Kennedy Barros para muito além das paredes do TCE-PI; os bastidores da gestão de franquias; Grupo Claudino explica uso de IA na geração de empregos e mais

Kennedy Barros, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, fala pausadamente. As frases são longas, quase como quem conversa na mesa de um café, um dos lugares onde diz gostar de estar quando não veste a toga da Magistratura de Contas. Ao Boletim Brio conta que antes de começar o dia, faz uma oração. Antes de dormir, faz outra, seguida de um exame de consciência, quando pergunta a si mesmo onde poderia ter sido melhor. 

Entre os muitos compromissos como presidente do Tribunal de Contas do Estado do Piauí, reserva alguns dias do ano para o silêncio dos retiros espirituais de Santo Inácio de Loyola, em um mosteiro no interior de São Paulo, local onde já foi pelo menos quatorze vezes (e recomenda). Ministro da Eucaristia da Igreja de Fátima, na zona Leste de Teresina, a infância no Colégio das Irmãs em Picos lhe trouxe boa parte da base espiritual que ele faz questão de colocar em pauta mesmo quando o assunto é trabalho. 

Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, voltou a Picos para advogar, passou pela Assembleia Legislativa ainda nos anos 1990 e, quando poderia construir uma carreira política, preferiu retornar aos tribunais para exercer a advocacia. Anos depois, em 2002, ingressou no TCE-PI, onde está há quase um quarto de século. Ao longo desta conversa com o Boletim Brio, Kennedy Barros alterna referências a Rui Barbosa, Martin Luther King, José Antonio Pagola e padre Zezinho com explicações sobre auditorias, prevenir desperdícios, fortalecer a cidadania e aproximar a sociedade das decisões.

Boletim Brio: Presidente, o Tribunal tem ampliado o monitoramento preventivo para identificar irregularidades. Eu queria que o senhor detalhasse essas estratégias e ferramentas utilizadas para fortalecer essa abordagem e também quais são os desafios para implementar uma cultura de prevenção à corrupção.

Kennedy Barros: Nós criamos uma Escola de Contas aqui no Tribunal. Qual é o objetivo dessa Escola de Contas? Primeiro, temos a certeza de que, sem conhecimento, você não aprimora resultados. Então, a Escola de Contas tem três objetivos: qualificar os nossos servidores, qualificar os gestores e qualificar a população, que chamamos de controle social.

Para quê? Para que, no exercício da cidadania, ela auxilie o Tribunal na missão de acompanhar a administração pública.As ferramentas são múltiplas. Hoje, por exemplo, eu diria que qualquer pessoa, com um computador em casa, consegue acompanhar uma gestão pública com uma eficácia incomum. Vou citar três ferramentas que nós temos: Web Licitações, Web Obras e RH Web. Elas possibilitam ao gestor e ao cidadão acompanhar as gestões sem sair de casa.

Como isso funciona? Se eu acesso o sistema Web Licitações, consigo visualizar qualquer licitação que vai ocorrer no Estado. Por exemplo: clico em determinado município e vejo que haverá licitações para aquisição de medicamentos, construção de escolas ou qualquer outro objeto.

Se eu quiser verificar se aquela licitação está acontecendo regularmente, posso ir ao local no dia e horário marcados. Se perceber que não há comissão de licitação reunida, nem participantes, e houver indícios de irregularidade, posso registrar imagens e, ali mesmo, acessar o link da Ouvidoria do Tribunal para comunicar:

“Estou neste momento no local onde deveria estar ocorrendo uma licitação, mas ela não está acontecendo conforme previsto.”

Com base nessa informação, recebida em tempo real, o Tribunal pode determinar a suspensão do certame para averiguação.Veja como a participação da população é importante. Quem mora na comunidade é o povo. Um órgão de controle não tem condições de acompanhar simultaneamente todas as licitações realizadas nos 224 municípios do Estado. Fazemos fiscalizações por amostragem, mas, quando a população participa, esse acompanhamento acontece em tempo real.

Vamos ao segundo exemplo. Suponhamos que a licitação tenha ocorrido corretamente. Ela passa para a fase de contratação. O contrato é celebrado e publicado. A partir daí, inicia-se a execução da obra ou do serviço. Quem mora no município acompanha essa execução. Imagine que uma escola já deveria estar com a cobertura concluída, mas continua apenas na fase de fundação. O cidadão registra imagens, envia ao Tribunal e, imediatamente, um engenheiro é deslocado para verificar a situação. Confirmado o atraso incompatível com o cronograma financeiro, o Tribunal pode bloquear os pagamentos e determinar a regularização antes da continuidade dos repasses.

