Conselhos para ler antes que 2025 acabe: 15 notáveis piauienses dizem a maior lição do ano e o aprendizado para 2026

Há pessoas que quando falam, a gente quer parar para ouvir. Todos nós aprendemos com o outro por confluência ou oposição, mas há líderes e profissionais, notáveis em seus segmentos, que se destacam. Os que atravessam ventos e marés, comuns a todos, e, ainda assim, conseguem se sobressair, deixando um trabalho autêntico no mundo.

Chegamos à última coluna do ano. Esse espaço que construímos para falar, sobretudo, de negócios e sociedade. Este é um tempo de inspiração. De colocar as metas de 2026 no papel e revisitar as de 2025. É hora de olhar para as prioridades. Para alguns, a cabeça borbulha de ideias; para outros, é melhor se entregar à marcha sempre surpreendente da vida. Nesta semana, reunimos conselhos e aprendizados de pessoas e profissionais que deixaram marcas significativas por onde passaram. 

Foram enviadas duas perguntas aos entrevistados:

Qual sua maior lição nesse ano, pessoal e profissional?

Que conselho daria para (pessoas da sua área de atuação/ piauienses) que estão planejando como viver o ano de 2026?

Que 2026 seja um ano de ação, de cultivar o possível e de celebrar o muito que pode ser feito com as possibilidades. É isso que a Coluna Ápice deseja a todos os leitores. 

João Cláudio Moreno 

Humorista reconhecido nacionalmente, ator, apresentador e compositor brasileiro

A lição 

A lição, o Beto Guedes cantou nos anos 80. A lição sabemos de cor, só nos resta aprender. A lição é que a gente erra todo instante, mesmo sabendo de cor a lição. Internalizamos todas as práticas, todos os conhecimentos, sabedorias, e mesmo assim erramos, porque nossa alma humana é falível, propensa o erro, errar humanoeste. No entanto, errar é humano, mas permanecer no erro é diabólico. A maior lição é saber que erramos, firmarmos, na mente e no coração, um propósito de fugir do erro, evitar o erro, aprender com o erro.

Um conselho 

Eu não posso ser, assim, conselheiro sobre o planejamento, porque, na minha vida, nunca planejei nada. Administrei as surpresas. Não quero advogar que esse fato da ausência de planejamento seja uma coisa certa; pelo contrário. Acho que aqueles que têm maturidade suficiente devem, sim, planejar, prever metas. Porque aí você mira numa meta; se errar, pelo menos chega perto. Aquilo lhe dá um condicionamento e um alcance pessoal do controle da sua vida. Mas eu não fui assim, né? Nunca planejei nada. Então, fica difícil dar um conselho para que eles planejem o ano de 2026. 

O que eu posso dizer é que o ano que vem, como todos os outros, traz muitos desafios. Estamos entrando em uma das épocas mais difíceis da existência humana, porque estamos brincando com a questão ambiental. Então, as consequências são muito trágicas, tanto quanto o clima: o calor vai aumentar, a chuva vai diminuir; quando a chuva cair, vai ter tempestades, que não servem para nada, para não se destruir, aumento de temperatura e também surgimento de epidemias. 

Então, o humorista, ou qualquer outra profissão, o ser humano em si, terá grandes desafios. Acho que todos os profissionais que queiram se firmar devem colocar na sua pauta profissional as grandes questões de sobrevivência do ser humano. Use a profissão para falar dessas coisas, que assim estarão cumprindo um papel social e um papel espiritual dentro da história, não só da vida social, mas da história do mundo.

Rosário Bezerra 

Economista, ex-vereadora de Teresina, ativista destacada da causa negra e dos direitos das mulheres

A lição 

Visualizar horizontes de vida fora das rotinas da chamada classe média. Em Teresina particularmente, ocorre uma mesmice que sufoca quem pensa e se posiciona de forma diferenciada, com as mesmas condições econômicas. Falo de onde vivo. Assim seria aceitar, enfrentar, confrontar, encarar prazeres postergados, e que têm me deixado bastante feliz. Por exemplo, cantar (com meus irmãos Bezerra) e participar como apresentadora junto com uma jornalista profissional do PodCast “Mulher Mais”. 

Uma outra lição é a minha saudável e alegre convivência com meus netos. Um reaprendizado de vivências e alegrias impensadas. Sou grata ao universo por tudo isso. Profissionalmente, sou uma Economista e Mestra em Educação aposentada e tenho me dedicado com empatia profunda, a projetos políticos e sociais que priorizem a defesa das mulheres sempre.

