A visão empreendedora de Rafael Freitas: “A trajetória política da minha família camufla quem somos”; o buzz da CasaCor PI 2026, o maternar sob diferentes ângulos e mais

Sua jornada começou de forma singular, com uma banda de rock, a Maverick 75, durante os anos de universidade, proporcionando-lhe os primeiros contatos com o público e o mercado. Essa experiência inicial pavimentou o caminho do empresário Rafael Freitas para a abertura do pub Planeta Diário em Teresina. A chegada do Coco Bambu a capital piauiense, em 2009, foi um divisor de águas. Após conhecer Afrânio Barreira, fundador da rede, Rafael investiu R$ 1,8 milhão para trazer a aclamada franquia para o Piauí.

Rafael Freitas – Foto: Portal GP1

A trajetória até então bem sucedida foi posta à prova em 21 de dezembro de 2022, quando uma explosão devastadora, causada por um vazamento de gás acidental no Vasto Restaurante, abalou Teresina. O incidente destruiu completamente o Vasto, que havia sido inaugurado há apenas 24 dias, e causou danos significativos ao Coco Bambu.

Como em um testemunho de resiliência, o Coco Bambu reabriu suas portas em junho de 2023, seguido pela reinauguração do Vasto em 21 de agosto de 2023, apenas oito meses após a tragédia. A readmissão da maioria dos funcionários e o sentimento de gratidão e acolhimento da cidade foram elementos importantes nessa fase de reconstrução. Ao Boletim Brio, Rafael Freitas falou sobre a vocação e os princípios que regem o ecossistema empresarial comandado por ele.

Boletim Brio:Existe uma diferença entre quem se torna empresário por circunstância e quem carrega essa vocação como algo constitutivo da própria identidade. Entre esses dois cenários, quem é você?

Rafael Freitas: Sendo bem objetivo, sempre carreguei a vocação de ser empresário. Foi o que escolhi desde cedo, o que me motiva e o que me desafia. Sem dúvida, pertenço ao segundo grupo.

Empreender nunca foi apenas uma escolha profissional. Sempre foi uma pulsação interna. Uma inquietude criativa movida pelo desejo de construir, inovar e servir bem.

Desde cedo, entendi que realização, para mim, está em criar algo que melhore a vida das pessoas e da nossa cidade, seja oferecendo uma experiência memorável, gerando empregos, movimentando a economia ou elevando o padrão daquilo que entregamos.

No fundo, empreender é isso: enxergar possibilidades onde outros veem rotina. E ter coragem e ousadia para materializá-las.

Boletim Brio:O senhor cresceu em uma família com projeção política e pública no Piauí. De que forma esse ambiente familiar moldou, ou eventualmente tensionou, sua visão sobre negócios?

Rafael Freitas: Acho que poucos sabem, mas a história política da minha família muitas vezes camufla quem fomos e quem ainda somos até hoje. A família Freitas, embora muito ligada à política, também construiu um importante legado empresarial no Piauí.

No início do século XX, a família mantinha a Casa Almendra, um importante hub de exportação de cera de carnaúba para a Europa, entre outras atividades. Seu auge aconteceu entre as décadas de 1930 e 1960, com filiais em diferentes regiões do estado.Posteriormente, parte da família decidiu deixar a sociedade para migrar para a atividade industrial. Foi o caso do meu tio João de Almendra Freitas, que construiu uma trajetória admirável de empreendedorismo, ligada a marcas como Dureino e Alfa.

Do outro lado, o foco se voltou mais para a política, também de forma extremamente bem-sucedida, com a trajetória do meu tio Freitas Neto, que até hoje é um grande incentivador e conselheiro na minha caminhada. Além dele, meu primo, já falecido, o deputado Robert Freitas, também deixou uma história relevante. De certa forma, estou no encontro dessas duas histórias, uma complementando a outra, embora sejam mundos e mentalidades muito diferentes.

Além disso, meus pais, Odilon Filho e Jany, nunca estiveram diretamente envolvidos no universo político. Meu pai é médico. Minha mãe, além de psicóloga, é minha sócia e uma grande comerciante , outra história extraordinária. Isso foi importante porque me ensinou, desde cedo, o valor de construir meu próprio caminho, com autonomia, trabalho e identidade própria.

Boletim Brio: Uma explosão destruiu o Vasto e atingiu parte do Coco Bambu, dois ativos centrais do seu grupo, ao mesmo tempo. Do ponto de vista de gestão de crise, como você gerenciou sua própria tragédia naquele momento, ao mesmo tempo em que precisava ser referência para centenas de funcionários?

