Conheça a advogada Danielle Santos, namorada de Dr Pessoa; Paulo Solano abre o baú de histórias do mercado publicitário do PI e mais

“Quem é ela?”, foram muitos os questionamentos e os comentários na internet nas últimas semanas. No dia 15 de abril, o ex-prefeito de Teresina, ex-deputado e ex-vereador, Dr Pessoa, revelou em entrevista à Silas TV que vive um novo relacionamento, e logo despertou a curiosidade que sempre orbitou sua trajetória. O vídeo correu as redes sociais e ultrapassou 300 mil visualizações. O Boletim Brio apurou e traz uma entrevista com Danielle Santos, mãe atípica, advogada, professora universitária e atual companheira do ex-prefeito Dr Pessoa. 

A advogada Danielle Santos se apresenta como uma profissional com atuação focada na defesa de minorias, especialmente mulheres vítimas de violência e crianças com transtorno do espectro autista, área em que também é atravessada por vivências pessoais. Professora universitária, cita o Direito Penal e Constitucional como bases de sua trajetória na advocacia. Sobre a relação com o Dr Pessoa, conta que a conexão surgiu de uma amizade construída ao longo dos anos, hoje consolidada em uma parceria pautada por valores comuns, como o cuidado com o próximo e a atuação social.

Danielle Santos – Foto: Reprodução/Instagram

O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, nunca foi exatamente um personagem discreto. No meio dos seus mandatos como político, consultas gratuitas como médico e um estilo tão espontâneo quanto imprevisível, construiu sua imagem pública como uma figura popular, dessas que a cidade aprende a reconhecer pelo jeito. Fora da prefeitura, a cena mudou, mas não tanto. Aos 79 anos, a vida ficou mais reservada, é verdade, porém o hábito de atender gratuitamente na zona Sul continua mantido, como fez por décadas.

Ex-prefeito Dr Pessoa – Foto: Alef Leão/GP1

Boletim Brio: A senhora passou a ser uma figura de interesse público recentemente. Antes de qualquer rótulo, quem é Dra Danielle? Como se apresentaria para quem ainda não lhe conhece?

Danielle Santos:  Sou advogada com atuação voltada à defesa de minorias, especialmente mulheres vítimas de violência e crianças com destaque para aquelas com transtorno do espectro autista. 

Minha prática é guiada pelo compromisso com a proteção de direitos, inclusão e justiça social. Também atuo como professora de ensino superior, contribuindo para a formação crítica de novos profissionais e para a construção de uma sociedade mais consciente e preparada para lidar com questões sensíveis e urgentes.

Sou esposa e mãe de duas crianças autistas, que já foram vítimas de violência parental. Essa vivência pessoal fortalece ainda mais minha atuação, trazendo não apenas conhecimento técnico, mas também empatia, sensibilidade e determinação na defesa de causas que exigem voz, acolhimento e transformação.

Boletim Brio: O que lhe motivou a seguir a carreira de advogada e em que área a senhora mais se identifica?

Danielle Santos: Sou apaixonada pelo Direito Penal e pelo Direito Constitucional, áreas que despertaram meu interesse desde o início da minha trajetória acadêmica e foram determinantes para a escolha da profissão.

Ao longo da minha vida, experiências pessoais marcantes, como ter sido vítima de violência doméstica e a vivência com meus filhos, transformaram essa paixão em propósito. Foi a partir dessa realidade que surgiu o desejo genuíno de acolher e orientar outras pessoas em situações semelhantes, o que me levou à especialização em direitos da mulher.

Atuar nessa área exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade, escuta ativa e empatia para compreender a complexidade de cada caso e oferecer suporte em momentos extremamente delicados. É um trabalho que realizo com responsabilidade, compromisso e a convicção de que o direito pode ser um instrumento real de proteção e transformação social.

Boletim Brio: Como a senhora e o doutor Pessoa se conheceram? Ele é conhecido por ser carismático e bem-humorado. Como ele é na vida privada, longe dos holofotes?

Danielle Santos: Conheço o Pessoa há oito anos, desde quando ele ainda era deputado. O que começou como uma amizade, com o tempo se transformou em carinho, respeito e hoje estamos juntos, construindo uma história em comum.

Na convivência diária, ele é uma pessoa extremamente humana, generosa e sempre disposta a ajudar quem precisa. Esse cuidado com o outro é algo que faz parte de quem ele é em essência.

Boletim Brio: Quais valores ou visões de vida você percebe que unem vocês dois?