O Tribunal faz isso de ofício? Faz. Mas, quando a população está vigilante, tudo acontece com muito mais rapidez. Essa participação evita, por exemplo, que obras sejam abandonadas. Hoje praticamente não se fala mais em obras inacabadas com a frequência de anos atrás justamente porque esse acompanhamento preventivo se tornou muito mais eficiente. O terceiro exemplo é o RH Web. Quando um órgão realiza um concurso público, precisa contratar uma empresa organizadora. A primeira pergunta é: essa empresa possui idoneidade e capacidade técnica?

Por determinação do Tribunal, o edital precisa ser encaminhado previamente para análise. Após essa avaliação, o Tribunal verifica se a empresa atende aos requisitos necessários. Realizado o concurso, a administração envia ao Tribunal a lista dos aprovados para que seja verificado o cumprimento rigoroso da ordem de classificação. Se isso não ocorrer, abre-se espaço para fraudes e para o desrespeito à ordem dos aprovados.

Imagine se não existisse uma fiscalização dessa natureza. Um concurso poderia ser manipulado e, quando o prazo legal terminasse, seria muito difícil comprovar a irregularidade. Esses são três exemplos claros: acompanhamento das licitações, fiscalização da execução de obras e controle dos concursos públicos.

Boletim Brio: Presidente, qual é o maior desafio do Tribunal de Contas do Estado do Piauí hoje?

Kennedy Barros: O maior desafio, hoje, é levar à plenitude esse acompanhamento das políticas públicas como algo indispensável para melhorar a qualidade dos serviços públicos.

À medida que conseguimos monitorar as políticas públicas, combatemos o desperdício e melhoramos os indicadores de educação, saúde, meio ambiente e de tantas outras áreas. Em todos esses aspectos, conseguimos trazer mais eficiência e, consequentemente, maior satisfação para a população.

Boletim Brio: E essa dificuldade no acompanhamento se dá, na prática, por quê?

Kennedy Barros: A fiscalização segue um rito. O gestor presta contas, os dados chegam ao Tribunal e são analisados. Mas a administração pública acontece em tempo real. Se a população, que vive diariamente a realidade da gestão, informa o que está acontecendo, essa atuação ocorre antes mesmo da formalização da prestação de contas. Ou seja, ela é uma ação preventiva, profilática. Esse tipo de atuação tende a produzir resultados mais satisfatórios para a população.

Boletim Brio: O senhor foi deputado. Como essa experiência contribui para o seu trabalho como presidente do Tribunal?

Kennedy Barros: A política, em si, é a arte de fazer o bem. Quando uma função pública é exercida com dignidade, ela se torna uma das maiores ferramentas para construir bons resultados para a população. A política não pode ser vista como algo ruim. A atuação de algumas pessoas não pode criminalizar a política. Quem é ruim não é a política; são algumas pessoas que estão na política.

É preciso separar o joio do trigo. Existem pessoas responsáveis, comprometidas e que levam sua missão pública a sério. Outras, infelizmente, não. Isso acontece em todas as profissões. Há advogados honestos e desonestos; médicos honestos e desonestos; empresários honestos e desonestos; religiosos honestos e desonestos.

A seriedade de alguém não depende da profissão que exerce. A política fica mais exposta porque está em contato direto com a população. É justamente aí que entra o exercício da cidadania: ajudar as pessoas a distinguir quem realmente trabalha, quem cumpre sua função e quem apenas engana.

São atitudes que fortalecem a sociedade e permitem que pessoas comprometidas estejam à frente das instituições. Rui Barbosa dizia: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” E Martin Luther King tem uma frase muito conhecida: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.”

Porque o silêncio dos bons permite que os maus permaneçam. Essa lógica de acompanhamento da sociedade produz bons resultados. Não adianta dizer que deseja mudanças se não faz nada para que elas aconteçam. Transformar a realidade exige esforço. Para ter um corpo saudável, por exemplo, é preciso fazer exercícios e manter uma alimentação equilibrada. Na gestão pública acontece da mesma forma. Se o cidadão exerce seus direitos e cobra das instituições que cumpram suas responsabilidades, os resultados aparecem com mais força e mais consistência.

Boletim Brio: Haverá uma nova vaga aberta no Tribunal de Contas? O senhor poderia antecipar alguns nomes que enxerga como possíveis indicados politicamente?