Um conselho 

Minha primeira sugestão é priorizar o conhecimento, o estudo (faculdade,  mestrado, doutorado e etc) e leituras de livros contemporâneos (ou não). O vício em redes sociais está nos afetando a todas (com exceções, claro), limitando nosso tempo para perceber o mundo ao redor. Perceber o que nos aguarda nos próximos séculos. 

Minha segunda sugestão para todas as mulheres é falar, brigar, denunciar, não aceitar os “padrões” de comportamentos misóginos, oriundos da maioria dos homens e que violentam e matam as mulheres. Independente de cor,  orientação sexual, religiosa, política. Porque nós mulheres somos as que mudaremos/ construiremos um mundo melhor. Frase da Janja [primeira dama da república]: “Floresta sem mulher,  não se segura em pé”. Somente um exemplo relativo ao meio ambiente. 

Lucas Villa 

Advogado criminalista, Conselheiro Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e professor da Universidade Federal da Piauí

A lição 

Aprendi, com os erros dos outros, que quanto maior o vôo, maior a queda.

Um conselho 

Que expandam seus conhecimentos para além do Direito.

Ani Sanders

Presidente do Instituto Cultivar Progresso, Cofundadora do Grupo Progresso e líder no movimento Mulheres de Fibra

A lição 

Minha maior lição em 2025, tanto no campo pessoal quanto profissional, foi compreender que resiliência não se constrói sozinha. Enfrentamos um ano desafiador, marcado pela estiagem e por um cenário econômico exigente, que testou nossa capacidade de adaptação e tomada de decisão. Esses desafios, porém, reforçaram algo essencial: a força das conexões estratégicas e o valor de caminhar ao lado de pessoas que compartilham propósitos, ética e visão de futuro. Fortalecer laços, ouvir mais e agir com responsabilidade foram atitudes determinantes para superar esse período com equilíbrio e aprendizado.

Um conselho 

Às mulheres do campo que já começam a planejar 2026, deixo uma mensagem de encorajamento e consciência. Planejem com os pés no chão e o olhar no longo prazo. Busquem conhecimento, construam redes de apoio, valorizem as parcerias e não subestimem a própria capacidade de liderança. O campo exige sensibilidade, firmeza e estratégia, qualidades que as mulheres possuem de forma singular. Mesmo diante das adversidades, é possível crescer, inovar e prosperar quando há propósito, união e compromisso com o que realmente importa.

Carlos Portela 

Médico cardiologista pela Universidade Federal de São Paulo, com especialização em medicina esportiva e pós-graduação em nutrologia. Empresário do ramo de saúde com atuação em São Paulo e Teresina

A lição 

A maior lição que este ano me deixou, tanto no campo pessoal quanto no profissional, foi a confirmação de algo que a ciência já demonstra há algum tempo, mas que muitos ainda insistem em ignorar: não existe alta performance sustentada sem saúde mental, emocional e cognitiva. Durante muito tempo, fomos treinados para acreditar que crescer significava apenas acelerar, produzir mais, atender mais, entregar mais. O custo desse modelo hoje é visível — médicos adoecidos, líderes exaustos, decisões precipitadas e uma desconexão profunda entre sucesso profissional e qualidade de vida.

Pessoalmente, aprendi que respeitar limites não é recuar; é amadurecer. Aprendi que presença vale mais do que velocidade e que energia bem direcionada constrói mais do que esforço disperso. Houve um tempo em que dizer “sim” para tudo parecia sinal de compromisso. Hoje, entendo que saber dizer “não” é uma das maiores demonstrações de clareza, responsabilidade e autocuidado. Isso mudou minha forma de trabalhar, de me relacionar e de decidir.

No campo profissional, a grande virada foi estruturar projetos mais sólidos, sustentáveis e coerentes com propósito. A medicina, assim como o mercado, atravessa uma transição silenciosa, porém profunda. O modelo centrado apenas em volume, produtividade bruta e sobrecarga está esgotado. Em seu lugar, surge uma medicina mais estratégica, integrada, humana e consciente, que entende que cuidar da saúde do outro começa, inevitavelmente, pelo cuidado consigo mesmo.