Danielle Santos: O que nos une, acima de tudo, é o desejo de ajudar o próximo e o compromisso com o cuidado com as pessoas. 

Compartilhamos a mesma sensibilidade para compreender as necessidades de quem mais precisa, especialmente na área da saúde e na proteção de mulheres e crianças vítimas de violência. Essa visão de vida fortalece não só a nossa relação, mas também a forma como atuamos e nos posicionamos diante da sociedade.

Boletim Brio: Como foi para você se permitir viver esse relacionamento sabendo que ele viria acompanhado de interesse e curiosidade do público?

Danielle Santos: Foi algo muito tranquilo, porque nunca me preocupei com o fato de ele ser uma pessoa pública. A minha prioridade sempre foi encontrar um homem que me entendesse e que acolhesse também os meus filhos, que carregavam muitos traumas a serem superados. E foi exatamente isso que ele fez: abraçou a nossa história com sensibilidade e cuidado. Hoje, ver o carinho e a conexão que ele construiu com meus filhos que são apaixonados por ele, é, sem dúvida, uma das maiores certezas de que fiz a escolha certa.

Boletim Brio: Em toda relação pública, surgem opiniões e julgamentos. Quando esse tema aparece em torno da diferença de idade, como a senhora costuma responder aos críticos?

Danielle Santos: O mais importante não é a idade, mas a mentalidade e a jovialidade que ele demonstra no dia a dia. Quanto às críticas, elas sempre existirão, tanto favoráveis quanto contrárias e isso faz parte de qualquer trajetória pública. O essencial é ter equilíbrio, maturidade e convicção para seguir em frente com serenidade.

Perguntas para o publicitário Paulo Solano

Fundou a própria agência de Publicidade há 20 anos. Tem como um dos principais cases de sucesso, as redes sociais do governador do Piauí, Rafael Fonteles. Nas próprias redes sociais, compartilha o “diário de um publicitário” com seus mais de 15 mil seguidores. Na cartela de clientes, tem de tudo, até cemitério. Ao Boletim Brio, Paulo Solano ele revela subjetividades, apostas para o futuro e vivências do mercado publicitário piauiense. 

Boletim Brio: Quais características são obrigatórias para um bom publicitário hoje? Tem que ter diploma?

Paulo Solano: Tudo começa pelo repertório. E repertório não é só técnica, é vivência. Um bom publicitário precisa ter curiosidade genuína sobre o mundo, conhecer outras culturas, outras gastronomias, outros estilos musicais, outras formas de pensar. Quanto mais amplo for esse repertório, mais recursos ele tem na hora de criar e de se comunicar com pessoas diferentes.

Além disso, esse profissional não pode ter rótulos nem crenças limitantes. Publicidade é uma área que exige abertura. Quem chega com visão fechada sobre o que funciona ou não, sobre o que é certo ou errado esteticamente, já começa em desvantagem.

Sobre o diploma: sou defensor e tenho muito orgulho do meu. A formação acadêmica dá uma base sólida, apresenta referências, constrói um vocabulário profissional que faz diferença. Mas seria desonesto dizer que o diploma define um bom publicitário. Ao longo de quase 20 anos à frente da ADV6, trabalhei com profissionais dos dois lados dessa linha. O que sempre separou os bons dos mediocres não foi o diploma, foi o repertório e a vontade de continuar aprendendo. O diploma abre uma porta. O que você faz depois dela é o que conta.

Boletim Brio: O que um Instagram de político precisa ter para ser considerado bem feito, em termos de conteúdo e entrega?

Paulo Solano: O primeiro critério é volume. Consistência e frequência elevada não são opcionais, são a base. Um perfil que posta quando sobra tempo não constrói nada. A presença precisa ser constante, porque algoritmo e percepção pública funcionam da mesma forma: quem some, desaparece.

Mas volume sozinho não basta. O segundo fator é autenticidade aliada à criatividade. O público nas redes sociais tem um radar muito apurado para conteúdo fabricado, distante, protocolar. O político que aparece de forma genuína, que mostra quem é de verdade, que usa linguagem humana em vez de linguagem de assessoria, se destaca imediatamente.

O terceiro ponto é entrar nas conversas do momento de forma inteligente. As redes sociais têm pautas próprias, tendências, formatos que dominam a atenção naquele período. Um perfil bem feito sabe identificar essas janelas e participar delas de forma relevante, sem forçar e sem parecer oportunista.

E por fim, de forma estratégica, o perfil precisa compartilhar agenda, propostas de campanha ou entregas de mandato. Não como panfleto, mas como narrativa. O que o político está fazendo, onde está, o que está construindo. Essa narrativa contínua é o que transforma seguidores em eleitores.

