretendia focar sua atuação em Brasília, onde vive há anos em ponte-aérea e relacionamentos próximos com figuras como Hugo Motta (Republicanos da Paraíba), presidente da Câmara dos Deputados e interlocutores privilegiados do Judiciário, não apenas nacional, mas local.

Poderia até mesmo assumir um cargo nacional em uma pasta federal ou no Governo do Distrito Federal, o que denota força política.

Victor integrou o staff de Mendes visto como alguém ligado ao senador Ciro Nogueira, possuindo um grau de vínculo e relacionamento próximo e público com Ciro (o senador e presidente nacional da federação Progressistas-União Brasil é padrinho da filha de Victor). Esses são dados e biografia públicos.

___________________

Onde entra o Ciro na história?

Apesar do acirrado clima político natural de um período pré-eleitoral, especialmente nas redes sociais, não há, até o momento, elementos de vinculação da operação com Ciro Nogueira nessa fase da operação. O que a Polícia Civil do Piauí pode fazer (a colunista não disse que vai) é investigar o financiamento da campanha de 2022 no Piauí a partir do que colheu/colherá com a Carbono Oculto 86. 

Como até os amadores sabem, campanha política é feita de duas coisas: pessoas e combustível. Para mobilizar ambos, é preciso dinheiro (chamam, como eufemismo, de “estrutura”). Essa estrutura é, preferencialmente, em espécie, pois não ficam rastros, teoricamente. Daí o fio pode ser puxado para os postos de combustíveis, local onde roda muito dinheiro vivo e pouco controle. É só uma hipótese lógica e não uma afirmação peremptória. 

Ainda na Física, considere o Princípio da Incerteza de Heisenberg: “Não se pode conhecer simultaneamente, com precisão absoluta, posição e momento de uma partícula”. Então…

___________________

Siga o dinheiro 

A operação é vista por setores da polícia e do mundo jurídico como um “marco histórico” pois, diferente de outras operações do tipo, ela mostra o fluxo do dinheiro vindo do Sudeste para o Nordeste. 

Há, no escopo da investigação, a criação de holdings (empresa cuja principal função é controlar outras empresas e formada para gerenciar patrimônio e participações societárias) e criação de fundos, com suspeita de blindagem patrimonial, substituição das bandeiras (de HD para Pima e Diamante) sem a troca da operação de fato, transações via fintechs (bancos 100% digitais) e contas interligadas, além de combustível adulterado, indícios de notas fiscais sobrepostas, o que configuraria, se provado, fraude comercial e lavagem de capital.

Vamos à Segunda Lei da Termodinâmica (Entropia): “A entropia de um sistema tende sempre a aumentar; sistemas naturalmente evoluem para a desordem”. Tecla SAP: Se não for permanentemente arrumado, o poder se desorganiza.

______________

Quando o Instagram vira prova

As medidas cautelares de busca e apreensão domiciliar, afastamento de sigilo de dados obtidos nos celulares e pedido de prisão abarcou 10 pessoas. Dos pedidos originais da Polícia Civil, apenas as prisões não foram atendidas.

A investigação aponta que as esposas de Haran e Danillo continuaram se apresentando como empresárias e proprietárias dos Postos HD, e há registros disso nas redes sociais, o que maximizou nas forças policiais a suspeita de que a negociação teria sido de fachada e com o intuito de promover algum tipo de blindagem patrimonial. O conteúdo das redes sociais das influenciadores e empresárias consta no pedido de cautelares encaminhado ao juiz.

______________

Grifes

Fontes que tiveram acesso ao inquérito, citam ainda a “expressiva ostentação patrimonial”, materializada na exposição, nas redes sociais de Thamyres e Thayres, de veículos de luxo, propriedades rurais de elevado valor, aeronaves particulares e frequentes viagens internacionais, o que seria incompatível com os lucros esperados no ramo de revenda de combustíveis, acreditam os investigadores. Os registros da coluna são das redes sociais das influenciadoras.

______________

Cumpra-se

Além de busca e apreensão no endereço residencial dos investigados, o juiz do caso determinou entrega dos passaportes das empresárias e maridos, bloqueio de mais de R$ 300 milhões, somados, das contas dos diversos investigados, pessoas físicas e jurídicas, além de indisponibilidade de quatro aeronaves (capazes de viabilizar uma possível saída do país no decorrer da investigação, o que eles estão proibidos de fazer). As medidas são cautelares, ou seja, podem ser revistas a qualquer momento por nova ordem judicial.

______________

Quem vazou?