Ao longo do ano, acompanhando médicos, empresários e equipes inteiras, ficou claro que muitos dos conflitos, erros e frustrações não estão ligados à falta de conhecimento técnico, mas à fadiga mental, ao estresse crônico e à ausência de uma estrutura interna sólida. A ciência mostra que o estresse prolongado altera tomada de decisão, empatia, memória, criatividade e capacidade de liderança. Ignorar isso é comprometer não apenas a carreira, mas também a qualidade da assistência prestada.

Um conselho 

Aos médicos que estão começando a planejar 2026 no Piauí, meu principal conselho é simples, mas profundo: não construam suas carreiras apenas sobre técnica. A técnica é indispensável, mas ela não sustenta uma trajetória longa sozinha. Desenvolvam identidade profissional, visão estratégica e inteligência emocional. Aprendam a se posicionar, a comunicar valor e a entender que o médico do presente e principalmente do futuro precisa enxergar além do consultório.

Outro ponto fundamental é compreender que o médico moderno também é um gestor: da própria energia, do tempo, das emoções e da própria carreira. Burnout, ansiedade, fadiga e desmotivação não são sinais de fraqueza individual, mas alertas de um modelo de trabalho mal estruturado. Buscar mentoria, investir em autoconhecimento e ampliar repertório para áreas como gestão, comportamento humano e saúde integrativa deixou de ser diferencial tornou-se necessidade.

O Piauí vive um momento especial. Há espaço para inovação, para novos modelos de cuidado, para medicina de excelência e para profissionais que desejam fazer diferente, com ética, ciência e humanidade. É um território fértil para quem entende que saúde não é apenas ausência de doença, mas equilíbrio entre corpo, mente, emoções, ambiente e propósito.

Planejar 2026 não deve ser apenas definir metas financeiras ou agendas cheias. Planejar 2026 é decidir como você quer viver, trabalhar e se sentir ao longo da sua trajetória profissional. Quem conseguir alinhar conhecimento técnico, visão estratégica e cuidado genuíno consigo mesmo estará preparado não apenas para o próximo ano, mas para uma carreira longa, relevante e verdadeiramente próspera.

Andressa Leão

Empresária, estilista e influenciadora

A lição 

Para além do empreendedorismo, é principalmente mais uma oportunidade de percebemos que nada é mais valioso que nossa fé, saúde e família. Que não deixemos todas essas distrações nos tirarem de perto daquilo que verdadeiramente importa. Desejo um ano próspero pois acredito que: generosidade gera prosperidade. 

Um conselho 

Chega de monólogo. Chega de marca falando de cima do palco, achando que está sendo admirada quando, na verdade, está sendo ignorada. 2026 será o ano das conversas que importam, das marcas que sabem ouvir, responder e provocar diálogo. Marca interessante não grita. Marca interessante conecta. Vai sair na frente quem entender que o jogo agora é de conexão real. União de marcas. Colaborações inteligentes. Collabs com propósito, não por ser tendência. Porque ninguém constrói relevância sozinho num mundo disperso.

É com essa convicção que estamos fechando este ano e abrindo o próximo.

E tem mais: 2026 vai exigir resiliência.

Aquela antiga, raiz. De empresário que aguenta porrada. Mas também vai exigir algo além: criatividade para gerar desejo e coragem para criar novos formatos de experiência, que façam o cliente querer sair de casa e entrar no seu comércio.

Nos meses de glória: humildade e pé no chão. Nos meses difíceis: raça, clareza do próprio valor e responsabilidade total.

Sem terceirizar culpa para o cenário, por mais tentador que seja. Porque, como eu sempre digo: para alguém está bom. A pergunta certa não é “por que está difícil?”, é “onde estamos errando?”. Quem faz essa pergunta de verdade consegue arriscar rápido e corrigir mais rápido ainda.

E é isso que dá esperança.

Porque o Brasil é duro, mas é criativo.

O mercado é difícil, mas recompensa quem pensa, quem se move, quem acredita em gente e no bem servir. 2026 não vai premiar os acomodados. Vai premiar quem conversa, quem conecta, quem insiste e se refaz rápido. E isso, no fim das contas, é uma ótima notícia.