Boletim Brio: Qual perfil de político que você já trabalhou foi mais desafiador? Por quais motivos? Em termos práticos.

Paulo Solano: Sem dúvida alguma, o mais desafiador foi o do governador Rafael Fonteles, quando ele ainda era Secretário da Fazenda do Estado do Piauí, na gestão do Wellington Dias. Quando foi decidido que ele seria pré-candidato ao governo, começamos a construção da comunicação da pré-campanha, e o desafio era de uma escala que poucos profissionais enfrentam: criar tudo do zero absoluto.

Não havia perfil, não havia narrativa, não havia seguidores. Era um jovem de 38 anos, tecnicamente competente, mas sem presença digital nenhuma. E a pergunta que ficava na mesa era: por onde você começa?

Decidir a primeira postagem, definir o tom, construir a narrativa de quem era aquela pessoa e por que o Piauí deveria ouvi-la, isso foi o exercício mais difícil e mais rico que já vivi nessa profissão. Porque quando não existe nada, cada escolha tem um peso enorme. Não tem histórico para se apoiar, não tem referência anterior para seguir. É criação pura.

O resultado, hoje, é o nosso maior case de sucesso. Um perfil que se tornou referência não só no Piauí, mas no Brasil, em termos de comunicação política digital. E isso, para mim, é a prova mais concreta do que uma agência bem posicionada é capaz de construir.

Boletim Brio: O mercado publicitário está sendo inundado pelas IAs. Daqui a cinco anos, o que ainda justificará a existência de uma agência de comunicação?

Paulo Solano: Tenho uma tese sobre isso: das áreas que a IA tem mais chance de substituir, a criatividade é a que oferece maior resistência. E publicidade vive de criatividade. Por isso, acredito que nossa área é uma das que vai sobreviver com mais facilidade a essa transformação.

A IA é uma aliada poderosa para otimizar tempo, melhorar processos, escalar resultados e gerar uma comunicação mais eficiente. Uso isso na prática todos os dias. Mas ela não substitui uma agência, e dificilmente vai substituir, pelo motivo mais simples e mais profundo que existe: ela não tem conexão humana local.

Culturas são distintas. Costumes mudam, às vezes rapidamente. O que funciona na comunicação de uma cidade não funciona em outra. O que ressoa com um povo não ressoa com outro. Essa leitura fina do contexto, do momento, das pessoas reais, é uma habilidade que nenhuma ferramenta desenvolveu ainda. E enquanto a comunicação precisar falar com gente de verdade, vai existir espaço para quem sabe fazer essa leitura.

Boletim Brio: Como a inteligência artificial já está integrada à rotina da sua empresa? E quais dimensões do trabalho você acredita que ela nunca será capaz de substituir?

Paulo Solano: A IA já está presente em praticamente todas as áreas da nossa operação. Na criação, usamos para desenvolver roteiros, revisar textos, gerar imagens estáticas e vídeos. Nos processos administrativos, ela entra na inteligência de gestão e no monitoramento de informações. Trabalhamos com as ferramentas mais poderosas disponíveis hoje, como Claude, Claude Code, Manus AI, Higgsfield.ai, Veo 3, entre outras. Além disso, desenvolvemos com o OpenClaw, um sistema próprio de agentes de inteligência artificial criado dentro da agência, para automatizar processos específicos da nossa operação.

Sobre o que ela nunca vai substituir: dizer nunca é sempre arriscado, porque a tecnologia está crescendo em uma velocidade que impressiona até quem acompanha de perto. Mas a minha aposta é firme em um ponto: a criação com personalização de cultura local. O jeito de falar de um povo, as referências que fazem sentido para uma comunidade específica, o timing certo para uma mensagem em um contexto regional, isso exige presença, vivência e conexão humana que nenhuma ferramenta consegue replicar. É exatamente nesse território que a ADV6 atua há quase 20 anos. E enquanto isso não mudar, agências que souberem combinar tecnologia com esse olhar local vão sempre ter espaço.

O plano da Uespi para ultrapassar a UFPI 

A Universidade Estadual do Piauí historicamente sofre com a escassez de recursos e com uma infraestrutura que, em algumas unidades e campi, ainda é precária, reflexo dos desafios de uma instituição que depende majoritariamente de repasses estaduais.

Na manhã da última quarta-feira, o reitor da Uespi, professor Paulo Henrique Pinheiro, recebeu jornalistas na instituição e defendeu maior clareza e ampliação na captação de recursos, a exemplo do que segundo ele ocorre na Universidade Federal do Piauí (UFPI).