Kennedy Barros: No Tribunal, as vagas são definidas pela Constituição. Existem vagas de indicação do Poder Legislativo e vagas de indicação do governador. Das vagas destinadas ao governador, uma deve ser preenchida entre os auditores do Tribunal, outra entre os procuradores do Ministério Público de Contas e uma terceira é de livre escolha. As outras quatro são de indicação da Assembleia Legislativa.

Em todas elas devem ser observados os critérios estabelecidos pela lei: conduta ilibada, formação compatível com a função e, sobretudo, compromisso de exercer o cargo com responsabilidade e dedicação ao engrandecimento do Estado.Neste momento, não há nenhuma vaga aberta.

Boletim Brio: Não existe nenhuma previsão de aposentadoria?

Kennedy Barros: Não. No momento, não. Geralmente esses nomes começam a ser debatidos quando surge a vaga. Enquanto não há vacância, essa discussão não acontece.

Boletim Brio: Qual legado o senhor espera deixar à frente do Tribunal de Contas?

Kennedy Barros: Eu tenho uma caminhada de fé muito sólida. Acredito em uma sociedade mais proativa e mais decente quando os valores cristãos estão presentes. Por ter essa convicção, o legado que sonho deixar não pode ser diferente disso. Meu desejo é que, como cristão, procurando agir de acordo com os ensinamentos da Bíblia, eu consiga dar sempre o meu melhor.

E, ao final da caminhada, possa dizer, como o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate. Completei a carreira. Guardei a fé.” Esse é o sonho de toda pessoa que procura viver com autenticidade. Todos os dias, quando acordo, faço minha oração e assumo o propósito de dar o melhor de mim. Ao final do dia, faço uma revisão: “Como foi o meu dia? Em que eu poderia ter sido melhor?”

Esse exercício de reflexão e essa caminhada de fé moldam o ser humano. São valores permanentes. É assim que procuro viver como cidadão e como cristão.

Boletim Brio: Qual é a parte mais difícil de presidir o Tribunal de Contas?

Kennedy Barros: Todo desafio possui dois lados: o da motivação e o dos limites. Os limites precisam ser encarados como oportunidades para superação. Se você se acomoda diante de um obstáculo, já está permitindo que ele o vença. Quando transforma esse obstáculo em motivação, passa a vencer uma batalha de cada vez, sempre com paciência e perseverança.

Boletim Brio: Quem é Kennedy Barros fora do Tribunal?

Kennedy Barros: Sou uma pessoa muito ligada à família. Gosto muito de estar em casa. Sou extremamente caseiro. Também gosto da Igreja, de praticar atividade física, de tomar um vinho e de conversar com amigos em um café. Às vezes valorizamos coisas muito grandiosas e esquecemos que um café no fim da tarde com um amigo pode ter um significado enorme.

É preciso tomar cuidado para não viver como dizia uma frase atribuída ao Dalai Lama: “O homem vive como se nunca fosse morrer e morre como se nunca tivesse vivido.” Precisamos viver intensamente cada dia. O dia de hoje deve ser vivido hoje, com suas dificuldades e suas alegrias. Caso contrário, entramos em um redemoinho de excessos. E nós não fomos feitos para viver em excesso.

Existe quem diga que a depressão é um excesso de passado, porque a pessoa não consegue deixar de remoer o que já viveu. Que a ansiedade é um excesso de futuro, porque se vive apenas preocupado com o que ainda vai acontecer. E que o estresse é um excesso do presente, quando tudo se transforma em angústia. O ideal é viver cada momento dedicando a ele a atenção que merece. Não é fácil. Mas essa deve ser a busca. Quando conseguimos alcançar esse equilíbrio interior, os resultados tendem a ser os melhores possíveis.

Boletim Brio: Para encerrar: um livro, um filme e uma música.

Kennedy Barros: Um livro… É difícil escolher apenas um, mas há um que recomendo muito: “Jesus: Aproximação Histórica”, de José Antonio Pagola. Esse livro sintetiza, como poucos, a figura de Cristo. O autor, um grande estudioso e teólogo, parte da convicção de que Jesus é Deus, mas busca aprofundar a compreensão desse Deus que se humanizou, viveu como homem em tudo, exceto no pecado.

Quando ele fala em “aproximação histórica”, reconstrói toda a trajetória de Cristo, contextualizando suas palavras, seus ensinamentos e a realidade social daquele tempo. Mostra como muitas de suas mensagens surgiram diante de situações concretas de sofrimento e opressão do povo. É um livro de que gosto muito.