Zé Quaresma

Multiartista, vocalista da banda Validuaté, compositor, artista plástico, colorista, diretor e roteirista

A lição

A maior lição que eu tive este ano, profissionalmente, acho que na música, foi entender como o mercado funciona. Como o mercado é o mercado, né? Tenho observado o Spotify como esse espaço que parece democrático: todo mundo pode colocar ali a sua música e tudo mais. Mas fico vendo para onde corre, de fato, o dinheiro que entra ali. Os artistas pequenos continuam sendo muito pequenos, invisibilizados naquele universo.

Então, a lição que eu tive este ano foi essa: a gente não pode ficar na mão de uma empresa só. Isso é ruim para quem é pequeno, principalmente, mas é ruim de modo geral para todo mundo. Só não é ruim para ela, para a empresa. Isso vale também para os streamings de vídeo e tudo mais, mas, falando especificamente de música, este ano isso ficou muito claro para mim.

Quem ganha dinheiro é quem bota mais grana mesmo lá, quem tem dinheiro para investir. Se a gente for olhar o top 10 do Spotify, são músicas que a gente praticamente não conhece, e sabe-se lá como elas estão ali, se não é porque foram pagas. A gente não sabe, mas provavelmente sim. É esse o caminho que leva para entrar nesse top 10.

Então, a gente se volta para o planejamento de algo que seja experiência ao vivo, de repente para achar outros caminhos de colocar a música no mundo.

Um conselho 

Meu conselho para o artista que está começando a planejar 2026 é: continuar estudando e tentando entender os movimentos, ocupar os espaços e compreender como colocar a própria arte no mundo. Entender como me posiciono no digital, como me articulo para levar minha arte às pessoas, como posso me inserir dentro de algum contexto, me associar a outros artistas e formar uma espécie de coletivo, para que as forças se somem naquele movimento.

Isso vale para a música, para a pintura, para o cinema. Para quem está planejando lançamentos em 2026, é preciso colocar na mesa todas as possibilidades: como divulgar, como lançar, tentar achar algum diferencial e meter a cara. Não dá para ficar esperando, tem que colocar. Mas colocar com planejamento e com estratégia.

Não dá para achar que só porque a arte está em um espaço que parece democrático a mágica vai acontecer, que vai viralizar, cair no gosto do povo. Isso é uma ilusão, uma grande ilusão. E é algo que, muitas vezes, a gente negligencia. Eu me coloco nesse lugar também.

Eu lembro de quando estava começando na música: a gente acha que vai acontecer essa mágica, que alguém vai descobrir a gente, que alguém vai compartilhar, que se alguém famoso compartilhar meu link isso pode transformar minha carreira. Não necessariamente.

Eu acho que a gente precisa planejar qualquer lançamento, considerando que é preciso investir em divulgação. Basicamente é isso.

Gabi Pinho 

Influenciadora e empresária

A lição 

Minha maior lição em 2025 foi entender que consistência com verdade constrói muito mais do que qualquer hype momentâneo. Esse foi um ano em que eu vivi intensamente aquilo que comunico: maternidade real, rotina de treino, construção de marcas, projetos locais, parcerias que fazem sentido com a minha vida e com o meu momento.

Profissionalmente, aprendi que não existe influência forte sem envolvimento real. As marcas com as quais eu me conectei deram certo porque estavam inseridas na minha rotina, na minha história e nos meus valores. Quando você vive o que comunica, o público sente e confia.

Pessoalmente, aprendi a respeitar meus ciclos. Nem todo crescimento é barulhento. Às vezes, ele é silencioso, estruturado e profundo. E esse tipo de crescimento é o que sustenta tudo no longo prazo.

Um conselho 

Meu principal conselho é: inovem sendo quem vocês são.

O mercado de influência está crescendo. Hoje, todo mundo influencia: pessoas, marcas, negócios próprios. Mas o destaque não está em copiar fórmulas, trends ou o que está funcionando para o outro. O destaque está em entender o seu lugar, o seu nicho e a sua verdade.

Não importa se o seu conteúdo é sobre moda, maternidade, esporte, beleza, empreendedorismo ou lifestyle local. Sempre vai existir um grupo de pessoas que se identifica com aquilo que você vive de verdade. E é essa conexão que gera engajamento, venda, comunidade e longevidade.

Inovação, hoje, não é só tecnologia ou formato novo, é autenticidade aplicada com estratégia. É usar o digital para contar histórias reais, criar experiências, gerar valor e se posicionar como alguém confiável.