O reitor afirmou que a maior parte dos recursos da Uespi ainda vem do Tesouro Estadual, e por isso, o foco da gestão é ampliar parcerias interinstitucionais, especialmente por meio de ministérios, e tornar a instituição a melhor universidade pública do Piauí. A seguir, algumas das metas e estratégias da universidade para avançar nesse cenário e buscar superar a UFPI até 2030. 

“Nós assumimos um compromisso ousado de zerar disciplinas sem professores em nossa gestão. A professora Fábia, por exemplo, já está com suas disciplinas completas. Se ela se dispuser a assumir um horário extra, ministrando até duas disciplinas além da sua carga regular, nós pagamos uma bolsa por esse trabalho adicional. Mas essa é uma ação emergencial, e a própria lei deixa claro que se trata de um programa temporário. Por quê? Porque não podemos ficar esperando o concurso do próximo ano enquanto há alunos dependendo de professores para concluir seus cursos”, afirmou Paulo Henrique Pinheiro.

  • A reitoria tem como objetivo reconhecer o melhor docente de cada área com uma premiação equivalente a 14 salários, mas isso ainda depende de aprovação governamental.
  • A meta é colocar em funcionamento até 2030 um restaurante universitário para cada campus. 
  • A equipe trabalha para avançar em mais de 200% o número de mestrados até 2030. 
  • Uma das metas é o diálogo constante com estudantes. Como por exemplo, foi instalado um botão do SPIA (Sistema de Policiamento por Inteligência Artificial) na Rua Ceará, próximo à parada de ônibus, na zona Norte de Teresina, com o objetivo de oferecer mais segurança e permitir o relato de qualquer tipo de possível abuso que possa ser sofrido.

Boa ideia 

A tão aguardada pré-estreia do filme O Diabo Veste Prada aconteceu. Duas décadas depois, o filme prova que o sarcasmo elegante de Miranda Priestly, interpretado pela atriz Meryl Streep, não sai de moda. O filme vale todo o hype? Vale! 

Em Teresina, acadêmicos do curso de Publicidade organizaram uma sessão especial em parceria com o Cinemas Teresina, realizada na noite da última quarta-feira (29/04). A iniciativa faz parte do projeto Sinesthesia, que busca movimentar o calendário cultural da cidade através da produção de eventos. A pré-estreia ganhou um clima ainda mais especial com o público vestindo looks inspirados no universo fashion, o que tornou a sessão uma homenagem à moda e à estética que o filme consagrou em 2006. O cinema é essa caixa de ressonância que ultrapassa o audiovisual e se expande para o comportamento, a linguagem e a forma de ocupar os espaços.

Foto: Rivanildo Feitosa/ Reprodução

Manual da Moda: os destaques da semana

A empresária Danielle Carvalho passou dias em São Paulo e revelou os segredos do guarda roupa para o Boletim Brio. Para a noite, ela apostou em um vestido branco da NK Store, loja paulista de moda de luxo. A túnica indiana foi comprada em viagem. A bolsa é da grife Miu Miu e a sandália, Chloe. A curadoria é da loja piauiense comandada por ela, a D & D. É a elegância de quem aproveita a vida com estilo. 

A advogada e presidente da Caixa de Assistência da Advocacia do Piauí, Isabella Paranaguá, em conversa com a coluna, afirmou que buscou transmitir empoderamento na escolha das peças para dia de evento do sistema OAB, em Campo Grande.  

A camisa é da loja piauiense Cactus. A calça do ateliê Iris Rodrigues, também do Piauí. O scarpin é da grife francesa Christian Louboutin. E a bolsa da Chanel. Um misto de sofisticação com identidade. 

A empresária Hellen Sousa apostou em um conjunto de alfaiataria em tons terrosos que entrega exatamente o que um evento exige: presença. Uma escolha consciente por peças clássicas com leitura atual. O tipo de combinação que não precisa de tendência para funcionar. O look é da marca brasileira My Favorite, que integra a curadoria da loja piauiense D & Z. 

Shelda Magalhães

É coordenadora-geral da Agência Brio Comunicação. Foi coordenadora de Comunicação da OAB-PI (2022-2024). Foi âncora da TV Antena 10/ Record TV e da TV Band Piauí. Foi repórter da TV Antena 10. Atuou como repórter do Portal OitoMeia. É jornalista pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É certificada em Marketing Digital, Branding Pessoal e de Marca.
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