Muita gente que orbita o Mundinho da Política não sabia ontem se a operação era da Polícia Civil ou Federal, porque houve deflagração no período da tarde (incomum, pois operações desse tipo costumam ser de manhã cedo) e se houve prisão ou não (não houve prisão até o momento, apesar do delegado e do Ministério Público terem solicitado ao Poder Judiciário). 

Supõe-se que, por envolver pessoas influentes, com alto poder aquisitivo e forte rede de relacionamentos em todos os Poderes, o “start” da operação possa ter sido antecipado para evitar (ainda mais) vazamentos. Investigados, por exemplo, não estavam no Piauí no momento da operação, o que atores atentos no mundo jurídico não consideram uma mera coincidência.

Leia da Ação e Reação (3ª Lei de Newton): Para toda ação existe uma reação de igual intensidade e sentido oposto. Cada movimento gera resposta proporcional.

______________

Ficha Técnica

Todo esse trabalho da Polícia Civil foi tocado pelos delegados Júlio César Ribeiro de Castro, Francisco Carlos Eduardo Aquino Araújo, Agenor Ferreira Lima Júnior, Hildson Rodrigues Leal Silva, Charles de Holanda Pessoa e Laércio Ivando Evangelista Pires Ferreira, com cooperação direta do Ministério Público Estadual e diálogo com a Polícia de São Paulo. O caso tramita em segredo de Justiça e a decisão das medidas cautelares da operação partiu do juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina. 

O espaço do boletim está aberto à manifestação e defesa dos citados. Somos sensíveis à distinção entre “suspeito”, “acusado” e “culpado”.

______________

Ainda tem a Comissão do Crime Organizado no Senado

O boletim acompanhará os desdobramentos do caso piauiense em Brasília, considerando a instalação, na terça-feira, 04, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal. O senador Fabiano Contarato (PT-ES), foi eleito o presidente da Comissão instalada em meio à repercussão da operação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou mais de 120 mortos na semana passada. 

Como se sabe, a Comissão quer: “investigar a estrutura e expansão de facções como PCC e Comando Vermelho e de milícias; investigar fontes de financiamento e lavagem de dinheiro; apurar o domínio territorial e prisional das organizações; investigar conexões regionais e transnacionais; identificar atuação e possível infiltração no poder público”.

______________

Menino do Lula II?

Os passos do governador Rafael Fonteles para chegar lá foram (dentre vários outros que rendem uma coluna só para isso) ter um cargo nacional que exaltava sua competência técnica e reconhecimento externo (era presidente do Conselho de secretários estaduais de Fazenda, o Consefaz) e ser apresentado aos piauienses como apadrinhado pelo presidente Lula, nome mais do que popular no Nordeste (o mote da campanha de 2022 foi vincular Fonteles a alcunha “o menino do Lula”, o que funcionou, convenhamos).

Pois bem. O secretário estadual Educação, Washington Bandeira, participou na sexta-feira (31), em Brasília, da cerimônia de sanção do Projeto de Lei que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE), representando o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).  Tem um cargo de relevo nacional e tirou foto sorridente, de gravata vermelha (os petistas adoram) com Lula (aí os petistas gostam mais ainda). É o checklist completo?

______________

Se conselho fosse bom

Permaneça, em seu íntimo, distante e indecifrável. Nunca se torne excessivamente familiar. As pessoas mais próximas de você evitam reconhecer que você cresceu pois lembram apenas da sua história e da sua versão antiga, cheia de dúvidas e fracassos. No entanto, quando você começa a evoluir, seu sucesso ameaça a imagem que elas criaram na cabeça delas. É difícil compreenderem que você conseguiu algo que não esperavam. Os estranhos não são pessoas melhores, é só que eles conheceram você agora, no seu nível atual. Ver você mudar expõe a dura verdade de que seus antigos amigos e familiares permaneceram estagnados. 

Não leve isso como uma rejeição e sim como a confirmação de que você superou seu círculo. Entenda que as pessoas estarão sempre projetando em você as falhas delas. Eles criticam não aquilo que odeiam, mas sim aquilo que reconhecem em si. O incompetente vai falar mal do seu trabalho, o mentiroso arrotará honestidade e o inseguro apontará que é você que deseja atenção. Entenda que eles não estão lhe descrevendo, estão se confessando. Uma vez que você compreende isso, nunca levará nada para o lado pessoal.

Uma excelente maneira de ser feliz é nunca corrigir ninguém que esteja errado a menos que você seja pago para isso. 