Para 2026, quem vai se destacar é quem:

• Vive o que indica

• Cria conteúdo com intenção

• Constrói marca pessoal com identidade

• Valoriza o local sem perder visão de mercado

• E entende que influência não é sobre alcance, é sobre conexão.

Anchieta Nery 

Diretor de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). Delegado de Polícia Civil no Piauí. Especialista em Inteligência de Estado e Inteligência Policial

Uma lição 

A maior lição desse ano é que qualquer ação vale mais que belas palavras ou planos bem elaborados. Realize. Faça! Mesmo sem estar pronto, mesmo achando que aquele projeto ainda poderia ser melhorado… 

Afinal, como atribuído a Sêneca “é na arena que o gladiador pede conselhos”. O compromisso com as ações pode mudar muitas coisas na sua vida.

Um conselho

O conselho para quem quer se dedicar à carreira policial no Piauí é: venha com espírito de servir e encontrará o melhor emprego do muda. 

A polícia nao tem os melhores salários mas tem os maiores aprendizados. Aprendemos uns com os outros, com as vítimas, com vários atores sociais. 

Nenhuma experiência na vida me deu mais aprendizado de mundo que meu trabalho. 

E quando estiver ruim, lembre: ninguém foi te pegar em casa, você veio porque quis. Faça o que tem que fazer, pelas razõe que te trouxeram ate aqui.

Sônia Terra 

Superintendente de Direitos Humanos da Secretaria do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (Sasc), escritora, ativista

A lição 

Uma lição me trouxe muita alegria foi ver aquilo que a gente planeja, aquilo que a gente projeta e a nossa capacidade de confiar naquilo que a gente pode realizar. Foi algo que me ensinou muito. Esse ano, publiquei o livro, fruto do meu mestrado, e isso me mostrou, me deu a lição de que quando a gente quer, a gente pode. Então, querer é poder. 

Um conselho 

Uma das primeiras coisas é que a mulher precisa compreender os seus direitos. Ela precisa se empoderar desses direitos, se juntar a outras mulheres, conhecer aquilo que pode fazer para se defender de toda e qualquer violência. Isso no campo das violações de direitos, enquanto pessoa ligada aos direitos humanos.

Mas também digo que é preciso planejar a vida em todos os aspectos: do ponto de vista profissional e do ponto de vista pessoal, para que tudo possa dar certo. Nós queremos uma sociedade com equidade, com respeito às diferenças e, sobretudo, com equidade de gênero. Nesse sentido, as mulheres precisam se organizar, precisam se somar e entender que não podem mais se submeter a comportamentos tão machistas, que ainda não conseguem inseri-las no mercado de trabalho como deveriam.

Padre Amadeu 

Pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, sediada na zona Leste de Teresina

A lição 

Durante o ano de 2025, tive a graça de ser catequista, de me encontrar com esses leigos para estudar a fé na perspectiva do anúncio de Cristo, da adesão a Jesus e da conversão; mas também no sentido da compreensão da doutrina católica, do exercício da oração a partir das Sagradas Escrituras e da compreensão da comunidade cristã como sendo a casa dessa Iniciação à Vida Cristã.

De tal modo, posso dizer que foi um processo de conversão pessoal e de conversão pastoral muito importante para mim, do ponto de vista pessoal. No sentido de ter ousadia de ir ao encontro das pessoas, de propor um caminho de evangelização e de encontrar a adesão de muita gente. Foi algo muito significativo no ano de 2025.

Termino o ano muito agradecido por essa experiência de Iniciação à Vida Cristã e de formação continuada, que me ensejou o estudo da minha própria fé, para que eu pudesse dar também o testemunho da minha fé e as razões do porquê creio. Isso foi maravilhoso.

Um conselho 

O que desejo para todos os piauienses para o ano de 2026 é um processo bonito de humanização. Quero dizer que as pessoas pensem sobre suas escolhas, que tenham momentos de silêncio, no sentido de avaliar seus comportamentos e de reencontrar os valores que fazem com que a convivência humana seja fundada no acolhimento recíproco, na capacidade de ter compaixão pelo sofrimento dos outros.

Por isso, chamo de processo de humanização, que, justamente pela experiência de fé, para nós cristãos, tem em Jesus o humano perfeito. Quanto mais a nossa humanidade se assemelha à de Jesus, tanto mais estamos no caminho certo.