Rafael Freitas: Na adversidade, a emoção sente, mas a liderança age. Aquele momento me ensinou, na prática, o valor de três pilares: resiliência, organização e consistência.

Resiliência para suportar o impacto sem perder a lucidez. Organização para transformar o caos em plano de ação.
E consistência para seguir executando, um dia de cada vez, sem perder o rumo. Sempre vivi com uma filosofia muito clara: nunca contar com o presente como garantido. Viver com menos do que se pode. Diversificar investimentos. Diversificar energia de trabalho. Construir com prudência. E seguir trabalhando duro como se ainda estivesse começando.

Porque, no fim, patrimônio pode ser abalado. Estruturas podem cair. Mas mentalidade, disciplina e capacidade de reconstrução, isso ninguém tira da gente.

Boletim Brio: Quais expectativas para esse ano eleitoral e os impactos disso para a classe empresarial?

Rafael Freitas: Anos eleitorais naturalmente trazem maior cautela nos mercados, ajustes de expectativa e um ambiente de observação por parte do empresariado. Mas existe uma verdade que vale em qualquer cenário: países, estados e cidades prosperam quando há segurança institucional, previsibilidade e incentivo à atividade produtiva.

O empresário precisa de ambiente para investir, contratar, expandir e inovar. Quando isso existe, toda a sociedade colhe os frutos.No fim, desenvolvimento não é discurso, é execução. E precisamos de uma ponte sólida entre o público e o privado para termos condições reais de fazer acontecer.

Boletim Brio:Se você pudesse nomear uma lição sobre empreender no Piauí que a maioria das pessoas de fora ainda não compreende, qual seria?

Rafael Freitas: O Piauí é um lugar de oportunidades silenciosas, justamente porque ainda existe escassez, em muitos setores, tanto de qualidade quanto de quantidade. Isso significa que quem chega com visão, zelo genuíno e vontade de entregar excelência encontra espaço para prosperar.

Rafael Freitas – Foto: Portal O Dia / Reprodução

Aqui, quem faz bem-feito se destaca. Quem serve bem cria reputação. Quem entrega valor constrói legado. Existe muito a ser construído e isso, para quem empreende, é um mar de oportunidades.

Boletim Brio: Um filme, um livro e uma frase que marcam o seu atual momento de vida?

Rafael Freitas: “Generosidade gera prosperidade.”

Porque, quando a intenção é genuinamente entregar o melhor, servir bem e criar valor real, as pessoas percebem. A confiança se constrói. E o retorno, inclusive financeiro, vem como consequência. Prosperidade é o fruto. Generosidade é a raiz.

Por que a CasaCor mobiliza as conversas

O casal Cristina Napoleão e Frederico Carvalho são os anfitriões da Casa Cor 2026. Pelo terceiro ano consecutivo, eles trazem ao estado a maior e mais completa mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas, reconhecida como referência mundial no setor.

Frederico Carvalho e Cristina Napoleão / Foto: Nylbert Andrade

A iniciativa estimula a criação artística e coloca arquitetos e designers piauienses em evidência, transformando o que é local, o que é identitário, o que é do nosso artesanato, numa vitrine para que os piauienses possam se reconhecer. A proposta desta edição, que une mente e coração, apresenta as casas como refúgios de qualidade de vida numa época de sobrecarga de informação e de ritmos cada vez mais acelerados.

O evento tem um recorte de público, com ingressos pagos, mas seu impacto é coletivo: o Piauí entra no circuito nacional da arquitetura e do design com nome e endereço. Temos muitos talentos. O que nos falta, às vezes, é quem acredite, invista e incentive. A CasaCor prova que, quando há iniciativa, o Piauí tem muito a devolver em qualidade e criatividade. A mostra acontece até o dia 21 de junho na Avenida Presidente Kennedy, 5490, na zona Leste de Teresina. 

O maternar de Vanessa, Stefhania e Ana Flávia

Se a figura materna persiste como um pilar central da sociedade, os contornos de seus desafios se redefinem de tempos em tempos. E não, não vamos romantizar a sobrecarga que muitas mães enfrentam. E sim, é claro que precisamos falar sobre isso. 

Ao invés de meros votos protocolares pelo Dia das Mães que se aproxima, estendemos um convite à reflexão e à partilha. As narrativas abaixo são um testemunho da diversidade e da resiliência do maternar, em sua singularidade e em sua conexão com o coletivo. Feliz Dia das Mães a todas as nossas leitoras! 

Vanessa Tapety, deputada estadual do Piauí 

Boletim Brio: O que a maternidade cobrou da deputada e o que o mandato cobrou da mãe? Qual mensagem a senhora pode deixar às mulheres que ocupam múltiplas funções? 