Quanto a filme, confesso que já fui mais cinéfilo. Há alguns que permanecem na memória. Titanic foi um deles. Também gosto muito de filmes que contam a história de grandes personagens, porque sempre deixam ensinamentos importantes.

Boletim Brio: E uma música? Um cantor?

Kennedy Barros: Aí são muitos. Sou um admirador da Música Popular Brasileira. Costumo dizer que já não se faz música como antigamente. Hoje vemos muitos artistas gravando músicas de outros compositores, o que demonstra a qualidade da produção daquela época. Gosto muito de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Marisa Monte e, naturalmente, Roberto Carlos.

Também aprecio músicas consideradas populares ou românticas. Sou bastante eclético. Gosto igualmente de música religiosa. Tenho uma ligação muito forte com o padre Zezinho. Estudei durante nove anos no Colégio das Irmãs, em Picos, e tive a oportunidade de conhecê-lo quando tinha cerca de dez anos. Até hoje sei muitos de seus cânticos de memória. Há um que considero belíssimo. Ele fala que tudo poderia ser melhor se as pessoas buscassem mais a Deus; que seria ainda mais bonito se o Natal não fosse apenas um dia, mas uma forma permanente de viver.

A letra diz que o mundo seria melhor “se as mães fossem Marias, se os pais fossem Josés e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré”. É um cântico muito bonito e que ficou marcado na minha vida.

Grupo Claudino explica implementação do uso de IA 

A Assessoria de comunicação do Grupo Claudino entrou em contato com o Boletim Brio solicitando espaço para complementar informações publicadas no último dia 23 de junho, em entrevista concedida pela diretora Claudia Claudino, leia aqui. O grupo tem oito diretorias e o diretor-presidente atualmente, é o empresário João Claudino Júnior.

Empresário João Claudino Júnior – Foto: GP1

As informações abaixo tratam sobre a operação logística do Armazém Paraíba. 

Segue a nota enviada: 

Uso de IA e geração de empregos 

Inicialmente vale ressaltar que o Grupo Claudino, nos últimos quatro anos, criou mais de 1500 novas vagas de trabalho. E continua numa constante busca por profissionais nas mais diversas áreas. A inteligência artificial (IA) costuma ser vista como substituição de funções, mas, em diversos segmentos em que o Grupo Claudino atua e mais ainda no segmento de varejo , a IA tende a transformar e criar novas ocupações, gerando novas oportunidades de empregos, além de elevar a produtividade das equipes existentes.

A adoção de IA tem aberto espaço para cargos que antes não existiam, e o Grupo está constantemente buscando qualificar os profissionais já existentes, como também contratar no mercado profissionais já habilitados a exercer essas funções;  Com a crescente ampliação do Comércio Eletrônico do Armazém Paraíba a demanda por profissionais já qualificados no segmento tem sido cada vez mais recorrente, a citar abaixo:

• Analista de dados de consumo

• Especialista em precificação dinâmica

• Treinador de assistentes virtuais

• Supervisor de automação comercial

• Especialista em experiência omnichannel

O devido uso da IA automatiza tarefas repetitivas, liberando profissionais e vendedores para atuar em atividades de maior valor, como consultoria personalizada, vendas técnicas, cross-sell e upsell inteligentes; impulsionando mais ainda no comércio eletrônico e logística, uma melhor previsão de demandas, roteirização inteligente, melhor gestão de estoques e entregas mais rápidas e assertivas. Como consequência do acima citado, tem sido inequívoca a constante busca por profissionais, em setores e funções:

• centros de distribuição;

• last mile;

• logística reversa;

• montagem e instalação de móveis;

• suporte técnico.

• vendedores

• acompanhamento de garantias

• atendimento premium

Somente para citar alguns.

Portanto, ratificamos que estamos em constante busca por profissionais nas mais diversas áreas de atuação e com os mais diversos graus de qualificação. Nos sentimos orgulhosos de termos sido recentemente reconhecidos, no mês de junho em São Paulo, com a premiação Destaque do Varejo Brasileiro.  O Armazém Paraíba, atualmente, está presente em sete estados do Nordeste e Norte do Brasil, com 512 lojas físicas, além do site/app na modalidade eletrônica, sempre buscando ofertar produtos e serviços com qualidade, qualificar os colaboradores e melhor atender aos anseios dos nossos clientes.

Como reinventar a gestão de uma franquia? 

As empresárias Lana Marques e Amanda Farias são os nomes por trás da nova da loja Clube Morena Rosa Teresina, localizada no Shopping Rio Poty, reinaugurada no final do mês de junho. Após uma negociação longa, a nova administração assume com o objetivo de imprimir um DNA próprio, um olhar curador. Entendendo que o luxo, hoje, atende pelo nome de personalização.