Então, o que eu desejo é que o nome de Jesus Cristo, o Evangelho de Jesus Cristo e a vida de Jesus Cristo atraiam o povo piauiense para uma humanização sempre mais plena e madura, para o bem das pessoas, para o bem das famílias e para o bem da sociedade. Se nós pautamos a nossa vida no amor, como não fazer o bem a quem está perto de nós?

Esses são os meus votos para 2026.

Reverendo Macedo Júnior 

Presidente da Aliança dos Pastores de Teresina. Pastor da Igreja Fonte, na zona Sudeste de Teresina

A lição 

A efemeridade da vida – “Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce. Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido”, Salmos 103:15,16.

Todos passaremos assim como o tempo, e a pergunta que pode e deve ser feita é: a minha existência em 2025 cumpriu seu propósito? Qual o propósito? Ser instrumento de Deus para a transformação social, emocional, e espiritual na vida do outro.

2ª Lição: No Ministério Pastoral (Missão) sou apenas mordomo – Ficou ainda mais claro para mim, que todo encargo que recebo de Deus enquanto pastor, tem três direções:

1 – glorificar a Deus;

2 – transformar meu coração e me adestrar para missão;

3 – ser benção na vida do outro.

Como mordomo, carrego a consciência que tudo é de Deus, e eu sou apenas servo, ministro, uma voz em favor do Reino e do Rei Jesus.

Um conselho 

A palavra de fé para você, é: Encerre o ciclo, entregando 2025 nas mãos de Deus, para iniciar um ciclo novo, recebendo dele o 2026, lembrando de valorizar o breve tempo da vida honrando a Deus e sendo benção na vida do próximo. 

Lídia Brito 

Jornalista. Comentarista política na TV Antena 10. Apresentadora na Rádio Pioneira. Empresária

A lição

A maior lição é acreditar no meu potencial. E arriscar, mas não no sentido de se jogar em novos projetos sem planejamento. O arriscar pode ser pensado e planejado. As chances de sucesso são maiores. 

Um conselho 

Analisar o mercado. Compensa trabalhar em redação? Que outras portas e possibilidades o mercado pode me proporcionar fora das redações?

Humberto Castro 

Engenheiro civil e empresário do ramo da construção civil. CEO da Construtora Ótima

A lição 

A lição que eu tive este ano, tanto pessoal quanto profissional, foi que a gente precisa ter humildade para tocar nossa vida e nossos negócios.

Um conselho 

O conselho que eu dou a todos é que ser empresário no Brasil é navegar em mares revoltos, então precisa ter muito cuidado com o caixa da empresa. Não se endividar e não dar passos longos demais porque pode rasgar o fundo das calças. Ter dinheiro, comprar sempre a vista, não esbanjar e fazer as coisas corretas sempre do melhor jeito. O sucesso é consequência disto. 

Dai Caroline 

Astróloga, cartomante, empreendedora, mestre em Antropologia pela Universidade Federal do Piauí

A lição 

A maior lição profissional que tirei no ano de 2026 foi demonstrar ao cliente o que espero dele. Somos ensinados a fazer o possível para agradar e, no final, o cliente termina confundindo papéis. Quando estabelecemos uma cordial reciprocidade, podemos nos dedicar à função sem tantos problemas de relacionamento interpessoais.

Um conselho 

Como empreendedora e autônoma piauiense recomendo investir nos públicos não alcançados, nas pessoas que supostamente ainda não estão fiéis a grandes marcas ou que buscam um modo mais contemporâneo de vida. Estas têm bastante a trocar, mas por vezes não se sentem pertencentes nem ao nosso modo de consumo e nem ao nosso estado. Podemos assim criar um Piauí mais autossustentável em todos os aspectos.

Shelda Magalhães

É coordenadora-geral da Agência Brio Comunicação. Foi coordenadora de Comunicação da OAB-PI (2022-2024). Foi âncora da TV Antena 10/ Record TV e da TV Band Piauí. Foi repórter da TV Antena 10. Atuou como repórter do Portal OitoMeia. É jornalista pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É certificada em Marketing Digital, Branding Pessoal e de Marca.
Cadastre-se na nossa lista de transmissão
Receba nossos boletins no seu WhatsApp
  • ← Voltar

    Cadastro efetuado

    Você receberá nossos boletins no seu WhatsApp.

1 comentário

  • Antonio Neto

    Parabéns pela brilhante ideia, ao mostrar esse quadro multifacetado da nossa gente do Piauí! Show!

Deixe um comentário