______________

Para ler, ver e ouvir

Um bom filme não é aquele com os movimentos de câmera mais complexos, o roteiro mais denso e o final mais incompreensível (a despeito de alguns amadores considerarem que sim, a colunista discorda com veemência). Uma obra cinematográfica que cumpriu sua missão é aquela que transforma o telespectador de alguma forma, sob camadas silenciosas e afetivas. Sendo assim, o filme “O Agente Secreto” (que teve pré-estreia brasileira na semana passada nos cinemas) é um legítimo representante de uma safra excelente do cinema brasileiro.

O multitalentoso Wagner Moura é Marcelo, um homem misterioso que chega a Recife, se hospeda numa pensão com outros personagens de múltiplas forças e histórias e busca o filho pequeno num suspense que vira um tenso (e divertido) thriller doméstico tropical. Assim como fez em Bacurau, o diretor pernambucano Kléber Mendonça revela o macro dentro das esferas do micro num Brasil silenciosamente autoritário e ditatorial da década de 70. Esse Brasil não deixa (ou nunca deixou) de ser provocador e criativo sob as circunstâncias mais adversas. E o passado, supostamente esquecido, nunca deixa de retornar. Ele é inescapável.

______________

Cifrada da Torcida pela Desistência

Entre paus, pedras e caminhos, um bonde de cavaleiros não veem a hora do holofote de atenção sobre eles diminuírem pelo menos um pouquinho. Muitos torcem para que a Cavaleira Pink decida abrir mão de coração aberto e livre e espontânea pressão/vontade, do próprio mandato, tirando o foco das duras decisões dos Capas Pretas no rumo da Távola Redonda Municipal.

Cavaleira Pink, que no último Torneio Quadrienal fez seus investimentos com um apoio especial e conseguiu a posição almejada por 29 postulantes, sabe que deixar a cadeira desejada lhe dará algum sossego, apesar da perda ser significativa para os sonhos do passado. Tudo isso, é claro, tem um preço. Nada no mundo, leitor, cai do céu!

______________

Foto do dia

A troca de comando na Superintendência de Desenvolvimento Sul (SDU Sul), saindo do vereador do Progressistas Aluísio Sampaio para Isaac Menezes, indicado do vice-prefeito e secretário municipal de Governo, Jeová Alencar (Republicanos), consagra a ascendência de Jeová na pasta que já foi comandada por Jeová na gestão do ex-prefeito Dr.Pessoa e pela qual ele tem uma história ligação política (é o mais votado na região há vários pleitos) e pessoal (Jeová reside no bairro Lourival Parente e não num condomínio fechado na zona Leste como 90% dos políticos piauienses).

Aluísio tinha a cabeça, mas não a cauda. “Aí é chato demais, já passei por isso…”, relata um vereador ao boletim. Agora, Aluísio Sampaio vai para um espaço (SDU Sudeste) em que poderá se mover politicamente com autonomia. No início da gestão Sílvio, a SDU Sul ficou com o deputado do Progressistas Aldo Gil, que enfrentava os mesmos problemas de Aluísio sobre o tamanho do espaço que lhe cabia. Ficou bom para todo mundo, aparentemente e, ao fim e ao cabo, foi um fortalecimento dos Alencar sob um espaço que começou sendo rol de influência dos Nogueira. A paciência da água fura pedras!

______________

A frase para pensar

“Bebem demais. Falam demais. Pensam muito pouco. Aposentadas. Sem propósito”, Richard Nixon (1913-1994), ex-presidente dos Estados Unidos, afirmando que as pessoas mais ricas do mundo são algumas das mais infelizes que ele conheceu.

Sávia Barreto

Sávia Barreto, jornalista, fundadora e diretora-geral do Boletim Brio. Mestra em Comunicação, pesquisou Análise de Discursos e Eleições na Universidade Federal do Piauí. Cursou Doutorado em Políticas Públicas (Ufpi), estudando desigualdade de gênero. Graduada em Comunicação Social na Universidade Estadual do Piauí. Estudou Ciências Sociais (Ufpi). Tem MBA em Comunicação Política e Sociedade pela ESPM, São Paulo. Integra o grupo de estudos “Estratégia, Dados e Soberania” na UNB e é diretora de Comunicação Estratégica da ONG “Fórum para Tecnologia Estratégica dos Brics”, em Brasília, onde reside. Com 17 anos de experiência em redações do Piauí, trabalhou nos últimos dois anos como comentarista e colunista de política em Brasília. Trabalha com consultoria em branding e gerenciamento de reputação digital na Brio Comunicação Estratégica.
Cadastre-se na nossa lista de transmissão
Receba nossos boletins no seu WhatsApp
  • ← Voltar

    Cadastro efetuado

    Você receberá nossos boletins no seu WhatsApp.

Deixe um comentário