Franquias têm gramáticas próprias. Empreender em shopping centers, também. O processo, descrito por Lana Marques, na entrevista a seguir, é feito partir de um ‘trabalho de formiguinha’, sustentado por planejamento e focado na eficiência logística e na fidelização do cliente. Criar novos relacionamentos de consumo. Novas conversas e impressões sobre a loja, são objetivos e metas em curso. 

Boletim Brio: Quais mudanças foram feitas e qual considera a mais importante para essa nova fase da loja?

Lana Marques: A loja já era linda e tinha uma identidade muito bem construída. O que fizemos foi dar um novo rosto ao Clube Morena Rosa, trazendo um novo olhar para a marca e para a experiência das nossas clientes. Além disso, trabalhamos uma curadoria ainda mais completa, fortalecendo um portfólio que reúne diferentes marcas e estilos e que, em breve, também contará com moda praia.

Nosso maior foco, porém, é conhecer cada cliente de perto, entender seu estilo de vida, suas preferências e suas necessidades. Acreditamos que, quanto mais conhecemos quem entra na loja, mais assertivos somos na curadoria das coleções e no atendimento. Esse relacionamento próximo e personalizado é o que vai fortalecer ainda mais a presença do Clube Morena Rosa no varejo de Teresina.

Boletim Brio: Qual foi o maior aprendizado desse processo de reinauguração que você levaria para qualquer outro negócio?

Lana Marques: Sem dúvida, o planejamento. Uma reinauguração envolve muitos detalhes, e entendemos que o planejamento precisa estar presente em todos os aspectos e em todas as fases do processo. Desde a negociação, passando pela montagem da equipe, pela organização da loja e pela comunicação, até a experiência que queremos proporcionar ao cliente. Quanto melhor o planejamento, mais tranquilidade e segurança você tem para executar cada etapa e focar no que realmente importa: entregar uma experiência de excelência. E acho que conseguimos. 

Boletim Brio: Como vê o momento atual do varejo em shopping center? É um bom momento para investir nesse formato?

Lana Marques: É um mercado desafiador. Empreender em shopping exige um alto capital de giro e resiliência financeira, principalmente pelos elevados custos de ocupação e porque, hoje, muitas pessoas frequentam menos os shoppings do que há alguns anos. Por isso, acreditamos que não basta esperar o cliente entrar na loja: é preciso construir relacionamento. Nosso objetivo é estreitar esse vínculo e, se for necessário, o Clube Morena Rosa vai até a cliente, oferecendo um atendimento cada vez mais próximo e personalizado.

Ao mesmo tempo, estamos muito confiantes. Estamos localizados em um dos melhores corredores do Shopping Rio Poty, no piso L2, e, em Teresina, o shopping continua sendo um importante espaço de lazer, convivência e consumo.

Manual da Moda 

A médica ginecologista endócrina Priscila Gambogi apostou no vermelho e em uma jaqueta com fechamento central e recorte na cintura contrastando com a base preta. Trouxe um toque de ousadia a uma produção predominantemente sóbria. Bolsa estruturada e sandálias metalizadas completaram o conjunto, reforçando a leitura de um estilo que equilibra formalidade e presença. A calça e body são Cris Barros. A jaqueta é assinada por Reinaldo Lourenço.

Naiana Portela

A empresária Naiana Portela, à frente da Nabella Store, surgiu em produção completa da própria loja. A calça alfaiatada de cintura encorpada e a jaqueta no mesmo tom, sobreposta a um body branco, criaram um conjunto monocromático que valoriza o corpo sem exageros. Chiquíssima!

Roberlania Viana

A modelo e Miss Piauí Mundo 2023/2024, Roberlania Viana, escolheu um vestido de crochê artesanal, adornado com pérolas e um recorte floral no busto, para uma noite em Barra Grande. A peça, assinada pela grife Venantis, tem um caimento longo e ajustado, enquanto o cenário é iluminado por luzes penduradas e reforça a atmosfera de sofisticação praiana.

Shelda Magalhães

É coordenadora-geral da Agência Brio Comunicação. Foi coordenadora de Comunicação da OAB-PI (2022-2024). Foi âncora da TV Antena 10/ Record TV e da TV Band Piauí. Foi repórter da TV Antena 10. Atuou como repórter do Portal OitoMeia. É jornalista pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É certificada em Marketing Digital, Branding Pessoal e de Marca.
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