Vanessa Tapety: Pra mim foi muito difícil, porque quando fui candidata minha filha tinha apenas seis meses de idade. Então perdi muitos momentos importantes da criação dela para lutar por um sonho que eu acreditava.

A verdade é que a mulher acumula muitas funções. A gente tenta ser forte o tempo todo, dar conta de tudo, cuidar da casa, do trabalho, dos filhos, das pessoas… e nem sempre é fácil. Mas eu sou uma lutadora. E a maternidade também me fez ainda mais forte, mais humana e mais sensível. Às mulheres, eu diria: não se culpem tanto. Só quem vive essa rotina sabe o tamanho da batalha diária que é ser mulher e mãe ao mesmo tempo.

Stefhania Fernandes, jornalista 

Boletim Brio: Se você pudesse voltar a um único dia da maternidade para viver de novo, qual seria e por quê?

Stefhania Fernandes: Eu acho que o meu filho realmente foi um milagre que aconteceu na minha vida. E eu, todos os dias, celebro esse título de ser mãe. Eu olho pra ele e, ainda assim, não acredito que ele é o meu filho. Então, pra mim, todos os dias são uma forma de celebração.

Mas, se eu pudesse descrever um único dia, eu acredito que foi o dia em que ele nasceu. Foi um dia em que eu senti muito medo e ansiedade pela chegada dele.

Medo de não poder dar continuidade a esse maternar, né? A esse sonho que eu tinha pra toda a vida e não poder concretizar. Um medo que eu acredito que toda mãe tem. Mas, depois que eu o vi e tive a certeza de que poderia caminhar junto com ele, pra mim foi uma das maiores realizações da minha vida.

Ana Flávia Maia, médica e influenciadora 

Boletim Brio: O que a maternidade mudou em você que você não esperava?

Ana Flávia Maia: Principalmente a minha relação com o tempo e o ordinário. O que eu não esperava era isso: aprender a viver no miúdo. A maternidade me tirou a ilusão de que os grandes momentos são os que importam. Hoje sei que é no café tomado às pressas, na mesa bagunçada antes de sair e que a vida de verdade acontece todos os dias.

 A maternidade mudou a forma como eu me vejo, como eu uso meu tempo e o que eu considero importante. Eu não esperava que ela me tornasse ao mesmo tempo mais dura e mais suave. Mais exigente com o que realmente importa e mais capaz de soltar o resto. Aprendi que não existe muito glamour no dia a dia e que está tudo bem nisso. A maternidade vivida é bem diferente!

Negócios

A designer de joias Claudia Arbex esteve no Piauí nesta sexta-feira (08/05) para a inauguração da nova loja das empresárias Clarissa Lopes e Carol Uchôa, a Clarissa Lopes Joias no Shopping Rio Poty. 

Às vésperas do Dia das Mães, ela deixou a capital mineira para prestigiar as empresárias, a quem não poupou elogios. Estão disponíveis nas lojas, as coleções Jardim e Ocean, incluindo peças 3D. Questionada pela coluna, que esteve presente no evento, sobre as principais inspirações do processo criativo, Cláudia Arbex atribuiu ao prazer pela leitura e às viagens pelo mundo. 

Manual da Moda: os destaques 

Isabela Eulálio

A médica Isabela Eulálio apostou numa produção moderna e fashionista. A combinação da base minimalista com a calça rica em textura trouxe profundidade à produção, formando um visual equilibrado entre delicadeza e informação de moda. A blusa é da marca Animale. A calça é assinada por Cris Barros.  O sapato é Arezzo e a bolsa, da grife francesa, Chanel. 

Renata Albino 

A médica Renata Albino apostou num macacão preto, clássico, da marca piauiense Fil a Fil, para noite de cinema em Teresina. O resultado é uma composição que comunica segurança e elegância, provando que, muitas vezes, o verdadeiro destaque está na sofisticação sem excessos.

Marina Campanhã

A arquiteta Marina Campanhã em sintonia com a atmosfera sofisticada da CASACOR Piauí. O produção comunicou coerência com a proposta do evento, com uma estética que equilibra bom gosto e requinte. A vestido é da loja piauiense Oh Sorthe. 

Shelda Magalhães

É coordenadora-geral da Agência Brio Comunicação. Foi coordenadora de Comunicação da OAB-PI (2022-2024). Foi âncora da TV Antena 10/ Record TV e da TV Band Piauí. Foi repórter da TV Antena 10. Atuou como repórter do Portal OitoMeia. É jornalista pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É certificada em Marketing Digital, Branding Pessoal e de Marca.
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